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1522 — Por carta passada em Tomar, El-Rei D. João III
pôs termo a uma questão, largamente debatida, sobre a alcaidaria-mor de
Aveiro. O Senhor D. Jorge havia nomeado alcaide-mor da vila de Aveiro
Álvaro de Sousa, comendador de Santo Isidoro de Eixo, da Ordem de
Cristo, do Conselho de D. João III e vedor da Casa da Rainha D.
Catarina. Os aveirenses impediram-no de tomar posse, utilizando para
isso o privilégio, concedido pelo Infante D. Pedro e confirmado por D.
João II, de nenhum fidalgo ou pessoa poderosa se poder demorar na vila
de Aveiro mais de três dias sem o beneplácito dos seus moradores. Álvaro
de Sousa cedeu da mercê que lhe havia feito o Senhor D. Jorge e os
aveirenses cederam do seu privilégio – sendo então passada a carta de
composição (Torre do Tombo, Chancelaria de D. João III, ano de
1522, fl. 22; D. António Caetano de Sousa, História Genealógica da
Casa Real, Livro XIV, tomo XII, cap. 21, 1.ª parte) – A.
1625 — El-Rei D. Filipe III de Portugal passou um
alvará ao provedor de Esgueira, pelo qual lhe ordenava que este
embargasse «os navios e caravelas que fossem necessários para levarem a
Galiza e Astúrias o sal do arrendamento que nesta Coroa de Castela fez
Martim de Bolivar, com que os navios e caravelas não sejam de
estrangeiros senão dos naturais do Reino de Portugal» (Livro dos
Registos, fls. 56-56v; Colectânea, II, pgs. 87-88) – J.
1775 — O provisor e vigário-geral da recém-criada
Diocese de Aveiro, Padre Dr. Gabriel da Costa Neves, assinou e expediu
uma circular-inquérito, em que solicitava aos párocos diversas
informações sobre a administração eclesiástica (João Gonçalves Gaspar,
A Diocese de Aveiro no Século XVIII, pg. 14)
– J.
1787 — Pedro Lopes Quaresma, desta cidade de Aveiro,
obteve um diploma da sua habilitação no ofício de oleiro (II Livro
dos Registos, fl. 448; Rangel de Quadros, Aveiro
– Apontamentos Avulsos,
Manuscrito, fl. 105) – J.
1804 — Faleceu o Padre Luís Lopes Ferreira, décimo
terceiro pároco da antiga freguesia da Vera-Cruz e o primeiro nomeado
pelo bispo de Aveiro D. António Freire Gameiro de Sousa, pois que, até
então, os párocos das freguesias da cidade eram apresentados pelo
Tribunal da Mesa da Consciência e Ordens (Rangel de Quadros, Aveiro
– Apontamentos Históricos,
I, fl. 138) –
A.
1822 — Na igreja matriz de S. Miguel, procedeu-se à
segunda eleição da Junta Eleitoral da Cidade de Aveiro (Arquivo,
VII, pgs. 49-54) –
A.
1842 — Nasceu o ilustre aveirense Padre Jorge de
Pinho Vinagre, que se evidenciou como regente da Filarmónica Aveirense
também conhecida por Música Nova (Rangel de Quadros, Aveirenses
Notáveis, II, Manuscrito, fl. 171) – J.
1846 — Por uma portaria desta data, foi nomeado
vice-cônsul do Reino da Bélgica, em Aveiro, Francisco António do Vale
Guimarães (Torre do Tombo, Chancelaria de D. Maria II, livro 26,
fl. 250v) –
A.
1856 — O bispo do Porto, D. António Bernardo da
Fonseca Moniz, declarou desistir da jurisdição que até então exercia no
território da restinga da areia que, pelo decreto do Governo de Sue
Majestade de 24 de Outubro de 1855, passara para as
freguesias da Diocese de Aveiro; estava incluída a costa de São Jacinto,
que foi transferida para a freguesia da Vera-Cruz (Rangel de Quadros,
Aveiro – Apontamentos
Históricos, I, fl. 187;
João Frederico Teixeira de Pinho, Memórias e Datas para a História da
Vila de Ovar, 1959, pgs. 210-211)
– J.
1913 — Na freguesia da Vera-Cruz, em Aveiro, nasceu o
Dr. Francisco José Rodrigues do Vale Guimarães, filho do Dr. Querubim da
Rocha do Vale Guimarães e de D. Maria Emília Marques Rodrigues, que veio
a ser um cidadão dotado de rara finura de carácter, de profundo sentido
humano, de vincada personalidade, de inteligência viva e perspicaz, de
invulgar capacidade de trabalho e de espírito de tolerância tão ao jeito
dos aveirenses; ao longo da sua vida, exerceria diversos cargos
políticos e públicos (Conservatória do Registo Civil de Aveiro, Livro
dos Nascimentos de 1913; Cartório Paroquial da Vera-Cruz, folhas
soltas de 1913) – J. |