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Vida no Sport
 

Regata na Azambuja

PROMOVIDA pelo Real Clube Naval, realizou-se no dia 5 do mês de Agosto a regata na Azambuja, que foi uma festa brilhante e que correu animadíssima. Os prémios foram disputados por barcos de 6, 4, 3 e 2 remos sendo as corridas cheias de entusiasmo, tanto por parte dos corredores, como por parte dos espectadores. A concorrência foi enorme e via-se no local da regata o que há de melhor naquela vila, além dos forasteiros que em grande número concorreram de Lisboa e de outros pontos.

Os prémios foram distribuídos à noite no meio de uma selecta concorrência, na sede do Clube, sendo oferecida aos corredores uma taça de champanhe.

 

O desenvolvimento do automobilismo em França

FOI um francês, Cugnot o primeiro inventor de um carro automóvel, construído em 1797, o qual ainda se encontra em Paris. A invenção não teve consequências imediatas. Foi preciso quase um século para que ela chegasse a resultados práticos, e foi exactamente um século depois, em 1897, que a corrida ganha por um pequeno carro Bolée consolidou em França a industria dos automóveis.

De então para cá, a construção dos automóveis nesse país ascendeu desde 1850, com o valor de francos 8.300.000, em 1898, até 22.000, Vendidos por 176.000.000 francos em 1904. Sem sombra de dúvida, a França tomou a vanguarda no exercício dessa nova e prospera indústria, chegando a exportar nos primeiros seis meses de 1905 o valor de 49.035.000 francos em automóveis.

Possui a França mais fabricantes de automóveis do que todas as outras nações da Europa reunidas, como se pode ver na seguinte tabela, em que o nosso país infelizmente não figura:

 

A desproporção é ainda maior tratando-se dos manufactores e comerciantes de obra de madeira e de virolas para automóvel. À França, que figura com 164 entre os primeiros e 145 entre os segundos, seguem-se respectivamente a Bélgica com 29 e a Alemanha com 49.

E no fabrico de todos os outros acessórios, ainda a França se distancia de forma notavelmente vantajosa de todos os seus competidores europeus.

Os negociantes de automóveis são em França 3.357, ao passo que todos os restantes países da Europa têm apenas, ao todo, 1076.

Há cerca de 20.000 automóveis em uso na Republica Francesa, os quais representam um capital aproximado de 8.000.000 libras.

A indústria dos automóveis abriu novo campo à aristocracia francesa excluída de diplomacia e dos altos cargos do exército e da armada. E por isso vemos na lista dos que industrialmente se interessam pelo automobilismo nomes respeitados e ilustres, como o marquês de Dion, o conde de Pourtalès, o marquês de Chasseloup-Loutat, o barão Zuylen, os condes Gontant de Biron, e muitos outros que figuravam na corte desde o tempo de Henrique IV.

Graças ao automobilismo, a França tem aumentado colossalmente, de ano para ano, a sua percentagem de visitantes estrangeiros, sobretudo americanos. Há nove anos computava-se em 20.000 libras a quantia deixada anualmente pelos americanos em Paris. Hoje deve ser muito superior.

Mas não é só Paris que atrai os forasteiros, dentro das fronteiras da França. Todas as províncias são percorridas pelos automóveis, graças à excelência das suas estradas que uma revista inglesa de especialidade considera as melhores do mundo, e à amabilidade hospitaleira dos habitantes.

 

 

 

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