1572 — Na velha igreja paroquial da Vera-Cruz,
realizou-se o primeiro casamento, que foi o de Manuel Rebelo com
Catarina Fernandes (Rangel de Quadros, Aveiro – Apontamentos
Históricos, I, fl. 130) – J.
1572 — Lavrou-se, no livro competente, o primeiro
assento de óbito da freguesia da Vera-Cruz; faleceu Leonor Pacheco,
mulher de Miguel Gonçalves, moradora na Rua da Vila Nova – actualmente
de Manuel Firmino (Rangel de Quadros, Aveiro – Apontamentos
Históricos, fl.130) – J.
1644 — Foi passado um alvará ao prior e religiosos do
Convento Dominicano de Nossa Senhora da Misericórdia, de Aveiro, sob
informação e parecer do provedor da Câmara da vila de Esgueira e do qual
se deu visto aos ofícios das câmaras das vilas de Bemposta e de Angeja,
fazendo «coimeiros» os campos das marinhas da Barca e das Coroas, no
concelho de Bemposta, para que quem os devassasse com seus gados pagasse
500 réis por cabeça e, sendo gado miúdo, 200 réis – multas
essas aplicadas ao concelho (Torre do Tombo, Chancelaria de D. João
IV, livro 17, fl. 106) – A.
1755 — Foi passada provisão de comissário do Santo
Ofício ao Padre João Correia da Costa, reitor da igreja de Santo Isidoro
de Eixo, natural da freguesia de Almalaguez (Arquivo,
XXXIII, pg. 139) – J.
1789 — Foi passada carta de familiar do Santo Ofício
a Joaquim José Marques, negociante em Paraíba, Brasil, natural da
freguesia de Santo Isidoro de Eixo (Arquivo, XXXIV, pg.
234) – J.
1835 — Faleceu o ilustre aveirense Padre António dos
Santos Regala, músico famoso e compositor de grande merecimento; é
bastante conhecida e muito apreciada a música de um «Stabat Mater» da
sua autoria (Arquivo Distrital de Aveiro, Livro de Óbitos da
Freguesia da Vera-Cruz, n.º 32, fl. 124v,
assento n.º 5; Rangel de Quadros, em Aveirenses Notáveis,
I, Manuscrito, fl. 40, equivocou-se na data) – J. 15-10-1960)
– J.
1866 — Pela importância de 1.650$000 reis foi
vendido o resto da cerca do extinto Convento Dominicano de Nossa Senhora
da Misericórdia a Custódio da Rocha, proprietário e comerciante em
Aveiro, que tomou posse da compra em 17 do mesmo mês. A outra
parte da cerca já havia sido ocupada pelo cemitério público (Rangel de
Quadros, Aveiro – Apontamentos Históricos, IV, fl. 120)
– J.
1876 — Foram vendidas em hasta pública, pela quantia
de 1.901$000 reis, as ruínas do Paço Episcopal – destruído por um
violento incêndio em 20 de Julho de 1864 – que o Governo cedera à
Câmara Municipal em 27 de Fevereiro de 1867, e ainda o edifício da
escola do «Conde Ferreira», que aí se havia começado. O novo
proprietário – José Maria de Oliveira Vinagre – viria a construir no
local um palacete, onde depois esteve instalado o Colégio de Nossa
Senhora da Conceição (Rangel de Quadros, O Episcopado e o
Governo de Portugal, pgs. 90 e 102) – J.
1887 — Na noite de 7 para 8 de Outubro, faleceu na
sua casa das Arribas o distinto advogado e jurisconsulto aveirense
Conselheiro Dr. Agostinho Fernandes Melício, que em 1867 publicou no
jornal Districto de Aveiro uma série de artigos em defesa da
cidade e deixou manuscritos um «Tratado acerca das Acções» e um «índice
cronológico das Leis de Direito Civil» (Rangel de Quadros, Aveirenses
Notáveis, I, fl. 243) – A.
1960 — Foi inaugurado o Conservatório Regional de
Aveiro, provisoriamente servindo-se de instalações no liceu local (Correio
do Vouga, 15-10-1960) – J.
1960 — Iniciou a sua actividade, em Aveiro, o
Externato de S. Tomás de Aquino, sob a orientação diocesana e destinado
a rapazes, que viria a encerrar as suas portas em 19 de Dezembro de 1961
(Correio do Vouga, 15-10-1960) – J.
1964 — Começou a publicar-se o semanário aveirense
Lutador, primeiramente dirigido pelo Dr. Humberto Leitão, que
perdurou por cerca de uma dezena de anos (Litoral,
10-10-1964; Correio do Vouga, 16-10-1964) – J.
1985 — Precisamente no dia da ocorrência das bodas de
prata da inauguração do Conservatório Regional de Aveiro, foi assinada a
escritura de doação do respectivo edifício, feita pela Fundação Calouste
Gulbenkian em favor da Câmara Municipal (Correio do Vouga e
Litoral, 11-10-1985) – J.