A. Zagalo dos Santos, Imprensa periódica do distrito de Aveiro, Vol. IX, pp. 69-79

IMPRENSA PERIÓDICA

DO DISTRITO DE AVEIRO

Um dia levou-nos a curiosidade a saber quantos periódicos houve em Ovar e a que ranchos políticos pagaram o foro dos seus entusiasmos.

Metemo-nos, para tanto, a catar bibliotecas, dicionários, livros da especialidade. Topámos, então, com velhos conhecimentos, e principalmente, com um formidável lote de muitos e respeitáveis nomes, quase todos esquecidos pela culpa dos anos, que os afogam no pó dos arquivos.

Fizemos gosto na empreitada de ressuscitar tanta gente, e a páginas tantas, desparticularizámos as investigações e catalogámos quantos cabeçalhos de jornal nos foram surgindo no redondel do distrito.

Acabado esse primeiro trabalho, por não termos mais que consultar, lembrámo-nos de bater ao ferrolho dos amigos, dos conhecidos e dos desconhecidos, de todos quantos, por todas as terras em causa, julgámos poderem elucidar-nos. E foi assim possível, com tantas ajudas obsequiosas, apresentar esta Relação.

Não está aqui a história miúda do periodismo distrital. Seria meter a foice em seara alheia e bem nos basta a nossa.... para a remição dos nossos pecados. Cada qual na sua terra, com paciência e independência, que talhe a casaca à medida do seu gosto.

Aqui está, apenas, a relação, o mais completa possível, de quantos jornais políticos, noticiosos, literários, humorísticos, científicos e de classes, se têm publicado desde a remota era de 21 de Dezembro de 1846. Neste ano, apareceu em Aveiro O Boletim de Notícias, defensor da ideologia setembrista e avô de todos os periódicos distritais.

Também amontoámos dados para um possível estudo do aparecimento e desenvolvimento da tipografia no distrito. Mas não temos vergonha de confessar, neste particular, / 70 / que as dificuldades são enormes, pois os (lados obtidos foram minguados e confusos.

Temos a consciência do restrito alcance e valor das nossas canseiras, mas por bem pagos nos damos se elas interessarem a alguém.
 

ÁGUEDA

ÁGUEDA
Semanário republicano do Partido Republicano Português. Começou a publicar-se em 1 de Outubro de 1928 e foi suspenso pela censura em 10 de Julho de 1937. Foi seu director o Sr. Dr. Elísio Sucena, e compunha-se e imprimia-se na tipografia do mesmo jornal, em Águeda.


O AGUEDENSE
Começou a sua publicação em 21 de Abril de 1888. Ainda existia em 1889. Era uma folha política e defendia os interesses locais.


BRADOS
Começou a publicar-se em 1887. Teve vida efémera.


CORREIO DE ALBERGARIA
Começou a publicar-se 1m 14 de Março de 1901.


DOZE DE AGOSTO
Número único publicado em 12 de Agosto de 1889 à memória do eminente parlamentar José Estêvão Coelho de Magalhães.


ESCOLA POPULAR
Semanário literário, instrutivo e noticioso. Viveu de 7 de Maio de 1870 a 25 de Maio de 1871, publicando-se 52 números.


O FOGO VERMELHO
Satírico e humorístico. Teve dois únicos números. Publicou-se de 29 de Dezembro de 1887 a 3 de Janeiro de 1885.


FOLHA CONSTITUINTE
Começou a publicar-se em Dezembro de 1884 e ainda vivia em 1889.


INDEPENDÊNCIA DE ÁGUEDA
O primeiro número, sob a direcção de Eugénio Ribeiro, apareceu em 4 de Janeiro de 1904.


JORNAL DE ÁGUEDA
Folha republicana dirigida por Augusto Neves de Almeida, que se publicou de 4 de Novembro a 31 de Dezembro de 1910.
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JORNAL CONSTITUINTE
Serviu a política do grupo Dias Ferreira, na localidade. Publicou-se em 1889.


O PETIZ BULIÇOSO
Dizendo-se semanário jovial, recreativo e noticioso, saiu pela primeira vez em 8 de Fevereiro de 1885.


