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1493 — El-Rei D. João II concedeu à vila de Aveiro um importante privilégio qual foi o de proibir que aqui morassem pessoas poderosas, a fim de não serem prejudicados os seus habitantes que, na maioria eram «mareantes e pescadores e assi outras pesoas que ganhão suas vidas fora suas casas» (Torre do Tombo, Chancelaria de D. João II, livro 7, fl. 132, e Estremadura, livro 2, fls. 71-71v; Colectânea, I, pgs. 242-243) – J.

1583 — Os frades franciscanos, residentes em Aveiro, deram o padroado da capela-mor da igreja do seu Convento de Santo António a Jorge Moniz e a sua mulher D. Leonor Henriques, moradores em Aveiro e senhores da Casa de Angeja, com a condição de entregarem anualmente ao Convento 20.000 réis para o culto e o azeite da lâmpada do Santíssimo Sacramento, uma pipa de vinho para o refeitório e todas as lampreias que fossem apanhadas à segunda-feira na chamada Ribeira do Paço (Rangel de Quadros, Aveiro – Apontamentos Históricos, V, fl. 8) – J.

1700 — Foi passada carta de familiar do Santo Ofício a Bento de Maris Pinheiro, «homem nobre e abastado», natural de Aveiro, onde residia (Arquivo, XXVI, pg. 218) – J.

1727  — Manuel da Costa Vale, mestre vidraceiro, morador na Rua dos Mercadores, no Porto, obrigou-se a executar todas as vidraças para a igreja do Mosteiro de Jesus, de Aveiro, como as da sé da cidade do Porto; «cada palmo de vidraça, sem entrar ferro algum senão chumbo, a 60 réis e o palmo da rede por outros 60 réis (...), que os ferros são de fora à parte (Arquivo Distrital do Porto, Po 8-182, fls. 135v-137; Artur de Magalhães Basto, Apontamentos para um Dicionário de Artistas e Artífices que trabalharam no Porto do Século XV ao Século XVIII, pgs. 535-536) – J.

1803 — Por um aviso régio, o Eng. Luís Gomes de Carvalho foi encarregado da inspecção e direcção das obras da abertura da nova barra de Aveiro, na ausência de Reinaldo Oudinot que, entretanto, fora mandado para a Ilha da Madeira (Arquivo, XXII, pg. 279) – J.

1855 — Em acção de graças por haver cessado a epidemia do «cholera-morbus», realizou-se na igreja paroquial de Nossa Senhora da Glória uma imponente solenidade religiosa (Arquivo, IV, pg. 316) – A.

1859 — O Engenheiro Silvério Augusto Pereira da Silva, profissional muito distinto, apresentou um importante relatório sobre as obras da barra (Arquivo, I, pgs. 233-234) – A.

1869 — Tomou posse do lugar de vigário-geral da Diocese de Aveiro, pela primeira vez, o Padre Dr. Manuel Augusto de Sousa Pires de Lima – cargo que por agora exerceu até 22 de Agosto do ano seguinte (João Gonçalves Gaspar, A Diocese de Aveiro Subsídios para a sua História, pg. 190) – A.

1872 — Faleceu nesta cidade António de Sá Barreto d'Eça Figueira e Noronha, fidalgo pelo nascimento e pelo carácter, que, embora natural do Porto, veio viver para Angeja e, em 1845, para Aveiro, numa casa da Rua das Carmelitas; entre os cargos públicos que desempenhou, foi procurador da Junta Geral do Distrito, provedor da Santa Casa da Misericórdia, presidente do Município, sendo da sua iniciativa a compra da «marinha rossia», para alargamento do Rossio (Marques Gomes, Monumentos Retratos – Paysagens, col. 156) – J.

1908 — Nasceu o Dr. Orlando de Oliveira que, sendo embora natural de Viseu se consorciou e se radicou em Aveiro, onde exerceu os cargos de professor e de reitor do Liceu local; pugnou pela criação do Conservatório Regional de Aveiro e, sobretudo na imprensa, foi pioneiro na defesa da instituição de uma universidade em Aveiro (Conservatória do Registo Civil de Viseu, Livro de Baptismos da Freguesia Ocidental ou de Santa Maria, de 1909) – J.

1934 — No lugar da Costa do Valado da freguesia da Oliveirinha do Vouga, foi inaugurado um edifício escolar para as classes da Instrução Primária, destinado às crianças do sexo feminino (Correio do Vouga, 12-1-1935) – J.

1951 — Com a conclusão dos trabalhos da rede de energia eléctrica no lugar de Vilarinho, da freguesia de Cacia, cuja inauguração foi neste dia, ficou concluído o plano geral de electrificação do concelho de Aveiro (Correio do Vouga, 5-1-1952) – J.

1959 — A Câmara Municipal de Aveiro agraciou com a Medalha de Prata da Cidade os Drs. José Pereira Tavares, Francisco Ferreira Neves e António Gomes da Rocha Madaíl, pelos seus relevantes trabalhos de investigação e divulgação históricas (Correio do Vouga, 16-1-1960) – J.

1971 — Faleceu nesta cidade o insigne aveirense, dotado de espírito arguto e de vasta cultura, o Desembargador Dr. Jaime Dagoberto de Melo Freitas, que ingressou na carreira da magistratura judicial, nela servindo em várias comarcas e, por último, na Relação do Porto; em Aveiro, foi figura relevante em diversas iniciativas (Litoral, 8-1-1972) – J.

 

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