1586 — El-Rei D. Filipe I de Portugal concedeu às
religiosas do Mosteiro de Jesus a mercê de terem um carniceiro
privativo, que lhes cortasse a carne de que houvessem mister «pelos
preços por que se corta no açougue geral» da vila (Arquivo da
Universidade de Coimbra, Convento de Jesus de Aveiro,
Tomo 79, fls. 10r-11r) – A.
1740 — No braço da ria que vai de Aveiro para Ovar,
afundou-se uma bateira, tendo morrido afogadas diversas pessoas, entre
elas o Padre Fernando Álvares Gião, de Montemor-o-Novo (Rangel de
Quadros, Aveiro – Apontamentos Históricos, I, fl.
149) – A.
1855 — Porque a «cholera-morbus» ceifava todos os
dias inúmeras vidas a eito, na cidade e nos lugares vizinhos,
realizou-se nesta data uma procissão de penitência, imponente e
comovedora, com as imagens do Senhor «Ecce-Homo» e de Santa Joana
Princesa; o clero entoava o «Miserere» e a multidão ajoelhava, não
havendo olhos que não estivessem marejados de lágrimas. O cortejo
religioso, que saiu da igreja da Misericórdia, foi precedido de preces
públicas nos dias 21, 22 e 23, celebradas na mesma igreja. A
iniciativa obedeceu a uma deliberação da Mesa da Santa Casa, tomada em
14 de Setembro, cujo secretário era então o Cónego José Joaquim de
Carvalho e Góis (Campeão do Vouga, 19-9-1855, pg. 2; Campeão
das Províncias, 21-9-1901; Domingos Maurício Gomes dos
Santos, O Mosteiro de Jesus de Aveiro, I, pg. 415.
Não é exacta a data que Marques Gomes indica em Memorias de Aveiro,
pg. 132) – J.
1859 — O pároco de Eixo, Padre Francisco dos Santos
Brandão, autorizado pelo vigário-geral da Diocese de Aveiro, procedeu à
bênção litúrgica da capela do Santíssimo Sacramento, na igreja matriz,
cuja construção fora iniciada em 13 de Julho de 1857 (Cartório Paroquial
de Eixo, Livro do Tombo, fls. 55-55v) – J.
1873 — Nasceu o ilustre aveirense Dr. Artur de
Carvalho Ravara, médico urologista muito distinto, que foi o decano dos
urologistas portugueses (Cemitério Central de Aveiro, data indicada no
jazigo) – A.
1890 — Depois de importantes reformas na Fábrica de
Vidros Aveirense, sita próximo da Fonte Nova, propriedade de Manuel da
Rocha e Companhia, só hoje aí se recomeçou o fabrico de vidro; a
actividade desta unidade fabril fora experimentada em 3 de Dezembro de
1888 e iniciada regularmente em Fevereiro de 1889, sendo interrompida
pouco depois (O Povo de Aveiro, 9-12-1888, 10-2-1889 e
28-9-1890) – J.
1921 — Por um decreto assinado pelo Presidente da
República Portuguesa, Dr. António José de Almeida, foram aprovados os
estatutos da «Associação Protectora das Florinhas de Rua», benemérita
instituição lisbonense criada por D. João Evangelista de Lima Vidal,
então arcebispo de Mitilene – a qual já iniciara a sua actividade em 1
de Janeiro de 1918 (Diário do Governo, II Série,
3-10-1921) – J.
1951 — Foi festivamente inaugurada a rede de energia
eléctrica nas povoações de Alumieira e Mataduços, da freguesia de
Esgueira (Correio do Vouga, 29-9-1951) – J.