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1450 — Foi registada uma carta de confirmação dos
contratos da comuna dos judeus de Aveiro (Torre do Tombo, Chancelaria
de D. Afonso V, livro 11, fl. 152v; Colectânea, I, pg.
210) – A.
1518 — Saíram do Mosteiro de Jesus as cinco
religiosas dominicanas que, por mandado de El-Rei D. Manuel I, deram
início ao Convento da Anunciada, em Lisboa; foi como vigária a virtuosa
Madre D. Joana da Silva, filha do conde de Penela D. Afonso de
Vasconcelos – «bem amado sobrinho» do Rei Africano – e da condessa D.
Isabel da Silva, filha do conde de Abrantes D. Lopo de Almeida e irmã do
grande D. Francisco de Almeida, primeiro vice-rei da Índia.
Acompanharam-na as Madres D. Brites de Noronha e D. Leonor de Ataíde e
as Irmãs Isabel Luís e Ana Dias (Crónica, pg. 199) – J.
1528 — El-Rei D. João III, por uma carta de António
Godinho, mandou que o ouvidor António Dias, por si ou pelo corregedor da
Comarca, indagasse a verdade sobre os objectos e os valores que o
cunhado do insigne aveirense D. Frei Duarte Nunes, bispo titular de
Laoidiceia e primeiro prelado português da Índia, falecido neste ano em
Aveiro, havia sonegado e que os mandasse entregar ao Convento Dominicano
de Nossa Senhora da Misericórdia (Rangel de Quadros, Aveirenses
Notáveis, I, fls. 34-35) – J.
1602 — O insigne aveirense D. Vasco de Sousa entrou
no Colégio de S. Paulo, em Coimbra, para cursar a Universidade, onde se
doutorou em Teologia (Rangel de Quadros, Aveirenses Notáveis, I,
fl. 19) – J.
1692 — Foi passada carta de apresentação de benefício
simples, na igreja matriz da vila de Aveiro, ao licenciado Manuel de
Sousa Henriques (Torre do Tombo, Chancelaria da Ordem de Avis,
livro 20, fl. 166v)
– A.
1858 — Um decreto governamental criou a Junta
Administrativa e Fiscal das Obras da Barra de Aveiro, cuja acção viria a
ser interrompida em 12 de Agosto de 1886
–
data em que as suas atribuições passaram para a Circunscrição Hidráulica
de Coimbra, então instituída (Arquivo, XXXIIII, pg. 120) – J.
1863 — Foi colocado um relógio na torre da igreja
paroquial de Nossa Senhora da Glória, hoje também catedral de Aveiro (Litoral,
19-10-1979) – J.
1868 — Um edital do Governo Civil de Aveiro
regulamentou a apanha do moliço na ria de Aveiro, com vista a proteger
as espécies piscícolas (Aveiro e o seu Distrito, n.º 5,
pgs. 24 e ss.) – J.
1937 — Um incêndio, que deflagrou no princípio
da noite, destruiu totalmente a fábrica de louça da Fonte Nova, em
Aveiro, restando apenas a fachada (Correio do Vouga,
18-9-1937) – J.
1939 — Foi assinada a escritura notarial da compra do
prédio rústico, no lugar de Santiago, em Aveiro, onde se veio a
construir o edifício do Seminário Diocesano de Santa Joana Princesa (Correio
do Vouga, 16-9-1939) –
J.
1942 — Desabou a antiga ponte dos Carcavelos, sobre o
canal de S. Roque, estando cheia de pessoas que desejavam ver uma
corrida de bateiras, integrada no programa das festas de Nossa Senhora
das Febres; não houve desastres graves a lamentar. No mesmo sítio
construiu-se depois a actual (Correio do Vouga, 19-9-1942)
–
J. |