1516 — O escudeiro Brás de Ferreira, morador na vila
de Aveiro, apresentou no lugar de Sá, termo do concelho de Ílhavo, o
foral manuelino de 8 de Março de 1514, concedido a Ílhavo, Sá e
Verdemilho (Colectânea, I, pg. 275) – J.
1516 — O escudeiro Brás de Ferreira, morador na vila
de Aveiro, apresentou nos Paços do Concelho de Esgueira o foral
manuelino de 8 de Julho de 1515, estando presentes, além das pessoas
ligadas por seus ofícios à vida local, o povo, que foi chamado por
pregões (Colectânea, I, pgs. 286-287) – A.
1551 — D. Catarina de Ataíde, filha de D. Álvaro de
Sousa e de D. Filipa de Ataíde, fez o seu testamento por mão do Padre
Frei Domingos da Vitória, prior dos Dominicanos, que logo foi confirmado
por seu pai. Por tal instrumento, o Convento de Nossa Senhora da
Misericórdia era contemplado com a importância de 20.000 réis de juro
anual, para que fosse dada sepultura à testadora e a seus progenitores e
descendentes destes, e para que houvesse missa quotidiana pelas almas de
todos (Rangel de Quadros, Aveiro
,
IV, fl. 57) – J.
1580 — De uma inquirição de testemunhas a que se
procedeu neste dia, apurou-se que o povo da vila de Aveiro, conhecendo a
traição que lhe preparavam, prendeu e apupou, na noite de 28 de Agosto,
o Dr. Amador de Queirós, por ser traidor a El-Rei D. António, Prior do
Crato (Marques Gomes, Subsídios para a História de Aveiro,
pgs. 407-412) – A.
1732 — Nesta data, foi concedida pelo Paço a
necessária licença para se imprimir o opúsculo «Aveyro Obsequioso ou
Relaçam Metrica das festas, que na nobre villa de Aveyro fizeram seus
moradores em applauso de ver restituido o seu dominio ao mais legitimo
herdeiro dos seus antigos Duques», escrito por Joaquim Leocádio de Faria
e dedicado a D. Gabriel de Lencastre Ponce de Leão, sétimo duque de
Aveiro (Arquivo, XX, pgs. 144-153) – J.
1841 — Pelas dez horas da manhã, foi enforcado, no
Rossio, Jerónimo dos Santos Brandão, por alcunha o «Cospe Fora»,
condenado à pena última por sentença de 8 de Março de 1839, confirmada
por acórdão da Relação de 29 de Novembro do mesmo ano e mandada executar
por portaria de 7 de Agosto de 1841. A condenação resultou do facto de
ter assassinado a golpes de machado, segundo as provas produzidas, um
tio, conhecido por «Antoninho das Más Horas», para se apropriar dos seus
bens. Parece, todavia, que o autor do crime não foi o infeliz condenado
(Dr. António Luís de Sousa Henriques Secco, Memórias do Tempo Passado
para Lição dos Vindouros, Fasc. II, pg. 226; Homem Cristo,
Notas da minha vida e do meu tempo, I, pg. 67; Arquivo,
XV, pgs. 275-276) – A.
1856 — Foi inaugurado em Aveiro o telégrafo
eléctrico, sendo nessa época independentes os serviços postal e
telegráfico (Arquivo, XXXII, pg. 26) – J.
1874 — Uma portaria governamental permitiu que se
conservassem na igreja do extinto Mosteiro de Jesus os objectos de
culto, ao cuidado e guarda das senhoras recolhidas no secular convento
(Domingos Maurício Gomes dos Santos, O Mosteiro de Jesus de Aveiro,
I, pg. 463) – J.
1917 — No tauródromo do Rossio, construído em Abril
de 1916, realizou-se uma garraiada sensacional (Almanaque Desportivo
do Distrito de Aveiro, 1950, pg. 148) – J. — [Ver
anotações]
1981 — Pela autoridade diocesana foi confirmado o
carácter canónico da Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro e
aprovado o seu novo «Compromisso» (Arquivo da Cúria Diocesana de Aveiro,
Misericórdia de Aveiro; no Correio do Vouga,
11-9-1981, a data está errada) – J.
Anotações:
— Uma fotografia
antiga mostra uma praça
de touros, de pedra e cal construída no Rossio, com a data registada
de 1874. Em notícia inserida mais adiante, refere-se que uma praça de
touros, mandada construir por Domingos João dos Reis e inaugurada em 21
de Julho de 1907, foi desmontada em 8 de Setembro de 1908 e vendida em
hasta pública. Daqui se conclui que, ou há alguma imprecisão nos
elementos registados ou, então, terão existido três praças de touros
distintas no Largo do Rossio. Mas estas não são as únicas referidas no Calendário Histórico de Aveiro.
Existem várias referências tauromáquicas. Por exemplo, consultando-se os registos referentes ao dia 11 de Setembro de 1910,
encontra-se uma notícia relativa a «uma garraiada promovida pela
Companhia de Salvação Pública Guilherme Gomes Fernandes» por ocasião da
inauguração de uma nova praça de touros, «erguida no Chão da
Palmeira, em Santo António, que teve duração efémera». Daqui parece
poder inferir-se que houve uma certa tradição tauromáquica na cidade de
Aveiro. Relativamente ao rigor da data registada na fotografia da praça
de touros, não há a menor dúvida, tanto mais que em 16 de Setembro de
1875 há uma notícia da realização da «primeira das duas corridas de
touros levadas a efeito, por curiosos, em benefício do Asilo de José
Estêvão», na praça de touros do Rossio, sendo a outra no dia seguinte. – HJCO.