BOLETIM   CULTURAL   E   RECREATIVO   DO   S.E.U.C.  -   J.  ESTÊVÃO


PÁGINA 1
Editorial
Alcino Carvalho
PÁGINA 2
Amadeu de Sousa - Homenagem
Paula Tribuzi
PÁGINA 3
Contos tradicionais portugueses
PÁGINA 4
Uma pedra que era doce
Henrique J. C. Oliveira
PÁGINA 5
Dia da África
Poetas Africanos
PÁGINA 6
Mudar nem sempre é melhorar
João Paulo C. Dias
PÁGINA 7
Navegando no espaço virtual
Alcino Cartaxo
PÁGINA 8
Prémio literário J. Estêvão
PÁGINA 9
Acerca do SEUC
Apontamentos
Isabel Bernardino
PÁGINA 10
Organização e funcionamento do SEUC
João Paulo C.Dias
PÁGINA 11
Receitas para o fígado
PÁGINA 12
Hora do Recreio
HJCO
PÁGINA 13
Fac-símile da 1ª página
 

Prémio Literário José Estêvão

      

Todos os anos tem lugar na Escola o concurso «Prémio Literário José Estêvão». Foi premiado o trabalho do aluno Pedro André Carvalho, no escalão B - modalidade de poesia. Foram ainda atribuídos pelo júri dois prémios especiais: na modalidade prosa, escalão B, o trabalho «In Memoriam» da autoria de Emanuel V. Madalena; na modalidade poesia, escalão B, o conjunto apresentado por Rita Pinto C. Ribeiro Miranda.

Nesta página do “Alternativas” reproduzem-se o 1º prémio, «Luz Absurda», e um poema seleccionado do conjunto de Rita Miranda. Para leitura global de todos os trabalhos premiados, sugere-se a consulta das páginas da Internet inseridas no espaço «Aveiro e Cultura».

Luz Absurda

A manhã que nasce
Começa a rasgar a noite.

             Na alma a noite teima em perdurar...

Os raios solares húmidos de orvalho
Deixam transparências
Na doce adormecida verdura dos campos.

             Na alma a vertigem da eterna noite.

Vejo a noite a surgir
E crescer
Por entre o deserto do meu delírio asfixiante
Como uma planta carnívora, desperta em mim
E morde a espessa solidão

             De uma memória lúcida

                          Memória demasiado lúcida!...

A claridade
Cega!
O corpo amputado
Dilui os sonhos,
SOLIDIFICA o tempo
A luz...
Esta luz ansiada conduz-me à inércia,
A um vazio estridente e podre,
A uma lenta noite sedenta de vinganças.
A excessiva memória de ti
Perpassa em cada gota de sangue,
Assim,
A manhã é dos outros... A noite lúcida e excessiva é minha
A vida é dos outros... E é minha
Há um corpo que vive, o meu...
Uma alma que morre, a minha...

Poeta Perdido - Pedro André Carvalho, 10º Ano, Turma C

 

Ai João!

Ai João que me prendeste outra vez!

Chama-se João
Que rima com coração
Que rima com solidão
E chama-se João.

Um dia vou ser dele
E vou dar-lhe o luar
E vai ensinar-me as estrela
E o céu. E o céu.

Um dia acordo e ele volta
Num cavalo de algodão
Um dia acordo e ele é meu
Um dia, meu João...

Depois fomos correr nas flores
E o espaço... Até ao fim
Depois fomos um só
Um dia... é assim...

Andorinhas
Azul
Escuro escuro escuro

Ai João, que me prendeste outra vez!

Um dia acordei e o tempo era tarde
Um dia vi-o correr
E esperei.

...leva-me contigo, que este cravo negro que trago no peito,
chora em sonhos de ser encarnado.

                                                    Rita Miranda - 12º Ano, Turma J


1.Editorial   2.Homenagem a Amadeu de Sousa   3.O aprendiz do mago (conto popular)   4.Uma pedra que era doce    5.Dia da África - Poetas africanos    6.Mudar nem sempre é melhorar   7.Navegando no espaço virtual    8.Prémio literário José Estêvão    9.Acerca do SEUC   10.Organização e funcionamento do SEUC     11.Receitas para o fígado (humor)    12.Passatempos   13.Fac-símile da 1ª página


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