Henrique J. C. de Oliveira - Aveiro, 2001/02

Relatório da Acção de Formação AF15

Os objectivos da acção

Para facilitar a redacção desta parte do relatório, não há como consultar a documentação fornecida pelo formador. É-nos dito logo no plano geral da sessão 1, nota 2, que, «de acordo com o modelo e proponentes da acção, o presente círculo de estudos pressupõe a planificação, aplicação e avaliação de um estudo de caso, para cujo desenvolvimento se prevê uma participação assídua em intervenções solicitadas de modo presencial, num total de 25 horas, distribuídas por 8 sessões presenciais, para:

  1. observação e análise de exemplos de práticas pedagógicas com recurso às TIC;

  2. planificação e acompanhamento do projecto de animação de um grupo de trabalho, discussão de metodologias e avaliação de resultados.»

Logo, teríamos, por um lado, de efectuar um levantamento dos ambientes de estudo autónomo na Escola  onde exercemos a actividade docente e de líder do Prof2000, procurando, se possível, planificar e acompanhar um grupo de trabalho e, por outro, familiarizar-nos com algumas «ferramentas» susceptíveis de permitir a criação de material didáctico para utilização pelos nossos alunos.

Se o segundo aspecto, o do conhecimento e domínio de «software» para produção de materiais é algo de grande facilidade, até porque só depende de nós, o mesmo já não se pode dizer em relação ao primeiro aspecto, especialmente quando se é exclusivamente professor da noite e a escola é essencialmente de nível secundário. De qualquer forma, mesmo conhecendo as características da escola em que nos encontramos inseridos, procurámos pôr em prática algumas medidas tendentes a alcançarmos, dentro dos possíveis, os objectivos.

Uma das primeiras actividades consistiu em procurar identificar os ambientes de estudo autónomo na escola, tarefa que foi relativamente fácil, por não implicar o trabalho activo de outros. E o resultado foi dado a conhecer, encontrando-se disponível no bloco de páginas criadas pelo líder da escola, para um melhor controlo de todas as actividades desenvolvidas ao longo do ano. Para seu conhecimento, não há como aceder à página respectiva - ambientes de estudo autónomo - na qual não nos coibimos de referir eufemisticamente às condicionantes na introdução das novas tecnologias na escola, para não deixarmos espelhar algumas decepções e obstáculos que se nos foram deparando.

Entretanto, muito antes da inscrição na acção de formação para a qual elaborámos o presente relatório, tínhamos já apresentado à Escola dois projectos envolvendo as novas tecnologias.

Com o primeiro, aproveitando a colaboração do Presidente do Conselho Executivo, procurámos envolver toda a escola e comunidade educativa. Nasceu o projecto «Aveiro e Cultura». A proposta foi levada ao Conselho Pedagógico [PROPOSTA] e aceite. Aos poucos, o conjunto de páginas tem vindo a ser enriquecido com a ajuda de alguns poucos interessados pelos mais diversos aspectos culturais, como bem o poderá comprovar a consulta do endereço

                    www.prof2000.pt/users/hjco/hjco

Com o segundo, procurámos, logo no primeiro período, envolver o Departamento de Línguas Românicas e Clássicas, tendo em vista criar um espaço de informação e de material pedagógico para o grupo, servindo simultaneamente de exemplo e incentivo para que outros grupos da escola procurem fazer o mesmo. O projecto [PROJECTO] foi levado a uma reunião do departamento, aprovado e registado em acta. Neste momento, avançando a passo de caracol, apresenta já alguns conteúdos, embora esteja ainda muito longe de alcançar plenamente aquilo que seria desejável.

Tendo em vista a formação de um grupo de trabalho para planificação e desenvolvimento de materiais interactivos para apoio ao estudo autónomo, procurámos contactar vários colegas do dia, especialmente os elementos da equipa de professores do dia, mas...

Na escola funciona também o Ensino Recorrente. A nossa  actividade docente é exclusivamente nocturna. Por isso, procurámos superar os obstáculos e alcançar os objectivos com os colegas com quem temos um contacto mais frequente. A ideia foi plenamente aceite pelo professor responsável pela coordenação do ensino recorrente, que considerou que o projecto deveria ser apresentado em reunião a efectuar com a equipa de apoio pedagógico no final do segundo período.

Para um balanço rápido, objectivo e de fácil leitura, vejamos os tópicos fornecidos pelo colega Lacerda numa das sessões de formação e as respostas possíveis no momento.

AF15 

ENVOLVIMENTO DOS COLEGAS 

Está algum projecto em curso?

Sim e não, ou seja, os projectos apresentados foram aprovados. Todavia, aquele que agora nos interessa, o de dinamização de um grupo para criação de material de apoio às salas de estudo, está de momento em «standby», devendo possivelmente arrancar no começo do próximo ano lectivo (2002/03).

Que estratégias de envolvimento foram adoptadas?

  • As estratégias foram várias: 
    contacto dos  colegas responsáveis pelas salas de estudo; 

  • Sensibilização dos elementos do C. E.;

  • Apresentação do projecto em reunião do final do 2º período com o Coordenador da Noite e a equipa de apoio pedagógico à sala de estudo do SEUC;

  • Sensibilização de vários colegas mediante apresentação dos módulos por nós elaborados.

Dificuldades no envolvimento?

  • Pouca ou nenhuma abertura dos professores do dia;

  • Boa receptividade por parte dos professores da noite que participaram na reunião anteriormente referida.

 

APLICAÇÃO PRÁTICA DOS MATERIAIS

Está em Curso?

  • Alguns dos materiais criados pelo líder foram já aproveitados por professores estagiários.

  • Outros, foram disponibilizados em vários locais, tendo sido consultados por alguns colegas.

  • Aqueles por nós desenvolvidos a pensar no SEUC foram testados pelos nossos alunos, que os acharam com interesse por lhes permitir não só uma revisão dos conhecimentos adquiridos a partir do Guia de Aprendizagem, mas também uma consolidação dos mesmos.

Para as restantes questões formuladas, a resposta só será verdadeiramente viável quando e se os projectos apresentados vierem a concretizar-se. 

Retomando o que dissemos anteriormente relativamente à reunião de final de período com os professores da noite, além dos objectivos, estes tiveram a oportunidade de testar os diversos materiais entretanto criados por nós, tendo-se decidido que o projecto de criação de um grupo para desenvolvimento de material pedagógico deveria ser implementado na Escola, não no presente ano, quase na etapa final, mas a partir do início do próximo ano lectivo.

Deste modo, esperamos que o principal objectivo da presente acção de formação possa vir a frutificar plenamente ao longo de 2002/03.

Para complemento do que aqui sinteticamente expusemos, consulte-se também o que apresentámos no documento em que procurámos identificar os ambientes de estudo autónomo da Secundária José Estêvão, especialmente os pontos 4 e 5.   [Nota: pontos 4 e 5 - Doc. integral]

Mas aquilo que acabámos de expor não foi o objectivo único da acção frequentada. Para que o primeiro possa ser devidamente concretizado, teve de haver um segundo, sem o qual dificilmente se poderá chegar a bom porto. Para que um líder de escola possa ter uma actuação mais eficaz, tem de conhecer e dominar minimamente o «software» com o qual se podem produzir os diferentes materiais interactivos para utilização dos nossos alunos nas salas de estudo. E será disto que passaremos a ocupar-nos nas secções seguintes deste relatório, analisando-se o trabalho desenvolvido por formador e formandos.

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