O POVO DE ÁGUEDA
Semanário, pela República e pela ordem. Director e Editor o Sr. Dr. Abílio Nápoles. Adm. Alexandre O. Coelho. Red. e Adm. Praça da República − Águeda − Saíram o primeiro número em 4 de Fevereiro de 1912, e o último em 7 de Fevereiro de 1919.


A RAPIOCA
Começou a publicar-se em 1 de Janeiro de 1896.


REACÇÃO
Conhecemos duas séries. Na primeira, foi semanário integralista, caracteristicamente doutrinário e combativo. Saiu de Janeiro de 1920 a Abril de 1922, com grande regularidade. Foi impresso, nos primeiros números, na Tip. Silva, de Albergaria-a-Velha, e os restantes em tipografia própria, em Águeda. Porque não era de feição local ou regional, teve larga venda em todo o país, chegando a sua tiragem a atingir de 900 a 1050 exemplares. Fundaram-no José Bernardino Duarte, Hernâni Guerra de Aguiar e Padre Óscar de Aguiar. Foi seu redactor principal, até à sua morte, em 1921, Hernâni Guerra de Aguiar e depois o Padre Abel Matias Condesso.

Aqui colaboraram todos os doutrinários do Integralismo Lusitano.

Na segunda fase, apareceu como semanário nacional sindicalista, e foi igualmente combativo e doutrinário. Começou em 2 de Abril de 1932 e terminou em 24 de Junho de 1933. Como na primeira série, circulou por todo o país, atingindo uma tiragem de 900 exemplares. Os primeiros números foram impressos na Tip. Aguedense e os restantes na do Jornal de Albergaria, em Albergaria-a-Velha.

Foram seus fundadores: o Padre Óscar de Aguiar e José Bernardino Duarte, sendo este o seu redactor. Nos primeiros meses, foi seu administrador TeImo Guerra e depois Fernando Cândido Guerra.


REFORMADOR
Bi-semanário. Parece que começou a sua publicação nos fins do ano de 1893.
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A ROÇA
Começou a publicar-se em 24 de Maio de 1885.


A SOBERANIA DO POVO
Começou em 1 de Janeiro de 1879. Jornal político-literário e noticioso, ao serviço do partido progressista. Foi seu director o Conselheiro Albano de Melo e continua ainda sob a direcção do Sr. Conde de Águeda. Agora, defende a República.


O TIMBRE
Semanário. Viveu de 4 de Outubro de 1891 a 28 de Fevereiro de 1892.


O TRINTA DIABOS
Folha independente, jocosa e noticiosa. Apareceu o primeiro número em 6 de Janeiro de 1886.


VOZ DE ÁGUEDA
Semanário republicano-democrático. Começou em 8 de Julho de 1922 e viveu até 1927. Composto e impresso na Tipografia do mesmo jornal em Águeda, era dirigido pelo Dr. João Elísio Ferreira Sucena.


A VOZ DO POVO
Dizia-se semanário republicano. Começou a sua vida em 23 de Fevereiro de 1918 e terminou em 1 de Jullho do mesmo ano. Dirigiu-o O Dr. João Elisiário Gomes da Costa.


ALBERGARIA A VELHA

O ALBERGARIENSE
Semanário das sextas-feiras, imparcial, literário e noticioso. Saiu o primeiro número em 3 de Junho de 1892 e findou com o n.º 152 em 1 de Junho de 1895. Publicou-se sob a direcção de José Augusto Henriques Pinheiro, que era também administrador. Tipografia própria. No suplemento ao último número, deu a razão do seu termo: − O Juiz da comarca, que era o Dr. António de Oliveira Guimarães, não permitia a publicação dos anúncios dos inventários orfanológicos. − Morreu de inanição. Formato: 0,24 x 0,38.


