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CONSELHO NACIONAL DAS CASAS REGIONAIS EM LISBOA

A Importância da Defesa do Património Histórico-Cultural

 

Luís Jordão

Em finais de 2000, um grupo de dirigentes associativos na área do regionalismo criou o Conselho Nacional em Lisboa, composto pelas instituições representativas das oito regiões do país (Açores, Alentejo, Algarve, Beiras, Madeira, Minho, Ribatejo e Trás-os-Montes).

Neste grupo, como em todos, o número de «rodas motoras» era limitado. Todavia, também como em todo o lado e situações, as «rodas de arrasto» e outras «peças intermédias» são imprescindíveis.

Não sei qual o conjunto de peças desta engrenagem falhou, mas o que é facto é que a máquina não mexe há mais de um ano.

Sem medo de me repetir, insisto em considerar, face às novas realidades trazidas pela globalização-standardização, o CNCR importantíssimo.

Na cerimónia de constituição, na Casa dos Açores, perante os muitos órgãos de comunicação presentes, foi afirmado, de uma maneira ou de outra, em todas as intervenções, que este Conselho iria funcionar, essencialmente, como fórum de debate, visando a defesa das culturas regionais, quebrar o (quase) imobilismo da maior parte das Casas Regionais e promover acções conjuntas, que, na diversidade, ajudassem a aproximar umas das outras estas instituições.

No entanto, face ao que está à vista, é de ter medo que o tal imobilismo tenha sido, tristemente, mais forte e minado o próprio Conselho.

Penso ser indispensável um forte abanão. É necessário que os dirigentes das Casas Regionais entendam a importância das instituições que dirigem em função da nova causa (a defesa das culturas regionais face à globalização, sem fundamentalismos bacocos). É preciso não por de lado a questão da problemática transfronteiriça, melhorando os contactos com instituições congéneres espanholas. E, obviamente, é da maior importância, nesta época mercantilista rentabilizar económica e financeiramente estas associações.

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