F. de Moura Coutinho, Notas genealógicas aveirenses, vol. XII, pp. 161-170

NÓTULAS GENEALÓGICAS

 AVEIRENSES

I
O FAMILIAR DO SANTO OFÍCIO

BENTO DE MARIZ- PINHEIRO

A INCONSTÂNCIA em negócios de amor, é de todos os tempos...

Bento de Mariz Pinheiro era natural de Aveiro e lá residia quando, em certo dia, lhe ocorreu entrar para o Santo Ofício como familiar. E como nesse particular deveria ter sido uma criatura de resoluções rápidas, não demorando em reflexões ou hesitações, meteu no temível tribunal a sua petição, declarando que para isso tinha os requisitos necessários, os nomes dos pais e avós e tudo o mais que era dos cânones.

A pretensão foi bem encaminhada, porque Bento amigo e calculo eu que cheio de regozijo e empáfia teve nas mãos a carta em pergaminho com a data de 30 de Outubro de 1700, ostentando pendente de fita verde o selo vermelho da Santa Inquisição.

Na petição inicial declarou ele que era filho de Miguel de Mariz Pinheiro, natural de Avelãs de Cima, e de sua mulher Tomásia da Fonseca, natural de Aveiro; neto paterno de Manuel Pinheiro de Mariz, também natural de Avelãs de Cima, e de sua mulher Maria Belo, natural do Crato (Alentejo); e neto materno de Pedro de Avelar e de sua mulher Maria de Almeida, ambos naturais de Aveiro, então ainda vila.

Vamos agora demonstrar a versatilidade de Bento de Mariz Pinheiro, pelo menos nas suas inclinações amorosas. Vejamos:

Quando requereu a sua admissão como familiar declarou que estava para casar com Joana Travassos de Vasconcelos; / 162 / depois dirigiu nova petição ao Santo Ofício pedindo licença para se casar com Brites Godinho; mais tarde voltou a solicitar autorização para se unir matrimonialmente com D. Teresa Feliciana de Oliveira Mascarenhas, e ainda depois voltou a importunar o Tribunal da Inquisição com nova petição para o fazer com D. Maria Santiago Ferreira!!!

Por cinco vezes, e em um espaço de tempo relativamente pequeno, fez o ilustre familiar com que os inquisidores andassem numa roda viva de inquirições para averiguarem se cada uma daquelas citadas senhoras era, por si e pelos seus pais e avós, inteiros cristãos velhos limpos de limpo sangue e geração, sem raça nem descendência de judeu, mouro, mulato, mourisco ou de outra alguma infecta nação dos novamente convertidos à nossa Santa Fé Católica.

Esses trabalhos eram sempre minuciosos, exigiam largo esforço aos investigadores e levavam muito tempo para chegar a seu termo.

Da primeira, Joana Travassos de Vasconcelos, declarou Bento Mariz que foram seus pais João Travassos da Costa, natural de Pereira, e sua mulher Marciana de Vasconcelos, de Verdemilho, termo de Ílhavo; neta paterna de Manuel Travassos, da vila de Pereira, e de sua mulher Serafina Moniz, de Penela, e neta materna do licenciado Manuel Mendes de Barbuda e Vasconcelos, natural de Verdemilho, e de sua mulher Maria Gomes, de Aveiro.

Este Manuel Mendes de Barbuda e Vasconcelos foi um conhecido poeta da escola espanhola, e magistrado, que nasceu em Verdemilho em 15 de Agosto de 1607 e faleceu a 30 de Março de 1670. Teve carta de brasão, passada em Abril de 1646, como se vê no n.º 368 dos «Brasões Inéditos» do Dr. JOSÉ MACHADO.

