1519 — El-Rei D. Manuel I deu compromisso especial à
Confraria da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro, já existente desde o
«ano de 1498 em que foi erecta esta Irmandade», com sede na capela de
Santo Ildefonso, da igreja de S. Miguel, onde se manteve até 1608 – ano
em que se transferiu para a sua nova casa (Marques Gomes, Memórias de
Aveiro, pg. 132. O primeiro legado que esta Misericórdia teve foi a
doação de foros miúdos de umas casas do Alboi, que em 1502 lhe fez João
Martins, de Aveiro, conforme se vê no documento n.º 39, do Arquivo da
mesma Misericórdia. Arquivo da Misericórdia de Aveiro, Capelas e
Capelães, livro de 1691, fl. 5; Amaro Neves, Azulejaria Antiga em
Aveiro, pgs. 54-55) – J.
1558 — Pedro Ribeiro, filho de João Anes, fez a suas
irmãs Maria e Isabel a doação de uma vessada em Loure, para elas
usufruírem; depois da sua morte, a propriedade passaria para a Irmandade
do Senhor Jesus, erecta na igreja dos Padres Dominicanos, em Aveiro. É o
documento mais antigo desta corporação (Rangel de Quadros, Aveiro – Apontamentos Históricos, IV, fl. 71)
– J.
1671 — Foi passada carta de familiar do Santo Ofício
a João Monteiro, cônsul e intérprete das línguas francesa e italiana,
natural de Aveiro, onde residia (Arquivo, XXXIII, pgs. 312-313) – J.
1860 — Escrevendo talvez a um dos ministros do
segundo Governo «histórico» do Marquês de Loulé, José Estêvão Coelho de
Magalhães solicitou que se tratasse de melhorar a barra de Aveiro,
porque ela «interessa à economia geral do Estado»; aproveitando a
ocasião, voltou a insistir por que o traçado do caminho-de-ferro da
linha do norte passasse por Aveiro (Biblioteca Municipal de Aveiro,
rascunho da carta; em Arquivo, VIII, pg.
100, e em José Estêvão – Estudo e Colectânea, 1962, pg.
169, há um erro de interpretação na data) – J.
1915 — Sob proposta do ministro da Instrução Pública,
João Augusto Marques Comes foi nomeado primeiro director do Museu de
Aveiro o qual já havia trabalhado na sua instalação e ordenação
(Arquivo, XLI, pgs. 255-254) – J.
1938 — Com grande solenidade, D. João Evangelista de
Lima Vidal deu execução à bula do Papa Pio XI, que restaurou a Diocese
de Aveiro, e tomou posse do cargo de administrador apostólico da mesma
Diocese (Correio do Vouga, 11-12-1938; João Gonçalves Gaspar,
Lima Vidal no seu Tempo, III, pgs. 102-106 e 109-120) – J.
1973 — Deflagrou um violento incêndio no quartel do
Regimento de Infantaria n.º 10, na Rua de Castro Matoso, que devorou o
primeiro andar do edifício (Litoral, 15-12-1973) – J.