1533 — EI-Rei D. João III nomeou o Licenciado
Francisco Fernandes para os lugares de corregedor e provedor da comarca
e provedoria de Esgueira, então criada (Torre do Tombo, Chancelaria
de D. João III, livro 7, fl. 9; Rangel de Quadros, Aveiro
– Apontamentos Históricos, VII, fl. 198, e Aveiro – Apontamentos Avulsos, Manuscrito, fl. 7; Arquivo, II,
pgs. 200-202) – A.
1569 — D. João de Lencastre, primeiro duque de
Aveiro, escrevendo de Azeitão ao «juiz, vereadores, procurador,
oficiais, fidalgos, cavaleiros, escudeiros, homens bons e povo» da vila
de Aveiro, declarava ter confirmado a eleição dos vereadores e do
procurador que iriam servir durante o ano de 1570 (Amaro Neves,
Aveiro – História e Arte, pg. 16, onde se publica o documento
em gravura) – J.
1659 — Foi passado alvará de escrivão dos órfãos da
vila de Aveiro a Bento Fernandes Marvão (Torre do Tombo, Chancelaria
da Ordem de Avis, livro 14, fl. 758) – A.
1691 — Frei Feliciano de Abreu, D. Prior do Convento
de Tomar, baptizou Luís da Gama Ribeiro Rangel de Quadros e Maia, seu
sobrinho, autor de alguns volumes de genealogias de muito valor e
interesse para a região aveirense. O prestimoso genealogista, possuindo
inúmeros títulos e empregos e sendo senhor de avultados bens, veio a
morrer pobre, em 1762 (Arquivo, XI, pgs. 29-30; Rangel de
Quadros, Aveirenses Notáveis, I, fls. 170-171) – A.
1703 — Num «in-folio» da Câmara Municipal de Coimbra
encontram-se diversos documentos, todos de 1703 e o último de 20 de
Dezembro, relativos, entre outros assuntos, ao recrutamento em Aveiro e
em Esgueira de 600 homens para os Terços da Corte (Câmara Municipal de
Coimbra, Indices e summarios, 2.ª parte, fasc. II, pg. 118) – A.
1800 — O Príncipe D. João, Regente do Reino na
impossibilidade da Rainha D. Maria I, apresentou ao Santo Padre para
bispo de Aveiro D. António José Cordeiro, cónego doutoral da Sé de
Lamego, deputado do Santo Ofício e professor da Universidade de Coimbra
(Arquivo Secreto do Vaticano, Processo Consistorial n.º 204, fl.
70; Fortunato de Almeida, em História da Igreja em Portugal,
Tomo IV, Parte IV, pgs. 47-49, equivocou-se indicando a data de
25-11-1800) – J.
1802 — O Príncipe D. João, Regente de Portugal, por
um aviso régio passado em Queluz pelo visconde de Balsemão, mandou que a
Mesa da Santa Casa da Misericórdia de Aveiro se pronunciasse sobre o
pedido feito pelo bispo D. António José Cordeiro, no sentido de lhe ser
entregue -definitivamente para catedral a igreja da Misericórdia,
passando a sua Irmandade para a capela do Senhor das Barrocas (Marques
Gomes, Subsídios para a História de Aveiro, pg. 133) – A.
1828 — O Bispo da Diocese D. Manuel Pacheco de
Resende obteve finalmente licença régia para executar as letras
apostólicas de 29 de Abril de 1820 que impunham às freguesias de
Alquerubim e de Palmaz a pensão de 300.000 reis em benefício do
Seminário de Aveiro (Fortunato de Almeida, História da Igreja em
Portugal, Tomo IV, Parte IV, pg. 50) – A.
1860 — José Estêvão Coelho de Magalhães aforou à
Câmara de Ílhavo o baldio inculto constituído por larga extensão de
areias para o norte e poente da propriedade que já possuía junto ao
«palheiro ou casa de habitação no tempo dos banhos», a troco da
importância anual de 1.250 reis, paga nos cofres do Município, no dia 30
de Junho (Arquivo, XXVIII, pgs. 285-289) – J.
1865 — Foi concedido a João Carlos do Amaral Osório e
Sousa o título de visconde de Almeidinha que, por decreto anterior de 10
de Novembro de 1852, fora segundo barão de Almeidinha; bisneto de João
de Sousa Ribeiro da Silveira, nascera em Almeidinha, da freguesia de
Mangualde, em 13 de Marco de 1822 e faleceria em Lisboa em 29 de Maio de
1890. É considerado aveirense notável, por ser sua mãe natural de Aveiro
descendente de aveirenses e por ter tido nesta cidade a sua residência e
muitos bens de fortuna e aqui ter exercido grande parte da sua
actividade política (Arquivo, XXX, pgs. 206-222) – J.
1875 — O governador civil de Aveiro, por alvará desta
data, aprovou os novos estatutos da Irmandade do Senhor Jesus dos
Passos, erecta na igreja paroquial de Nossa Senhora da Glória. A sede da
Irmandade transferir-se-ia para a igreja do Carmo em 1896 (Arquivo do
Governo Civil de Aveiro, Registo de Alvarás, etc., livro
3, fl. 85v) – J.
1952 — Por escritura notarial desta data, foi
constituída uma sociedade que se denominou «Casa de Saúde da Vera-Cruz,
Limitada», com sede na cidade de Aveiro, cujo objectivo era o
«tratamento e recepção de doentes e de grávidas ou puérperas» (Correio
do Vouga, 3-1-1953) – J.
1974 — Em edição especial, apareceu o primeiro número
de O Nosso Jornal, mensário dos trabalhadores da então
Companhia Portuguesa de Celulose – hoje, Centro Fabril da PORTUCEL, em
Cacia (O Nosso Jornal, 25-12-1986) – J.
1980 — Em Aradas, foi prestada justa e significativa
homenagem ao médico Dr. Ernesto Nunes de Paiva natural desta freguesia;
do programa também constou o descerramento de um busto, no Largo de
Acácio Rosa (Correio do Vouga, 23-12-1980) – J.