Do avô paterno de Joana Travassos também tenho notícias: era filho de Nuno Velho Travassos Pimentel e a mulher, a primeira por sinal, Serafina Moniz Barbosa, foi filha de Diogo Moniz Falcão e de Catarina Leite Barbosa. O filho, João Travassos da Costa, casou três vezes e a terceira mulher foi D. Emerenciana (no processo do Santo Ofício vem Merciana) da qual a mãe se chamava Maria Gomes da Luz. Estes Travassos, de Pereira, tiveram ligações de parentesco com os Saraivas Picados e Barretos Ferrazes, de Aveiro, com os Morais de Brito, de Coimbra, com os Ferrazes Pinho de Novais, de Tentúgal, etc., etc. Talvez volte ao assunto mais detalhadamente.

Em 30 de Maio de 17°5 foram aprovadas pelo Santo Ofício as diligências a respeito de Brites Godinho, a segunda das inclinações amorosas conhecidas do familiar Bento de Mariz. Declarou ele que essa senhora era filha de Agostinho Coelho de Figueiredo, familiar do Santo Ofício, e de / 163 / sua mulher Maria de Resende e Paiva, já então falecidos, moradores que tinham sido em Esgueira. Em «A minha ascendência pelos Godinhos» já disse algo de Agostinho Coelho de Figueiredo.

De D. Teresa Feliciana da Silveira Mascarenhas, a terceira noiva oficial do famigerado familiar Bento de Mariz, diz ele que era natural da freguesia de S. Tiago de Besteiros, bispado de Viseu, filha legítima de João Pereira de Mascarenhas e de Mariana Cardoso de Mesquita, naturais e moradores na dita freguesia, neta paterna do Dr. Manuel de Mascarenhas, também de S. Tiago de Besteiros, e de sua mulher D. Maria Pereira de Eça, natural de Aveiro; neta materna de António Cardoso Castelo Branco, de Viseu e morador na sua quinta de Souto do Rei, e de sua mulher Maria de Mesquita Correia, natural da freguesia do Salvador de Castelhanos (Besteiras).

As diligências para esta foram aprovadas pelo Santo Ofício a 29 de Maio de 1717.

Também a família de D. Teresa me não é desconhecida, e tem, até, parentesco comigo; veja-se o meu livro Mouras Coutinhos, de Esgueira, e tudo lá está detalhado.

A quarta noiva do exigente familiar foi, como se disse, D. Maria Santiago Ferreira, e declarou ele que ela era natural de Aveiro e moradora em S. João da Torre, filha de João Lopes Fig.ueira e de sua mulher Maria Ferreira, naturais e moradores na freguesia do Espírito Santo de Aveiro; neta paterna de Francisco Lopes Figueira, da mesma freguesia, bem como sua mulher Isabel Migueis; neta materna de Sebastião Álvares. também da mesma freguesia de Aveiro, e de sua mulher Isabel João, de Oliveira do Bairro, freguesia de S. Miguel Arcanjo, do bispado de Coimbra.

Desta não encontro outra qualquer notícia.

Em nenhuma das suas petições Bento de Mariz se diz viúvo. Decerto não teria sido casado com essas quatro mulheres, mas creio que pelo menos casou com D. Teresa Feliciana da Silveira Mascarenhas. O genealógio que aqui deixo copiado dá-o como casado e que morreu sem geração. Se encontrar mais firme averiguação depois direi.

O avô paterno do familiar, Manuel Pinheiro de Mariz, herdou de seu irmão Sebastião de Mariz que foi escrivão da Câmara de Aveiro um morgado com capela em Aveiro, que tinha sido instituído pelo tio paterno de ambos, Gonçalo Ferreira Pinheiro, casado com Maria Teresa Tavares. Manuel Pinheiro de Mariz foi filho de Miguel Ferreira de Mariz, que viveu em Aveiro e herdou de seu Irmão Gonçalo a tal capela; casou com Teresa de Mariz (certamente sua parenta), filha do desembargador Sebastião de Mariz e de Ana de Morais, filha de Gonçalo de Morais Mesquita. / 164 /

Este Miguel foi filho de Martim Ferreira da Maia, cavaleiro da Ordem de Cristo e desembargador da Suplicação, casado com Maria Leite, filha de Miguel Leite Ferreira, e depois com Brites Pinheiro, filha de Gonçalo Pinheiro de Mariz e de Ana de Vilas Boas, filha de Miguel Anes de Vilas Boas. Deste segundo casamento nasceu Miguel.

