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Boletim da Biblioteca    

Aveiro - 2008
 

«Escrever Aveiro»

 

“Escrever Aveiro” é uma antologia de textos inéditos organizada pelas alunas Ana Raquel Castro, Ana Catarina Correia e Vanessa Gonçalves, do 12.º H, no âmbito da disciplina da Área de Projecto.

A pesquisa bibliográfica e os contactos pessoais com personalidades da cultura aveirense permitiram-lhes reunir textos que traduzem uma visão pessoal da cidade, e que, como afirmam as alunas, “celebram a água e a terra, a luz e o ar; o barro, o sal, o céu; os lugares e as figuras, os homens e o tempo”.

Publicamos, aqui, um capítulo dessa antologia sobre Aveiro, “a cidade que nos acolhe” e “em que diariamente nos (co)movemos”.

 
 

“Aveiro é uma cidade predestinada a vir a ser uma cidade de eleição, não só pela sua localização geográfica, como também pela sua luz sedutora, onde os artistas e os poetas podem dar largas à sua imaginação. Se recuarmos no tempo muitos artistas de renome nacional vaguearam por estas paragens, pintando e cantando as suas belezas. Estou-me a lembrar, no campo da pintura, um Lauro Corado, Manuel Tavares, Cândido Teles, Daniel Constant, Fausto Sampaio, Júlio Resende, Arlindo Vicente, etc.

No campo das letras grandes escritores deixaram nos seus escritos estrofes lindíssimas sobre esta cidade da luz: Jaime de Magalhães Lima, Eça de Queirós, Egas Moniz, Miguel Torga, Frederico Moura, António Lobo Antunes, Raul Brandão, Homem Cristo, D. Evangelista de Lima Vidal, etc.

Aveiro é o refúgio dos artistas e dos poetas!”

Aveiro, 8/4/2008

Jeremias Bandarra

Pintor, Artista plástico e gráfico, Fundador do Grupo AveiroArte e CETA”

 
 

“Aveiro é um hino à liberdade!
São as pessoas – cagaréus, ceboleiros e bicudos – são as ruas que são gente que engrandeceu de prestígio esta terra dos congressos republicanos, dos injustiçados, da democracia.

Aveiro é ria com a sua paisagem e emoções, são as aves nas suas danças ondulantes, é a luz que se espelha na água, são os moliceiros, as marinhas, os esteiros e o cheiro a maresia.

Aveiro são as tradições, as festas, as procissões, a gastronomia e os Ovos-moles.

Aveiro é a Modernidade!”

Carlos Souto

Engenheiro agrário, Jornalista, Pintor

 
 

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