1418 — El-Rei D. João I deu uma sentença a favor dos
pescadores e mareantes de Aveiro, relativa à reclamação que lhe
apresentaram para que as suas mulheres não fossem constrangidas a
escalar e correger o pescado dos direitos do Rei (Tombo da Confraria
de Santa Maria de Sá, fl. 90v; Arquivo, XXXIX, pg. 243) – J.
1460 — Frei Marcial Auribelli, geral da Ordem de S.
Domingos, confirmou no cargo de vigário-geral dos Conventos Reformados
das Províncias de Portugal e de Castela a Frei Antão de Santa Maria de
Neiva, insigne entre os principais religiosos do Convento de Nossa
Senhora da Misericórdia, de Aveiro, que foi confessor de El-Rei D.
Afonso V, do Príncipe D. João e da Princesa Santa Joana (Frei Luís de
Sousa, História de S. Domingos, II Parte, Livro III, cap. IV;
Frei António de Sena, Crónica Geral da Ordem, pg. 270; Frei
Manuel de Lima, Agiológio Dominico, IV, pgs. 631-632) – A.
1552 — O primeiro duque de Aveiro, D. João de
Lencastre, dirigiu ao juiz e aos oficiais da então vila uma carta muito
notável, que se guardava no arquivo municipal, ordenando que fosse
restituída a vara de alcaide de Aveiro a Gil Coelho, que a usaria até ao
fim do triénio do seu mandato (Arquivo, XXXVIII, pg. 177;
Francisco Ferreira Neves, A Casa e o Ducado de Aveiro, pg. 21) – A.
1580 — Uma provisão de D. Jorge de Meneses,
capitão-geral da Comarca de Coimbra, encarregou António de Lemos,
capitão-geral da vila de Aveiro, de acudir no que cumprisse «para
defensão da dita vila e barra de Aveiro» (Marques Gomes,
Subsídios para a História de Aveiro, pgs. 399-400) – A.
1635 — D. Beatriz de Lara e Meneses doou uma capela
da igreja do Carmo, do lado esquerdo de quem entra, que veio a chamar-se
de Nossa Senhora do Pilar, ao seu veador João da Maia Araújo, para si e
seus sucessores (Arquivo, XVI, pg. 252) – A.
1655 — D. Leonor da Costa, da Família Couceiro da
Costa, já viúva de Lourenço de Carvalho e Lemos, de Casa da Trofa do
Vouga, instituiu um vínculo cujas propriedades estavam situadas parte em
Vilarinho e parte em Tentúgal e Aveiro (Marques Gomes, Subsídios para
a História de Aveiro, pgs. 369-570) – J.
1762 — Foi passada provisão de qualificador do Santo
Ofício a Frei Manuel Antunes – no século, Manuel dos Santos – natural da
freguesia da Vera-Cruz, da cidade de Aveiro, religioso professo da Real
Congregação dos Agostinhos Descalços de Portugal, executor de Teologia
nos Colégios de Santa Rita de Lisboa e de Coimbra, graduado de bacharel
na Faculdade de Teologia da Universidade de Évora e então
definidor-geral da mesma Congregação (Arquivo, XXXIX, pgs.
143-144) – J.
1826 — El-Rei D. Pedro IV, como governador e
administrador da Ordem de Cristo, permitiu a criação de um curato
eclesiástico na capela de Santo António de Oliveirinha do Vouga – então
da freguesia de Eixo – por razão da distância da igreja matriz, da
população numerosa e dos maus caminhos (João Gonçalves Gaspar, A
Diocese de Aveiro