Os pais de Martim Ferreira da Maia foram Gaspar Ferreira Viegas e Luísa da Maia, filha de Gomes Ferreira da Maia, isto segundo reza o genealógio que por cópia ficou apenso.

Bento de Mariz Pinheiro foi deputado da mesa da Misericórdia de Aveiro em 1693, 1699, 1704, 1707, 1709 e 1714; escrivão em 1705, 1706 e 1709 e provedor em 1720, do que parece não ter tomado posse por ter falecido. O pai, Miguel de Mariz Pinheiro, foi escrivão na mesa de 1666 e deputado nas de 1667, 1672, 1675, 1681 e 1683. / 166 /

II
MOTAS, ADMINISTRADORES

DA CAPELA DE SANTO AMARO DE VILAR

Temos à frente desta coorte de Motas, como o mais antigo de que encontro notícia, o muito ilustre Cosme Dias, instituidor da capela de Santo Amaro de Vilar, perto de Aveiro, como consta de seu testamento feito a 6 de Outubro de 1577.

Cosme Dias casou, dizem mas não dizem o nome da consorte , e teve dois filhos: o muito reverendo padre José da Mota, que teve a administração da referida capela, e Manuel Dias da Mota, que casou , não se sabendo também com quem e deste foi filha:

Branca Manuel da Mota, administradora da capela como consta do testamento feito em Aveiro em 1659. Casou na freguesia de S. Miguel com Francisco Tomás, escrivão do tombo da casa de Aveiro, filho bastardo de um rendeiro e de uma Maria André, solteira, que depois passou ao Brasil, pelo que posteriormente, quando regressou, ficou conhecida pela brasileira, casando então com um homem de Arada alcunhado o Esgueirão, de quem teve filhos. Filhos:

Manuel da Mota, baptizado em S. Miguel a 25-3-1604; sucedeu na capela e foi escrivão do tombo da casa de Aveiro.

Francisco da Mota, baptizado a 22-5-1605; também foi escrivão do tombo e casou em Montemor-o-Velho com Andreza do Monte, de quem teve o padre Manuel da Mota, presbítero de S. Pedro, que morreu em Verdemilho.

Maria da Mota, baptizada a 4-10-1669; morreu solteira em Verdemilho na sua quinta de Senilho da Lomba, em cuja capela, se mandou enterrar como consta no testamento que fez a 21-10-1669.

Brites, baptizada a 12-1-1612, que parece ter morrido criança.

Isabel da Mota, baptizada a 10-3-1616. Casou duas vezes, a primeira em Aveiro com o capitão Mateus Gonçalves Barbosa, e a segunda em Soutelo com Manuel Tavares, filho de Simão Tavares, escrivão em Aveiro, sem geração, o que tudo consta do seu testamento de 18-4-1674. Morreu em 13-12-1687.

Brites de Gouveia, baptizada a 10-2-1614. / 167 /

Antónia, baptizada a 20-8-1618.

Catarina da Mota, baptizada a 26-11-1621, solteira.

Filipa de Gouveia, baptizada a 3-5-1623; casou com Francisco Coelho de Sampaio e viveram em Verdemilho, como consta do seu testamento feito em 1695.

Domingos da Mota, segue.

