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1588 — Faleceu o ilustre aveirense Fernão Gabriel da Veiga, valoroso militar e fidalgo da Casa de D. Jorge, duque de Aveiro. Tendo seguido na «Armada Invencível» e havendo-se salvo a nado quando uma horrorosa tempestade a destruiu, chegou a terra exausto e não logrou sobreviver. Quando as tropas de El-Rei D. António, Prior do Crato, entraram em Aveiro, Fernão Gabriel da Veiga foi maltratado e preso, tendo conseguido fugir da prisão, mas sendo-lhe sequestrados os bens que possuía (Rangel de Quadros, Aveirenses Notáveis, I, fl. 157) A.

1649 — Foi passado um alvará, a pedido dos procuradores às Cortes de 1646, determinando que as suspeições dos taberneiros, vendedeiros e vendedeiras de vinho de Aveiro dadas contra um almotacé, fossem examinadas por outro da mesma almotaçaria, sem escusa (Torre do Tombo, Chancelaria de D. João IV, livro 20, fls. 197-197v) A.

1649 — Os procuradores de Aveiro às Cortes de 1646 pediram que os juízes e vereadores da mesma vila fossem equiparados aos do Porto, Coimbra, Braga e Lisboa (Torre do Tombo, Chancelaria de D. João IV, livro 20, fl. 197v) A.

1649 — Foi passado alvará à Câmara de Aveiro, a pedido dos procuradores às Cortes de 1646, para esta poder demandar a Câmara de Coimbra diante do juiz das acções pela dívida de 2.000 cruzadas, que havia muitos anos lhe tinha emprestado (Torre do Tombo, Chancelaria de D. João IV, livro 20, fl. 197v) A.

1664 — Foi passada à Irmandade do Espírito Santo, erecta na igreja do mesmo nome, da vila de Aveiro, uma provisão de confirmação de Compromisso (Torre do Tombo, Chancelaria da Ordem de Avis, livro 15, fl. 153v) A.

1741 — O Padre Manuel de Sousa de Sequeira teve carta de apresentação de benefício simples na igreja de S. Miguel, matriz da vila de Aveiro Torre do Tombo, Chancelaria da Ordem de Avis, livro 31, fl. 341) A.

1791 — Por incumbência da Rainha D. Maria I, o provedor da Comarca de Aveiro e encarregado da Superintendência das Obras da Barra, Nuno de Faria da Mata Amorim, apresentou a Sua Majestade o plano para a abertura de uma barra ou regueirão, junto à capela de Nossa Senhora das Areias, na Costa de São Jacinto. Executou-se o projecto, mas sem resultado duradouro (Rangel de Quadros, Aveiro Apontamentos Avulsos, Manuscrito, fls. 43-44) J.

1904 — Por um alvará régio desta data, foram aprovados os estatutos da «Associação de classe dos proprietários e marnoteiros das marinhas de sal da Ria de Aveiro» (Estatutos, etc., referidos, Aveiro-1905, pg. 21) A.

 

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