Não consigo dormir: o que saber sobre as insónias
 

Ao longo da vida, existe uma diminuição do sono profundo, e ocorre um aumento do período em que uma pessoa está acordada durante a noite. A verdade é que uma mesma pessoa aos 75 anos necessita de dormir, em média, menos 1h30 do que dormia aos 25. No entanto passa o mesmo tempo na cama (daí que exista um aumento do tempo em que a pessoa está acordada e maior risco de insónia).

 

Podemos falar em insónia se:

Apresentar dificuldade em iniciar, manter ou terminar o sono;

A falta de sono tiver um impacto diurno (fadiga, dificuldades da atenção, irritabilidade, sonolência, etc.);

As queixas não forem explicadas por oportunidades ou circunstâncias desadequadas para iniciar o sono (barulho, etc…);

As dificuldades no sono e sintomas diurnos estejam presentes em > 3 dias/semana;

▪  Os sintomas não sejam explicados de forma tão efetiva por outra perturbação do sono.

 

Vários fatores favorecem o aparecimento de insónia:

Os que aumentam o risco: idade avançada, sexo feminino, comorbilidade médica, ter horários de sono desfasados (trabalhadores por turno), etc.;

Os que podem levar à insónia aguda ou de curta duração (menos de 3 meses): eventos de vida stressantes como desemprego, problemas familiares, etc.;

Os necessários para desenvolver uma insónia crónica (mais de 3 meses): higiene do sono inadequada, comportamentos agravantes da insónia (ir cedo para a cama, dormir à tarde...).
 

Dependendo do tipo de insónia que uma pessoa apresenta, existem diferenças na abordagem. Se a insónia for de curta duração podemos ponderar tanto tratamento farmacológico ou não-farmacológico como tratamento combinado. Se a insónia for crónica, é recomendado primeiro o tratamento não-farmacológico. Só em 2° linha poderemos tentar medicação ou tratamento combinado.

 

Em que consiste o tratamento não-farmacológico?

A Terapia Cognitivo-Comportamental para a insónia (TCC-i) baseia-se em mudanças nos hábitos de sono. Inclui alterações na higiene do sono, no ajuste do horário de sono, no controlo de estímulos, em relaxamento e em técnicas cognitivas. O objetivo é modificar os fatores que perpetuam a insónia. Pode ser utilizada em combinação com tratamento farmacológico, caso a insónia persistir mesmo após mudanças dos hábitos de sono ou como forma de parar gradualmente a medicação. A TCC-i está associada a uma melhoria do quadro de insónia em 70% dos doentes, independentemente da gravidade e cronicidade da insónia. As mudanças nos hábitos de sono são, portanto, o que têm maior eficácia no tratamento da insónia!


Dr.ª Lola Madeira

Interna de Formação Geral

Dia Mundial da Malária

 

Celebrado a 25 de abril, o Dia Mundial da Malária é uma data dedicada à consciencialização sobre a luta contra a malária, uma doença infeciosa causada por parasitas do género Plasmodium e transmitida pela picada de mosquitos infetados.

 

Os principais sintomas desta infeção são febre, dores de cabeça, náuseas/vómitos e cansaço. No entanto, em casos graves e, se não tratada atempadamente, pode levar à morte.

 

A malária é endémica em regiões tropicais e subtropicais de África, Ásia, América Central e América do Sul. Nestas regiões, a malária continua a ser um desafio de saúde pública, mas, com esforços contínuos, têm havido grandes progressos na redução de casos e mortes.

 

Caso vá viajar para uma região endémica, deve adotar alguns cuidados para prevenção da picada de mosquitos:
 

- Usar vestuário que cubra a maior parte das zonas do corpo possível, como camisolas de manga comprida e calças;
 

- Usar repelente nas zonas do corpo expostas e nas roupas;
 

- Usar rede mosquiteira, que deve ser impregnada com inseticida, caso vá acampar, dormir em zonas ao ar livre ou sem ar condicionado.

 

As formas mais graves da malária são evitáveis através da toma de medicação de forma profilática (preventiva). Existem diferentes medicamentos que podem ser tomados com este objetivo, devendo o aconselhamento nesta matéria ser obtido no âmbito de uma Consulta do Viajante.

Fonte: https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/malaria/

Dr.ª Cláudia Álvares

Interna de Medicina Geral e Familiar

 

página 3/4

  Página anterior  

Índice

  Página seguinte