JORNAL N.º 2

JUNHO 1989
25 ALUNOS


ESCOLA SECUNDÁRIA HOMEM CRISTO - AVEIRO
COLABORA NO ENRIQUECIMENTO DO TEU JORNAL

SUMÁRIO

 

Editorial

 

Nota de Abertura

 

Um conto de
Eça de
Queirós

 

Parábola
Reflexão
Hora de crime

 

Momento de
Poesia

 

Desporto
Baile de
finalistas

 

Passatempos

 

Fac-símile
da 1ª página

 
 
 











NOTA DE ABERTURA

O Jornal N.º 2, que agora temos a oportunidade de ler, foi obrigado a sofrer, à última da hora, algumas transformações inesperadas.

Esta coluna da primeira página, bem como alguns espaços interiores, deveriam ser ocupados com o programa das actividades da Festa da Escola, que prometia ser bastante preenchido e interessante. Infelizmente, problemas vários levaram à anulação de tudo quanto estava previsto, frustrando expectativas e impedindo-nos, a todos nós, de apresentar os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano.

Haverá ainda alguma alternativa à Festa da Escola? Haverá alguma hipótese de encontrar um espaço de tempo para apresentação dos trabalhos, especialmente os de todos os alunos que, de há uns tempos para cá, os vinham realizando tendo em vista as Exposições de Actividades durante a Festa da Escola?

Penso que talvez haja uma maneira que, embora não sendo bem a mesma coisa, poderá ajudar a colmatar esta lacuna. Como? Se todos nos juntássemos, poderíamos, antes de findo o ano lectivo, organizar qualquer tipo de publica­ção, onde fossem compilados os melhores tra­balhos dos alunos. Seria uma espécie de FOLHA mais vasta e recheada, por exemplo, que incluiria trabalhos relativos às várias disciplinas. Uma outra hipótese seria aproveitar os dois últimos dias de aulas para, juntamente com a habitual festa de encerramento do ano, se efectuar uma exposição mais modesta dos trabalhos dos alunos. Estas são apenas duas sugestões que agora me surgiram como alternativa. Talvez que outros de vós encontrem outras melhores. E será altura de as apresentarem.

Mas mudemos de assunto e analisemos algumas críticas que nos foram feitas relativas ao nosso jornal.

Lamentaram alguns alunos que, ao indicarmos os colaboradores do 1º número, não tivéssemos apresentado os nomes de todos quantos contribuíram para o jornal. Efectivamente, essa foi uma lacuna, mas voluntária, devido à falta de espaço. Houve, no entanto, uma lacuna grave, esta involuntária e para a qual ninguém chamou a atenção: ao indicarmos a colaboração dos grupos de estágio, ficou por mencionar o Núcleo de Português-Inglês, cujos professores têm dinamizado de uma maneira louvável os seus alunos, tendo-nos che­gado saborosos frutos. E a prova é que uma boa frequência de trabalhos, alguns muito bons, publicados neste número, são de alunos do oitavo ano. Senão, veja-se a página O MOMENTO DE POESIA, onde encontramos alguns textos com grande beleza e chamando-nos a atenção para problemas da nossa região. Mas leiam-nos, e depois vejam se não temos razão.

Outra crítica feita é relativa ao custo de “25 alunos” ou “25 profs”. De facto, parece um pouco exagerado. No entanto, é sabido de todos que não há qualquer subsídio das entidades competentes para publicações deste género. Se isso sucedesse, A FOLHA seria de distribuição gratuita. E isto é que seria o mais correcto. Como tal não acontece... e como nem todos colaboram minimamente, adquirindo ao menos os exemplares publicados, o resultado é que A FOLHA acaba por dar prejuízo, o que é lamentável, para já não falarmos do tempo que esta pequena publicação nos toma. Ainda que este não entre no balanço, ficaríamos muito mais satisfeitos por vermos que o nosso esforço era aproveitado por um maior número de alunos... e não só!

Para terminar, uma palavra para aqueles cujos trabalhos não tiveram espaço para publicação. Recebemos textos de alunos de diversos anos: - da Rosa, n.º 28 do 7º G;  - do 7º H, trabalhos de vários alunos, da Cláudia Susana, n.º 17, do Hugo, n.º 19; da Carla Sofia, n.º 12, do António Baptista, n.º 8 e do Pedro Miguel Cruz, n.º 24; - da Carla, n.º 7 do 8º H; - da Ana Cristina Rebelo Duarte, n.º 3 do 10º A, dois poemas que sairão proximamente, e do Marco, n.º 13 do 10º C. Temos ainda alguns trabalhos fotocopiados quase ilegíveis e um transcrito de uma revista, provavelmente brasileira, que não poderá ser publicado.

Como se pode concluir, a colaboração - especialmente dos alunos - tem sido excelente. Continuem a trabalhar e não deixem de dar a vossa colaboração, quer escrevendo artigos, quer participando noutras actividades ligadas com o vosso jornal.

O PROFESSOR E AMIGO, HENRIQUE J. C. DE OLIVEIRA

P.S. - Já agora, e esperando que não me levem a mal, só uma pequena questão: - Para quando a publicação de trabalhos de professores e restantes funcionários desta Escola? Será que só os alunos têm imaginação e capacidade criadora para nos proporcionar o prazer da leitura?


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