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1567 — Por unanimidade, foi eleito como definidor da sua Ordem o franciscano Frei Lopo de Aveiro, estudioso e mestre da língua latina (Rangel de Quadros, Aveirenses Notáveis, I, fl. 85) J.

1580 — Apesar de derrotado na Ponte de Alcântara, entrou em Aveiro, pela força das armas, D. António, Prior do Crato, pretendente à Coroa de Portugal, que se instalou no Convento de S. Domingos e, três dias depois, no palácio de Francisco Tavares; em face da oposição de muitos aveirenses, alguns foram condenados à forca, outros foram mortos em combate e a vila foi saqueada e maltratada pela soldadesca e varejada por artilharia vinda do castelo da Feira (Marques Gomes, Subsídios para a História de Aveiro, pgs. 422 e 425; Rangel de Quadros, Aveiro – Apontamentos Avulsos, Manuscrito, fl. 323) – J.

1588 — El-Rei D. Filipe I de Portugal assinou, em Madrid, um alvará pelo qual fez mercê do título de duque de Aveiro em favor de D. Juliana de Lencastre, que seria extensivo a seu primo e futuro marido D. Álvaro de Lencastre – e a seus sucessores, de juro e herdade – com a condição de previamente efectuarem a união matrimonial; além de outros privilégios, o monarca, pela mesma carta concedeu aos primogénitos da Casa de Aveiro o título de duques de Torres Novas (Arquivo, XXXVIII, pgs. 197-198; Rangel de Quadros, Aveiro – Apontamentos Históricos, II, fl. 188) – J.

1627 — El-Rei D. Filipe III de Portugal mandou que o provedor da Comarca de Esgueira vivesse nesta vila e aí exercesse o seu ofício (Livro dos Registos, fl. 55; Colectânea, II, pgs. 86-87. O mesmo monarca deu nova ordem em 10 de Janeiro de 1628) – J.

1648 — Uma postilha de El-Rei D. João IV em favor das religiosas do Convento de Nossa Senhora do Loreto, «que de novo se fundou no lugar de Sá junto à vila de Aveiro», concedeu que os 10.000 reis de graça que lhes tinha assentado anualmente no almoxarifado de Pinhel, donde a princípio teve sua fundação o dito Mosteiro», se lhes pagassem no almoxarifado da vila de Aveiro, do ano de 1649 em diante (Torre do Tombo, Chancelaria de D. João IV, livro 2, fl. 351v) – A.

1694 — Foi passada carta de familiar do Santo Ofício a António Pinto Leitão, natural da vila de Esgueira, onde residia (Arquivo, XXV, pg. 292) – J.

1732 — Uma provisão desta data mandou ao corregedor de Coimbra que desse posse ao duque de Aveiro, D. Gabriel de Lencastre, de todas as rendas, direitos e jurisdições e da alcaidaria-mor daquela cidade, sem embargo de não ter cartas de confirmação (Câmara Municipal de Coimbra, Indices e Summarios, 2.ª parte, fasc. II, pg. 131; estão juntas uma procuração do duque e o auto de posse) – A.

1887 — No Rio de Janeiro foi inaugurado o edifício do Gabinete Português de Leitura, fundado em 14 de Maio de 1857, que numa das faces da sua rica sala principal ostentava a legenda «Livraria Manuel de Mello», em homenagem ao distinto filólogo aveirense (E. Pereira e G. Rodrigues, Portugal-Diccionario, IV, pg. 145) – A.

1903 — A Câmara Municipal de Aveiro, da presidência de Gustavo Ferreira Pinto Basto, aprovou as condições para a arrematação da empreitada do calcetamento do largo fronteiro aos Paços do Concelho, de que José Filipe se encarregaria para logo executar o trabalho (Arquivo Histórico Municipal de Aveiro, Livro das Actas das Sessões, 1901-1904, n.º 27, fl. 78; o empedrado estava datado: 1903) – J.

1910 — Começou a publicar-se O Satírico, dirigido por João Domingues de Lima Peres, semanário político, noticioso e extra-partidário, que viria a terminar no mesmo mês (Rangel de Quadros, Aveiro – Apontamentos Avulsos, Manuscrito, fl. 149) – J.

1962 — Uma portaria do Ministério das Obras Públicas nomeou para o lugar de Inspector Superior de Obras Públicas o Engenheiro João Ribeiro Coutinho de Lima, que deixou o seu nome e o seu trabalho ligados a importantes obras no porto de Aveiro, de que foi director (Correio do Vouga, 29-9-1962) – J.

1976 — O bispo de Aveiro, D. Manuel de Almeida Trindade, erigiu canonicamente em paróquia eclesiástica o vicariato ou reitoria paroquial de Santa Joana Princesa, nos subúrbios de Aveiro (Correio do Vouga, 17-9-1976) – J.

1986 — Foi hoje noticiado que sócios de catorze Elos Clubes do Brasil, em convenção realizada na cidade de Londrina, decidiram oferecer à nossa cidade um busto do insigne aveirense Padre Fernão de Oliveira, o autor da primeira gramática da Língua Portuguesa (Diário de Aveiro, 10-9-1986) – J.

 

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