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1620 — Foram concedidos à povoação de Eirol os principais privilégios de freguesia pelo superior do Mosteiro de Grijó, que então tinha jurisdição sobre a igreja de Travassô, da qual Eirol se separava (Correio do Vouga, 30-12-1950, 5-10-1957 e 22-12-1970) – J.

1645 — Foi passada carta de familiar do Santo Ofício a André de Almeida, morador na Freguesia do Espírito Santo, da vila de Aveiro, cujos pais eram naturais da vila de Esgueira (Arquivo, XXV, pg. 72) – J.

1675 — Foi passado um alvará para que os carmelitas descalços, de Aveiro, houvessem da Fazenda Real, desde o dia 1 de Janeiro de 1675 em diante, 320.000 reis de tença em cada ano, de juro e herdade, para sempre (Torre do Tombo, Chancelaria de D. Afonso VI, livro 18, II. 26v) – A.

1675 — Domingues Nunes e António Comes, «imaginários, moradores na Rua das Flores», no Porto, comprometeram-se, por escritura pormenorizada, a fazer o retábulo-mor, com sua tribuna, sacrário e remates, da igreja do Convento de Santo António, a expensas do conde de Vila Verde e morgado e senhor da Casa de Angeja, a quem pertencia a capela-mor da dita igreja, e conforme a traça do Padre Pantaleão da Rocha, «muito perito na arte da arquitectura»; o preço ajustado foi de 100.000 reis. O retábulo actual e posterior (Arquivo Distrital do Porto – Po 2, n.º 139, fls. 64-65v; Artur de Magalhães Basto, Apontamentos para um Dicionário de Artistas e Artífices que trabalharam no Porto do Século XV ao Século XVIII, pgs. 364 e 436; Domingos de Pinho Brandão, Obra de Talha Dourada, etc., I, pgs. 476-482; A. Nogueira Gonçalves, Inventário Artístico de Portugal, Aveiro – Zona Sul, pg. 134) – J.

1709 — Foi passada carta de familiar do Santo Ofício a Jerónimo de Magalhães Coutinho, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, natural de Fundo de Vila, Penalva, mas morador em Aveiro (Arquivo, XXXIII, pg. 66) – J.

1756 — Com 61 anos de idade, faleceu no Recolhimento de S. Bernardino, em Aveiro, – que algures se afirma ter falecido em 16 de Agosto de 1756a Irmã D. Josefa Maria do Santíssimo Sacramento, que vivera casada com o célebre médico Dr. Brás Luís de Abreu, conhecido pelo nome de «Olho de Vidro» (Arquivo, I, pgs. 213-215) – A.

1758 — El-Rei D. José I, numa carta assinada em Belém, ordenou ao Dr. Miguel de Arriaga Brum da Silveira, do seu Desembargo, que suspendesse todos os magistrados e oficiais da justiça postos pelo duque de Aveiro nas comarcas de Coimbra e de Esgueira e na ouvidoria de Montemor-o-Velho e, em seguida, em nome de Sua Majestade, os restituísse no exercício dos seus cargos, enquanto não fosse determinado o contrário. O auto de suspensão realizou-se no dia 28 do corrente mês (Livro dos Registos, fls. 301v-302v; Colectânea, II, pgs. 582-583; Rangel de Quadros, Aveiro – Apontamentos Históricos, II, fl. 289)J.

1842 — Por ordem do Exército desta data, o Batalhão de Caçadores n.º 28, aquartelado em Aveiro, passou a ter o n.º 7 (Marques Gomes, Subsídios para a História de Aveiro, pg. 592) – J.

1857 — Nasceu na freguesia da Oliveirinha do Vouga o Padre Manuel Rodrigues Vieira que, radicando-se em Aveiro, seria jornalista e professor do Liceu local; viria a redigir uma interessante memória sobre «Pessoas e cousas velhas, ou doutro tempo», além de outras «lembranças» e «migalhas» da história de Aveiro (Arquivo, II, III, IV, V. A data do nascimento encontra-se gravada na sua campa, no cemitério central de Aveiro; Arquivo Distrital de Aveiro, Livro de Baptismos da freguesia de Oliveirinha, de 1857) J.

1857 — Por uma portaria desta data, foi transferido da Guarda para Aveiro o General Silvério Augusto Pereira da Silva, um dos mais distintos engenheiros portugueses, que, como director das Obras Públicas, aqui trabalhou durante trinta anos, realizando uma obra notabilíssima (Marques Gomes, Monumentos – Retratos – Paysagens, col. 121) – A.

1900 — Em Aveiro, na sede da Associação dos Construtores Civis e Artes Correlativas, realizou-se uma mesa redonda em que intervieram João Maravilhas Pereira, do Porto, Tomás Gasparinho, de Aveiro, e Alfredo Pinto Teixeira, mostrando a utilidade das associações operárias (O Povo de Aveiro, 25-12-1900) – J.

1933 — Na freguesia da Oliveirinha do Vouga saiu o primeiro número de A Voz do Povo, quinzenário republicano e regionalista que foi dirigido por Manuel Figueira Maio (Vd. 1º número; Arquivo, IX, pg. 135) – J.

1962 — Durante uma imponentíssima cerimónia litúrgica, realizada na Sé Nova de Coimbra e presidida pelo bispo-conde D. Ernesto Sena de Oliveira, recebeu a ordem episcopal D. Manuel de Almeida Trindade, bispo de Aveiro (Correio do Vouga, 22-12-1962) – J.

1962 — No lugar da Quinta do Picado, da freguesia de Aradas, deu-se uma trágica explosão de foguetes de dinamite, de que resultou a morte de duas pessoas, além de ferimentos de menor ou maior gravidade em diversas (Correio do Vouga, 22-12-1962) – J.

1971 — Em Esgueira, foi inaugurada a estação dos Telégrafos e Telefones (Correio do Vouga, 24-12-1971) – J.

1975 — Em portaria desta data, publicada no Diário do Governo, a Direcção-Geral da Acção Regional reconheceu oficialmente a proposta da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Aveiro no sentido de o feriado municipal ser no dia 16 de Maio – data do grito de liberdade na revolução liberal de 1828 e não no dia 12 de Maio – dia da Princesa Santa Joana, Padroeira de Aveiro – como vinha sendo desde 1952 (Correio do Vouga, 6-2-1976; Litoral, 14-5-1976) – J.

1985 — Em Lisboa, no Ministério da Administração Interna, foi conferida a posse do cargo de governador civil de Aveiro ao eixense Dr. Sebastião Dias Marques, que sucedeu ao Dr. Gilberto Parca Madaíl (Litoral, 19-12-1985; Jornal de Aveiro, n.º 429, de 19-26 de Dezembro de 1985) – J.

 

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