O ANUNCIADOR
Saiu apenas um número, em 31 de Março de 1920. Director e editor António P. Gomes e administrador sua Esposa Maria Vitória Gomes. O Gomes era dentista, natural da ilha da Madeira. Formato: 0,23 x 0,38.
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O ARTISTA
Jornal humorístico, literário e noticioso. Dentro da República, conservador. Saiu em 29 de Setembro de 1915 e terminou, oito números depois, em 19 de Janeiro de 1916. O seu director e editor, José Henriques de Almeida, fê-lo um jornal de combate e nele a má-língua armou arraiais. Formato: 0,19 X 0,30.


O BINÓCULO
Quinzenário noticioso, literário e humorístico. Principiou em 1 de Abril de 1917 e findou, publicados 46 números, em 1 de Abril de 1919. Director − Francisco Ferreira da Silva; Redactor − João de Matos; Secretários − Mário Pinheiro e Gualberto Lemos; Administrador − Alfredo Campos, e Gerente − Guilherme Pedro. Editor − João Moreira. Foi o jornal da rapaziada de então. Formato: 0,21 x 0,31.


BOUQUET DE ANGEJA
Semanário literário, impresso na Imprensa Real, da P. de S.ta Teresa, no Porto. Redacção na Rua dos Caldeireiros, 250, da mesma cidade. Teve início em 8 de Maio de 1887 e terminou em 15 de Fevereiro de 1888, com o n.º 58. Quando apareceu o n.º 20, passou a chamar-se Gazeta de Angeja − (20 de Julho de 1887) e com esse título findou. Foi seu director e redactor o então terceiranista de medicina, Ricardo M. Nogueira Souto. Teve muito boa colaboração. Formato: 0,17 x 0,39.


O CAFETEIRO
Publicou-se em 20 de Maio de 1925 − número único, apenas com duas páginas, saído da Tipografia Silva. Era uma troça a António Silva, proprietário, então, de um café local. Formato 0,23 x 0,32.


O CLAMOR
Semanário, órgão político-noticioso. Apareceu em 8 de Agosto de 1891 e findou em 27 de Fevereiro de 1892, com o n.º 30. Impresso na Tipografia local. No primeiro número, não indicava quem era o redactor e apenas na 4.ª página, ao fundo, Napoleão Luís Ferreira se inculcava seu editor. Já no segundo número, como director e proprietário se anunciava que era João Luís de Resende. Formato: 0,26 x 0,40.


CONCELHO DE ALBERGARIA
Semanário literário-noticioso, defendendo o partido democrático local e de Alquerubim. Apareceu em 28 de Outubro de 1991 e até ao n.º 13 (20 de Janeiro de 1912) conservou o mesmo nome.
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Dirigiu-o o Dr. José Nogueira Lemos, sendo redactores José Dias Aidos e Vitorino P. Tavares. No n.º 3, declarou-se republicano radical e no n.º 7 António Augusto de Miranda substituiu o primeiro director.

Impresso na Minerva Central, Aveiro. Formato: 0,28 x 0,46. Reapareceu em 5 de Julho de 1917 e terminou, com o n.º 193, em 21 de Junho de 1919. Foi seu director e editor, até ao n.º 51, o Sr. António Augusto de Miranda, daí até ao n.º 80, António Lebre e depois José Dias Aidos, sendo redactores Vicente Faca e António José Pereira.

Teve Tipografia própria, nas Cruzes, que mudou depois para a Rua de Gonçalo Eriz e depois ainda para o Largo da República. Era semanário republicano. Formato: 0,31 x 0,46.

 

O CONDOR
Gazeta humorística, que não indicava redactores, editor nem tipografia. Era impresso na Tipografia do Correio de Albergaria e os seus redactores, que assinavam com pseudónimos, foram Daniel de Pinho, Eugénio Ribeiro e Cassiano Barreto. Saiu apenas um número, em 7 de Abril de 1901. Formato: 0,15 x 0,22.


CORREIO DE ALBERGARIA
Semanário independente,
impresso em tipografia própria. Começou em 3 de Dezembro de 1896 e suspendeu em 13 de Abril de 1899, com o n.º 122. Foram seus redactores o Dr. Eduardo Silva e João de Pinho. Reapareceu em 14 de Março de 1901 sob a direcção do Dr. António de Pinho e assim se manteve até 30 de Janeiro de 1908, findando com o n.º 356 desta série ou 478 da númeração geral.

