Relatório da Acção de Formação AF15
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Razões da inscrição nesta
acção |
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Na década de 1970,
encontravam-se frequentemente, em revistas de divulgação científica,
referências a máquinas que permitiam ao Homem realizar não apenas cálculos
matemáticos complexos, mas também resolver problemas de natureza prática, que
nada tinham a ver, aparentemente, com a Matemática. E ainda nos começos da
mesma década, começaram a surgir referências a computadores relativamente
acessíveis e de reduzidas dimensões, destinados não já às grandes empresas,
mas tendo em vista uma utilização doméstica. Em
meados da década seguinte, começaram a surgir no mercado, a um preço
relativamente comportável para a bolsa de um professor, as primeiras máquinas,
lançadas por um senhor inglês que rapidamente se tornou conhecido e enriqueceu
até em títulos, passando a Sir, porque as máquinas por ele produzidas, com 48
KB de capacidade, pouco maiores eram que um livro de bolso e permitiam já fazer
muita coisa: até brincar! Em
breve, essas pequenas máquinas de cor preta e teclado de borracha começavam a
revelar-nos os segredos e a permitir-nos, inclusive, criar os nossos próprios
programas didácticos e também, porque não dizê-lo, lúdicos. Pouco
depois, quando o clube de informática da escola que decidimos criar e animar
começava a fervilhar de ideias e de cabeças jovens a competir com uns poucos
mais velhos, que então ainda não eram apelidados de «cotas», mas apenas
vistos por outros colegas como os «maluquinhos dos computadores», surgiu o
projecto MINERVA e com ele novas máquinas um pouco maiores e mais poderosas. E
com uma velocidade cada vez maior, começámos a ser submergidos por tecnologias
cada vez mais evoluídas, cada vez mais poderosas e compactas, que surgiam a um
ritmo quase impossível de acompanhar. Tão acelerado o ritmo, que uma simples
paragem implica uma perda do comboio do progresso tecnológico, ainda que nem
sempre o possamos apanhar, porque as bolsas dos funcionários públicos não
são compatíveis com os cifrões que as novas tecnologias exigem. Em
meados de 2001, quase imprevistamente, vimo-nos implicados no Prof2000. Quase
imprevistamente e quase sem termos hipóteses de uma recusa, porque o convite
feito vinha já a contar com uma aceitação sem possibilidades de
recusa! No
começo do actual ano lectivo (2001/2002), éramos convocados pela DREC para uma
acção de formação para novos líderes. Frequentámo-la. Gostámos. Gostámos
dos formadores, que se revelaram competentes e, sobretudo, colegas abertos,
amigos de partilhar saudavelmente os saberes com os outros colegas, trabalhando
de maneira positiva para a mesma causa colectiva que há muito tempo abraçámos - o ensino. O
facto de termos sido envolvidos num projecto acabou por nos dar uma
oportunidade de sermos úteis à comunidade, permitindo-nos partilhar trabalhos
recolhidos ao longo de vários anos de formação com colegas. Entre
Janeiro e Fevereiro de 2002, foi-nos dada nova oportunidade de trabalhar com um
formador já conhecido, um colega experiente e há muito um entusiasta também
das novas tecnologias. Além do mais, esta acção, ao contrário da anterior,
era de formação à distância, isto
é, realizada através da Internet, o que constituía uma experiência
totalmente nova, susceptível de alterar juízos de valor anteriormente
formulados. E tinha sido
idealizada procurando não só o aumento dos conhecimentos anteriormente
adquiridos, mas sobretudo a criação de grupos de trabalho nas escolas dos
líderes e a animação de espaços escolares de
ensino-aprendizagem, ou seja, os seus objectivos não eram estáticos, parados
no tempo. Visavam sobretudo as actividades a desenvolver futuramente nas
escolas, procurando uma implementação cada vez maior das novas tecnologias com
a criação de materiais que permitam aos nossos alunos outras formas
complementares de aprendizagem. As
motivações para a frequência desta acção foram muitas. Não a aproveitar
seria uma atitude que viria a impedir-nos de aumentar os conhecimentos, de
partilhar experiências com os outros e, sobretudo, reduzir as nossas
possibilidades de sermos úteis à escola e à comunidade em que estamos
inseridos. 
[1]
- A frequência de uma acção de formação à
distância foi uma experiência interessante e com balanço final positivo,
ainda que a análise dos prós e dos contras pareça indicar o contrário. Mas
vejamos em pormenor o balancete das vantagens e dos inconvenientes, começando
pelos aspectos negativos: INCONVENIENTES:
-
a lentidão, por vezes
massacrante, na transmissão dos dados;
-
os imponderáveis de um
sistema de comunicação à distância ainda longe da optimização, tais
como: falhas imprevistas de energia; bloqueio do sistema, perdendo-se o que
se estava a fazer e obrigando a recomeçar tudo do princípio; a necessidade
de prestar atenção às várias janelas abertas em simultâneo; etc.
VANTAGENS:
-
possibilidade de frequência
a partir do local de trabalho;
-
economia de tempo e dinheiro,
evitando as deslocações.
BALANÇO FINAL:
Apesar dos problemas por vezes
surgidos (e que não foram poucos!), podemos concluir que a formação à
distância é uma forma viável, em que as vantagens acabam por superar os
inconvenientes, especialmente se os elementos que frequentam a acção estão
familiarizados com as novas tecnologias e já imunizados contra os frequentes
imprevistos. Cfr. opinião emitida no relatório da acção
5.1. |