Relatório da Acção de Formação AF15
Para
facilitar a redacção desta parte do relatório, não há como consultar a
documentação fornecida pelo formador. É-nos dito logo no plano geral da
sessão 1, nota 2, que, «de acordo com o modelo e proponentes da
acção, o presente círculo de estudos pressupõe a planificação,
aplicação e avaliação de um estudo de caso, para cujo desenvolvimento se
prevê uma participação assídua em intervenções solicitadas de modo
presencial, num total de 25 horas, distribuídas por 8 sessões presenciais,
para:
-
observação e análise de exemplos
de práticas pedagógicas com recurso às TIC;
-
planificação e acompanhamento do
projecto de animação de um grupo de trabalho, discussão de metodologias e
avaliação de resultados.»
Logo, teríamos, por um lado, de
efectuar um levantamento dos ambientes de estudo autónomo na Escola onde
exercemos a actividade docente e de líder do Prof2000, procurando, se
possível, planificar e acompanhar um grupo de trabalho e, por outro,
familiarizar-nos com algumas «ferramentas» susceptíveis de permitir a
criação de material didáctico para utilização pelos nossos alunos.
Se o segundo aspecto, o do conhecimento
e domínio de «software» para produção de materiais é algo de grande
facilidade, até porque só depende de nós, o mesmo já não se pode dizer em
relação ao primeiro aspecto, especialmente quando se é exclusivamente
professor da noite e a escola é essencialmente de nível secundário. De
qualquer forma, mesmo conhecendo as características da escola em que nos
encontramos inseridos, procurámos pôr em prática algumas medidas tendentes a
alcançarmos, dentro dos possíveis, os objectivos.
Uma das primeiras actividades consistiu
em procurar identificar os ambientes de estudo autónomo na escola, tarefa que
foi relativamente fácil, por não implicar o trabalho activo de outros. E o
resultado foi dado a conhecer, encontrando-se disponível no bloco de páginas
criadas pelo líder da escola, para um melhor controlo de todas as actividades
desenvolvidas ao longo do ano. Para seu conhecimento, não há como aceder à
página respectiva - ambientes de estudo autónomo -
na qual não nos coibimos de referir eufemisticamente às condicionantes na
introdução das novas tecnologias na escola, para não deixarmos espelhar
algumas decepções e obstáculos que se nos foram deparando.
Entretanto, muito antes da inscrição
na acção de formação para a qual elaborámos o presente relatório,
tínhamos já apresentado à Escola dois projectos envolvendo as novas
tecnologias.
Com o primeiro, aproveitando a
colaboração do Presidente do Conselho Executivo, procurámos envolver toda a
escola e comunidade educativa. Nasceu o projecto «Aveiro e Cultura». A
proposta foi levada ao Conselho Pedagógico [PROPOSTA]
e aceite. Aos poucos, o conjunto de páginas tem vindo a ser enriquecido com a
ajuda de alguns poucos interessados pelos mais diversos aspectos culturais, como
bem o poderá comprovar a consulta do endereço
www.prof2000.pt/users/hjco/hjco
Com o segundo, procurámos,
logo no primeiro período, envolver o Departamento de Línguas Românicas e
Clássicas, tendo em vista criar um espaço de informação e de material
pedagógico para o grupo, servindo simultaneamente de exemplo e incentivo para
que outros grupos da escola procurem fazer o mesmo. O projecto [PROJECTO]
foi levado a uma reunião do departamento, aprovado e registado em acta. Neste
momento, avançando a passo de caracol, apresenta já alguns conteúdos,
embora esteja ainda muito longe de alcançar plenamente aquilo que seria
desejável.
Tendo em vista a formação de
um grupo de trabalho para planificação e desenvolvimento de materiais
interactivos para apoio ao estudo autónomo, procurámos contactar vários
colegas do dia, especialmente os elementos da equipa de professores do dia,
mas...
Na escola funciona também o
Ensino Recorrente. A nossa actividade docente é exclusivamente nocturna.
Por isso, procurámos superar os obstáculos e alcançar os objectivos com os
colegas com quem temos um contacto mais frequente. A ideia foi plenamente aceite
pelo professor responsável pela coordenação do ensino recorrente, que
considerou que o projecto deveria ser apresentado em reunião a efectuar com a
equipa de apoio pedagógico no final do segundo período.
Para um balanço rápido,
objectivo e de fácil leitura, vejamos os tópicos fornecidos pelo colega
Lacerda numa das sessões de formação e as respostas possíveis no momento.

AF15 |
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ENVOLVIMENTO DOS COLEGAS
Está algum
projecto em curso?
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Sim e não, ou seja, os
projectos apresentados foram aprovados. Todavia, aquele que agora nos
interessa, o de dinamização de um grupo para criação de material de
apoio às salas de estudo, está de momento em «standby», devendo
possivelmente arrancar no começo do próximo ano lectivo (2002/03).
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Que estratégias de
envolvimento foram adoptadas?
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-
As estratégias
foram várias:
contacto dos colegas responsáveis pelas salas de estudo;
-
Sensibilização dos
elementos do C. E.;
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Apresentação do
projecto em reunião do final do 2º período com o Coordenador da
Noite e a equipa de apoio pedagógico à sala de estudo do SEUC;
-
Sensibilização de
vários colegas mediante apresentação dos módulos por nós
elaborados.
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Dificuldades no
envolvimento?
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APLICAÇÃO PRÁTICA DOS
MATERIAIS
Está em Curso?
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-
Alguns dos materiais
criados pelo líder foram já aproveitados por professores
estagiários.
-
Outros, foram
disponibilizados em vários locais, tendo sido consultados por alguns
colegas.
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Aqueles por nós
desenvolvidos a pensar no SEUC foram testados pelos nossos alunos, que
os acharam com interesse por lhes permitir não só uma revisão dos
conhecimentos adquiridos a partir do Guia de Aprendizagem, mas também
uma consolidação dos mesmos.
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Para as restantes
questões formuladas, a resposta só será verdadeiramente viável quando
e se os projectos apresentados vierem a concretizar-se. |
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Retomando o que dissemos
anteriormente relativamente à reunião de final de período com os professores da
noite, além dos objectivos, estes tiveram a oportunidade de testar os diversos
materiais entretanto criados por nós, tendo-se decidido que o projecto de
criação de um grupo para desenvolvimento de material pedagógico deveria ser
implementado na Escola, não no presente ano, quase na etapa final, mas a partir
do início do próximo ano lectivo.
Deste modo, esperamos que o
principal objectivo da presente acção de formação possa vir a frutificar
plenamente ao longo de 2002/03.
Para
complemento do que aqui sinteticamente expusemos, consulte-se também o que
apresentámos no documento em que procurámos identificar os ambientes de estudo
autónomo da Secundária José Estêvão, especialmente os pontos 4 e
5. [Nota: pontos 4 e 5 - Doc.
integral]
Mas aquilo que acabámos de
expor não foi o objectivo único da acção frequentada. Para que o primeiro
possa ser devidamente concretizado, teve de haver um segundo, sem o qual
dificilmente se poderá chegar a bom porto. Para que um líder de escola possa
ter uma actuação mais eficaz, tem de conhecer e dominar minimamente o
«software» com o qual se podem produzir os diferentes materiais interactivos
para utilização dos nossos alunos nas salas de estudo. E será disto que
passaremos a ocupar-nos nas secções seguintes deste relatório, analisando-se
o trabalho desenvolvido por formador e formandos.
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