Vendida a tipografia para Angeja, ali continuou até 18 de Maio de 1911, tendo como redactores Camilo Rodrigues e Eugénio Ribeiro. Formato: 0,35 x 0,32 − 0,40 x 0,57.


CORREIO DE ANGEJA E ALBERGARIA
Semanário, que defendia os interesses do concelho. Este jornal foi a fusão de dois: Correio de Albergaria e Voz de Angeja. Principiou em 3 de Junho de 1911, com o n.º 458 do Correio, e findou em 24 de Abril de 1915, com o n.º 705. Proprietário, director e Redactor − Camilo Rodrigues. Tipografia própria. Formato 0.39 x 0,58.


A DEMOCRACIA DO VOUGA
Semanário democrático, que apareceu em 11 de Junho de 1915 e terminou em 1 de Junho de 1917 com o n.º 104.
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Director, editor e proprietário − João Luís de Resende. O n.º 72 apareceu com o nome de Maria Emília de Resende como redactora.

Em virtude de um conflito de que resultou a morte de Carlos Leandro, com o processo crime, que foi dos mais célebres da comarca, terminou este jornal. Formato: 0,30 x 0,48.


O DESPERTAR DE ANGEJA
Semanário independente, noticioso e literário, impresso na Tipografia Progresso, de Aveiro. Começou em 4 de Janeiro de 1924 e terminou com o n.º 50 em 11 de Janeiro de 1925. Direcção, editores e proprietários, Dr. Ricardo Souto − A. M. Nogueira − Camilo Rodrigues − Manuel Araújo e Adelino Bastos. Formato: 0,27 x 0,40.

Mais tarde, com o fim de atacar o Dr. Santos Reis, apareceu com o mesmo nome um quinzenário, que se dizia independente e defensor dos interesses de Angeja. Foram seu redactor, proprietário e editor Arménio Martins e secretário da redacção C. Meneses Leite.

Saíu o 1.º número em 27 de Março de 1927 e terminou em 29 de Maio do mesmo ano (N.º 5). Impresso na Tip. Progresso, de Aveiro, sendo a redacção na rua do Guedes, 5, 3.º, em Coimbra. Formato: 0,29 x 0,46.


FOLHA DE ALBERGARIA
Semanário imparcial, noticioso e comercial, impresso na Imprensa Aveirense. Saiu em 19 de Julho de 1888 e terminou em 14 de Outubro do mesmo ano, havendo-se publicado apenas 12 números. Redactor e proprietário − João Luís de Resende. Formato: 0,25 x 0,36.


GAZETA DE ALBERGARIA
Semanário republicano-democrático, impresso primeiramente, na Tip. Cirne, de Estarreja, e depois com o n.º 14, na Tip. Vouga, de Albergaria. Saíu o primeiro número em 19 de Dezembro de 1925 e terminou em 3 de Janeiro de 1931, publicando-se 220 números.

Foi seu primeiro director Delfim Álvares Ferreira, redactor Leandro Ferreira e secretário Manuel Mourisca. Um ano depois, foi seu director Álvaro Faca e depois apareceram Fernando Tinoco e Leandro Ferreira.


JORNAL DE ALBERGARIA
Semanário independente, impresso em tipografia própria. Começou em 13 de Maio de 1911 e ainda continua. Director, primeiro, Domingos Guimarães, redactor Eugénio Ribeiro e secretário e editor Albérico Ribeiro.
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Domingos Guimarães, porque o jornal se envolveu em negócios políticos, abandonou o lugar no n.º 12, sendo substituído no n.º 12 por Eugénio Ribeiro; Albérico passou a redactor e editor e Manuel Silva tomou conta da administração.

Quando o n.º 140 apareceu, trouxe Albérico como director, editor e proprietário, e Mário I. Ferreira como secretário. Retirando-se o director para Lisboa, em 1919, Eugénio Ribeiro tomou-lhe o lugar, o que aconteceu com o n.º 410, que apresentou cabeçalho novo. Novamente reassumiu Albérico o seu lugar com o n.º 488, passando o jornal a ser «defensor dos interesses do concelho».

