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1604 —
Num capítulo geral
realizado no Convento de S. Francisco, em Elvas, foi eleito provincial
o ilustre franciscano aveirense Frei Simão Henriques de Quadros, também
conhecido por Frei Simão de Aveiro, o Mestre. Exerceu na sua Ordem
outros cargos importantes e foi professor eminente de Teologia nos
Conventos de Coimbra e de Évora, havendo, por sua muita humildade,
recusado a mitra da Guarda, que lhe foi oferecida (Rangel de Quadros,
Aveirenses Notáveis, I, fl. 41)
–
A.
1638 —
Foi passada carta de
familiar do Santo Oficio a Manuel Nunes da Costa, natural da vila de
Aveiro mas residente em Tomar (Arquivo, XL, pg. 139)
–
J.
1674 —
O Príncipe D. Pedro
–
futuro El-Rei D. Pedro II
–
nomeou Gonçalo de Sousa e Meneses, que se destacara no serviço das
armas, como capitão-mor de Aveiro, lugar que vagara por Rui de Moura
Manuel (Livro dos Registos, fls. 125v-126; Colectânea, II,
pgs. 248249)
–
J.
1714 —
Foi passada uma
provisão ao vigário da igreja de Nossa Senhora da Apresentação, de
Aveiro, prorrogando por dois anos o real no vinho para as obras na
capela de S. Gonçalo (Torre do Tombo, Chancelaria, de D. João V,
livro 48, fl. 179)
– A.
1741 —
José Martins Tinoco,
mestre entalhador portuense, contratou com os respectivos religiosos a
execução da tribuna e do retábulo da capela-mor da igreja do Convento
Dominicano de Nossa Senhora da Misericórdia, de Aveiro, conforme planta
apresentada e com a condição de se aproveitar o friso e o triângulo das
quatro colunas grandes e a «que se acha feito do camarim e trono do
retábulo antigo»; os religiosos comprometeram-se a dar-lhe a importância
de 172.800 réis (Arquivo Distrital de Aveiro, Notariado, Tabelião
José dos Santos, fls. 51v-53: Domingos de Pinho Brandão, Obra de
Talha Dourada, etc., III, pgs. 388-392)
–
J.
1745 —
O duque de Aveiro,
alcaide-mor, apresentou uma lista de três pessoas, de entre as quais a
Câmara de Coimbra havia de escolher o alcaide-pequeno desta cidade
(Câmara Municipal de Coimbra, Indices e summarios, 2.ª parte, fasc. I, pg. 73)
– A.
1773 —
Por ordem do provisor
do Bispado de Coimbra, foram remetidas para a respectiva Cúria Episcopal
dez livros de baptizados, sete de casamentos e oito de óbitos da antiga
freguesia da Vera-Cruz, os primeiros com início em 1572 (Rangel de
Quadros, Aveiro
–
Apontamentos Históricos,
I, fl. 130) –
A.
1802 —
O Engenheiro
Luís Gomes
de Carvalho apresentou uma valiosíssima «Memória descritiva ou notícia
circunstanciada do plano e processo dos efectivos trabalhos hidráulicos
empregados na abertura da barra de Aveiro segundo as ordens de S. A. R.
o Príncipe Regente Nosso Senhor» (Arquivo, XIII, pgs. 34-74 e
94-113) –
A.
1823 —
A Câmara Municipal
promoveu demonstrações de amor e fidelidade a D. João VI, como Rei
Absoluto, mandando celebrar uma solene e luzida festividade em acção de
graças na igreja da Misericórdia, servindo de catedral, a que assistiram
todas as autoridades civis e militares, nobreza e povo; houve Missa
cantada com sermão pelo Padre Manuel Xavier, mestre de Retórica,
seguindo-se o hino do te-deum. Com data do dia anterior, também o
vigário-geral da Diocese, Dr. Gonçalo António Tavares de Sousa, havia
assinado e expedido uma circular prescrevendo o canto do te-deum em
todas as igrejas paroquiais e conventuais. À noite, em Aveiro, houve um
animado baile na casa onde morava o barão de Vila Pouca, governador
militar, sita na rua hoje denominada do Clube dos Galitos (Correio do
Porto, n.º 144, 19-6-1823; Marques Gomes, Subsídios para a
história de Aveiro, pg. 594; Cartório Paroquial de Eixo, Livro
das Pastorais, fls. 55-55v)
–
A.
1928 —
Morreu tragicamente na
Itália, com 36 anos de idade, Francisco Manuel Homem Cristo, Filho, que
tinha raízes paternas na cidade de Aveiro; dotado de inteligência
agudíssima, vontade férrea e coragem indómita, conquistou grande
nomeada, sobretudo no estrangeiro (Litoral, 15-6-1968)
–
J.
1977 —
Terminou nesta data o
XXI Congresso da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, cujos trabalhos
decorreram em Aveiro desde o passado dia 8 (Litoral, 17-7-1977)
– J.
2007 — Neste dia reabriu o Mercado Manuel Firmino, após quatro
de encerramento. (In: Mercado novo formato, Ed. CMA, 2008, pág.
5) – HJCO. |