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De longe fui ouvindo,
descuidado
O som assíncrono dos teus passos
No lajedo que orla o Jardim da Luz
Numa mistura de anseio e meditação
Ou a tentativa de atirares para longe
O profundo sentimento de perda
Reacção química a volatilizar alegrias
Badalo a ferir o bronze de sino distante
Cujo eco ia criando uma sinfonia triste
A ondular sobre a copa das árvores
Levemente agitadas por súbita brisa;
A noite chegava em silêncio e sem lua
Acentuando o negro breu daquele véu
Que cobria a urna funerária em velório;
O dilema e decisão acerca do sumiço final
Em telúricas vibrações de confusão mental
Entre crematório, jazigo ou vala comum
Lembrava a essência do nada, no absoluto.
Agosto de 2026 |