No n.º 754. dizia-se: «periódico independente, fora e acima dos partidos, defensor dos interesses do concelho e da região da Beira − Vouga». Teve como secretários António da Maia Mendonça e A. A. de Carvalho.

Nos primeiros tempos, aparecia às vezes com 6 e 8 páginas; mais tarde, aparecia muitas vezes apenas com duas. Formato: 0,28 x 0,44.


O MEXERIQUEIRO
Semanário e folha humorística ao preço avulso de dez reis. Impresso na Tip. do Correio de Albergaria, não indicava nomes de redactores, editores, nem o local da redacção. Trabalho dos rapazes de então, saíram apenas três números. O primeiro publicou-se em 14 de Março de 1897, e o último em 19 de Setembro do mesmo ano. Formato: 0,14 x 0,19.


A MOCIDADE
Folha literária, que iniciou a sua publicação em 1 de Junho de 1883.


MORALIZADOR
Saiu apenas o primeiro número, em 30 de Agosto de 1928, impresso na Tip. Luso, de Aveiro, e sendo seu proprietário o Dr. Santos Reis e director e editor Manuel José da Costa Guimarães. Substituiu o «Povo de Angeja». Parece que de moralizador teve apenas o nome. Formato: 0,28 x 0,42.


O MOVIMENTO
Bi-semanário, impresso em Tip. própria de José Matias Marques de Lemos, da casa que era dele e hoje é o Clube.

Publicava-se às 4.as e sábados, começando em 1 de Dezembro de 1888 e terminando com o número 1333 em 2 de Abril de 1890. Redactores foram, até ao número 26, Patrício Teodoro A. Ferreira e Francisco António de Miranda, administrando-o Manuel de Oliveira Campos Júnior. Formato: 0,25 x 0,39.  / 77 /


A SITUAÇÃO
Semanário independente, tratando a política, letras e factos e que se publicava, aos domingos. Era impresso em Lisboa e começou em 11 de Outubro de 1892 e terminou em 30 do mesmo mês e ano com o n.º 3. Directores foram: Domingos Guimarães (João Azul) e Monteiro de Barros. Editor − Napoleão Luís Ferreira Leão. A redacção era na rua do Arco do Bandeira, 70, Lisboa. Jornal bem redigido. Formato: 0,25 x 0,40.


O TIMBRE
Semanário independente, que saía aos domingos, aparecendo o primeiro número em 4 de Qutubro de 1891. Era impresso na Tipografia Gutenberg, de águeda.

Com o n.º 23. apareceu como sendo de Águeda e lá continuou até ao n.º 50, de 11 de Setembro de 1892, com que terminou. Foi seu administrador − Luís José Rodrigues de Almeida. José Maria dos Santos Trinta foi o editor. Formato: 0,24 x 0,38.


O TRAQUINAS
Quinzenário noticioso, literário e humorístico, que se imprimia na Tip. Silva. Apareceu em 4 de Abril de 1920 e findou com o n.º 17, em 2 de Fevereiro de 1922. Director − Álvaro Faca; redactor − Viriato da Costa Vidal; secretário − Evaristo Ferreira; administrador − Mário Pinheiro e editor Filipe Geraldo. Com o n.º 4, houve mudança no pessoal e assim Geraldo passou a director e editor, Evaristo Ferreira foi promovido a redactor e na administração ficou o mesmo. Dois números depois, nova alteração se deu no pessoal e ficaram assim os papéis: na direcção − Álvaro Faca; Viriato Vidal − na redacção, e Geraldo, editor. Formato: 0,29 x 0,44.


O VESICATÓRIO
Decano dos periódicos locais, político verrinoso. Publicaram-se 12 números mensais, tendo o primeiro a data de 1 de Maio 1864.

Saía de um velho prelo de madeira, no Convento de Serém, sendo gratuita a sua distribuição, que era clandestina e de noite.

