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1565 — Por um alvará desta data, El-Rei D. Sebastião concedeu uma tença de 20.000 réis anuais ao insigne aveirense e primeiro gramático português, Padre Fernão de Oliveira, «clérigo de missa que leu casos de consciência no Convento dos Freires de S. Tiago, em Palmela» (Torre do Tombo, Chancelaria de D. Sebastião, livro 16, Doações, fl. 356; Rangel de Quadros, Aveirenses Notáveis, I, fl. 10) A.

1569 — O duque de Aveiro, alcaide-mor, nomeou o carcereiro do castelo de Coimbra (Câmara Municipal de Coimbra, Indices e summarios, 2.ª parte, fasc. I, pg. 4) A.

1644 — Vindas do Convento de Nossa Senhora do Loreto, da vila de Almeida, chegaram a Aveiro e hospedaram-se no palácio de D. Beatriz de Lara e Meneses as religiosas franciscanas que, em 2 de Agosto do mesmo ano, deram entrada no Convento da Madre de Deus, em Sá (Marques Gomes, Memorias de Aveiro, pg. 104) A.

1668 — Em nome e com procuração de D. Pedro de Lencastre, quinto duque de Aveiro, o Padre Dr. Bibiano Pinto da Silva tomou posse da vila, acto que constituiu um acontecimento memorável e do qual se lavrou um auto extremamente curioso (Livro dos Registos, fls. 99 e ss.; Colectânea, II, pgs. 189 e ss.) A.

1779 — Por despacho desta data, foi nomeado superintendente das Obras da Barra de Aveiro Francisco António Gravito Simões da Veiga, daqui natural e desembargador dos Agravos da Suplicação (II Livro dos Registos, da Câmara Municipal de Aveiro, fl. 387; Rangel de Quadros, Aveiro Apontamentos Avulsos, Manuscrito, fl. 41) J.

1808 — Revoltada contra o domínio francês, a Câmara Municipal mandou arvorar numa das janelas dos Paços do Concelho a bandeira da cidade, repicar os sinos, iluminar as casas e restaurar os escudos das armas portuguesas picadas por ordem de Junot. O povo percorreu as ruas da cidade, dando vivas à Santa Religião, à Família Real e à Casa de Bragança. Na sé, então a igreja da Misericórdia, cantou-se um solene te-deum, com a assistência do prelado da Diocese, D. António José Cordeiro (Marques Gomes, Centenário da Guerra Peninsular, pgs. 8 e ss.) A.

1808 — O bispo de Aveiro, D. António José Cordeiro, ordenou aos párocos e aos demais sacerdotes sob a sua jurisdição que, como fiéis vassalos e leais portugueses, reconhecessem a autoridade de Sua Alteza Real o Príncipe Regente e promovessem todas as possíveis de­monstrações de alegria, repicando os sinos e pondo luminárias, durante três dias consecutivos, e celebrando um te-deum em cada igreja da Diocese (Campeão das Províncias, 6-7-1901; João Gonçalves Gaspar, A Diocese de Aveiro Subsídios para a sua História, pgs. 88-89) A.

1817 — A Santa Casa da Misericórdia de Aveiro levou a efeito a extracção de uma lotaria, com cujos lucros iniciou a construção do seu hospital, na Rua Direita, junto à respectiva igreja, onde havia existido o palacete dos Marizes Balacós. A lotaria fora autorizada pelos decretos de 5 de Outubro de 1815 e de 21 de Maio de 1816 (Marques Gomes, Memorias de Aveiro, pgs. 134-135) J.

1840 — José Estêvão Coelho de Magalhães, Manuel José Mendes Leite, António Rodrigues Sampaio e Joaquim da Fonseca Silva e Castro fundaram o jornal A Revolução de Setembro, que teve larga projecção na vida política da época (Vd. primeiro número deste periódico lisboeta; Marques Gomes, José Estêvão, pg. 68; A. H. de Oliveira Marques, Dicionário da Maçonaria Portuguesa, II, cols. 937 e 1285) J.

1850 — Faleceu José António da Silva Leão, barão de Almofala, que fez as campanhas da Guerra Peninsular e, mais tarde, foi ministro da Guerra e vogal do Supremo Conselho de Justiça Militar (Rangel de Quadros, Aveirenses Notáveis, II, fls. 263-267) J.

1856 — Foi conduzida processionalmente da igreja de S. Domingos e paroquial de Nossa Senhora da Glória para a capela de S. João do Rossio a imagem de S. Sebastião, que pertencera à demolida matriz de S. Miguel, tendo-se incorporado no préstito a Câmara Municipal, as irmandades e o povo. De manhã, houve Missa Solene em S. Domingos; os Paços do Concelho estiveram embandeirados durante o dia; e a população aveirense, animada pela restituição ao culto da veneranda imagem, manifestou por diversos modos o seu regozijo (Rangel de Quadros, Aveiro Apontamentos Históricos, I, fl. 107) A.

1857 — Foi passada carta de professor de Francês e de Inglês no Liceu de Aveiro a José Correia de Freitas Silva de Carvalho (Torre do Tombo, Chancelaria de D. Pedro V, livro 10, fl. 143) A.

1905 — O Governo autorizou finalmente a Câmara Municipal a proceder à demolição do edifício do Convento das Carmelitas, no que fosse necessário para a abertura da praça projectada (Rangel de Quadros, Aveiro Apontamentos Históricos, V, fl. 303) J.

 

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