Veio a saber-se, depois, quem eram os redactores, compositores e impressores: − António Augusto Henriques Ferreira; Padre Manuel Ferreira Varela; Manuel Joaquim Santiago, de Sagadães, e Augusto Avelino Pinto Vítor.

O seu formato era igual ao de uma folha de papel almaço: 0,31 x 21.


A VOZ DE ANGEJA
Semanário, órgão dos interesses de Angeja e do concelho. Saiu
/ 78 / em 29 de Julho de 1906 e terminou em 20 de Maio de 1911, com o n.º 250. Formato: 0,28 x 0,45.

Director e redactor principal: Camilo Rodrigues − Administrador L. Pádua e editor Tomás de Pinho Ravara. Tipografia do Largo do Espírito Santo, Aveiro.

Do n.º 20 em diante, passou a administrador A. S. Pouco depois, desapareceu o nome do editor, que só aparece com o número 224, figurando então Guilherme Dias Capela no cargo.

Nota: Devemos estes apontamentos, que quase ipsis verbis copiámos, à gentileza do Ex.mo Sr. Dr. António de Pinho, de Albergaria, curioso, também, destas antiqualhas.

Seguindo os seus apontamentos, damos aqui − O Vesicatório − como de Albergaria, folha que encontramos como de Águeda no Jornalismo Português de A. X. da Silva Pereira. Também aqui mencionamos, embora da lista em referência não conste, A Mocidade, porque a vimos no referido livro.


ANADIA

ACÇÃO NACIONAL
Direcção da Comissão Municipal da União Nacional. Em publicação.


A BAIRRADA
Começou em 16 de Janeiro de 1890. Em 1908 apareceu na Mealhada outro com igual nome.


BAIRRADA LIVRE
Director, Dr. José Rodrigues dos Anjos e editor Cipriano Simões Alegre.


O CAIXEIRO
Direcção do Dr. Luciano Correia, sendo editor Adelino Mamede.


O CÁUSTICO
Quinzenário sob a direcção de Aníbal Cruz e administração de Paulo F. Bonito. Impresso na Tip. Minerva Central, de Aveiro. Publicou-se de 15 de Março a 15 de Abril de 1913.


O CLARIM
Semanário liberal, político, independente e noticioso. Publicou-se de 7 de Agosto a 18 de Setembro de 1910, sob a direcção de António Fernandes e Joaquim Urbano e Joaquim de Oliveira Maia. Impresso na Tip. Minerva Ilhavense, propriedade de Horácio R. Seabra.
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CORREIO DA BAIRRADA
Publicou-se de 1 de Janeiro de 1892 a...


DEFESA DA ANADIA
Director e editor Armando de Magalhães.


O DESPORTIVO
Semanário. Apareceu em Junho de 1933, sob a direcção de Américo Matos, defendendo o desporto local.


ECOS DA ANADIA
Director e editor, Augusto Alves de Seabra.


O IDEAL DA BAIRRADA
Semanário independente, agrícola-literário-noticioso e defensor do concelho. Direcção de Albano Simões Ferreira e editor Joaquim Ferreira Bonito. Publicou-se de 26 de Setembro de 1899 a 6 de Outubro do mesmo ano. Tip. Minerva, de Famalicão.


IDEIA LIVRE
Semanário republicano, defensor dos interesses da Bairrada. Director o Dr. Carlos Pereira, editor e adm. o Dr. Álvaro Silva. Publica-se desde 1929. Impresso na Tip. Comercial de Anadia.


JORNAL DE ANADIA
O jornal mais antigo da Anadia. Semanário, cuja propriedade era de José Martins Tavares. Literário e noticioso. Saiu o primeiro número em 21 de Maio de 1888.


LUAR DO OCIDENTE
Publicou-se em 1899.


NOTÍCIAS DA ANADIA
Nada mais sabemos.


POVO DA ANADIA
Direcção e edição de António Martins Tavares.


A VOZ DA BAIRRADA
Começou em 3 de Janeiro de 1901, sob a direcção de António Calheiros, Dr. António Cerveira de Melo e Joaquim Lino Ferreira.

ANTÓNIO ZAGALO DOS SANTOS
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