Domingos da Mota. Não se achou o assento do seu baptizado por faltarem os livros de 1626 a 1632. Viveu na freguesia de S. Miguel de Aveiro, onde foi tabelião de notas. Casou duas vezes, a primeira com N... e a segunda com Luísa da Costa, da freguesia de S. Gonçalo de Aveiro, irmã de Maria da Costa, mulher de Bartolomeu Pinheiro (que era ourives e filho de André Fernandes e de Ângela Pinheiro) e elas filhas de António Gomes, da freguesia de S. Gonçalo, e de sua mulher Maria Borges, da mesma freguesia. Filha:

D. Maria da Encarnação de Gouveia, segue.

D. Marta (ta Encarnação de Gouveia, mulher de José Pereira da Silva Pacheco de Bulhões, senhor do morgado de Mataduços, filho de Francisco Egas Botelho de Bulhões, senhor do citado morgadio, irmão de Nicolau da Silveira Bulhões, naturais de Esgueira, e de sua mulher D. Maria Pacheco Mascarenhas, natural de S. Miguel do Outeiro, filha de Francisco Pacheco Mascarenhas que morreu degolado por ter morto o corregedor de Viseu, Pascoal Nunes Lobato e de D. Ana de Figueiredo, sua mulher. Filha (e não sei se houve outros):

D. Luísa Pereira da Silva e Bulhões; casou com Luís Pais Corte-Real, baptizado a 5-12-1699, filho de Bartolomeu da Silva Corte-Real de Abreu e de sua mulher D. Jerónirna de Almeida da Costa Bettencourt, filha de Miguel Ferreira Bettencourt, do Funchal, e de Francisca da Costa de Almeida, filha esta de Augusto de Almeida Alcoforado e de Joana da Costa Ribeiro, irmã de Luís da Costa Ribeiro, escrivão da câmara de Esgueira. Aquele Bartolomeu da Silva Corte-Real vinha dos Bonichos e também descendia de João Nunes Cardoso, o rico de Aveiro, de quem eu também descendo, tendo sido ele meu 11.º avô. Filhas:

D. Gerarda (ou Bernarda) Joaquina Corte-Real, religiosa do Convento de Sá, em Aveiro.

D. Luísa Bernarda, que foi abadessa do mesmo convento. / 168 /


lII

OS VIEIRAS GUEDES AVEIRENSES

Diogo Vieira Guedes, cavaleiro-fidalgo (diz LUÍS DA GAMA, mas não o encontro citado no «Diccionário Aristocrático» de JOÃO CARLOS FEO), juiz das cisas e das dízimas do pescado de Aveiro, morava na rua de Santa Cruz, freguesia de Vera Cruz, e lá morreu a 23 de Novembro de 1649, tendo sido sepultado em frente do altar de Nossa Senhora da Luz em sepultura própria, como consta do respectivo livro de óbitos. Casou em Aveiro com Ana Ribeiro, que faleceu a 24-11- 1628 e jaz na sepultura de seu marido. Filhos:

Maria Ribeiro, baptizada a 4-5-1597 e faleceu solteira a 28-10-1624 e jaz ao lado de seus pais.

Catarina Ribeiro, baptizada a 26-5-1600 e morreu a 19-12-1610.

Francisco Vieira Guedes, segue.

António Vieira Guedes, baptizado a 19-11-1605.

Miguel Vieira Guedes, segue depois.

Pedro Vieira Guedes, baptizado a 12-7-1610.

Ana Ribeiro, baptizada a 3-7-1612 e foi madrinha sua avó Maria Ribeiro.

Francisco Vieira Guedes, baptizado na freguesia de Vera Cruz a 20-7-1602. Seguiu as armas e foi valente soldado; achou-se na guerra de Ceuta, foi capitão da guarnição nas armadas da Costa, entrou na acção de Valverde no Alentejo e participou na incursão que o nosso exército fez na Galiza. Por esses serviços lhe foi dada a alcaidaria-mor do castelo da Lapela e o hábito do Cristo com 30.000 réis de tença (alvará de 28-4-1667). Casou em Viana do Castelo com D. Joana Velho. Filhos:

Nuno Vieira Guedes, segue.
Miguel Vieira Guedes, que casou em Aveiro a 5-111690 com D. Maria Saraiva de Vila Lobos (viúva do mestre-de-campo Nicolau Ribeiro Picado), filha de João de Figueiredo, de Mogofores, e de sua mulher Catarina Lobo de Oliveira, neta paterna de Bastião de Figueiredo e de Maria Ribeiro, e materna de. Domingos Dias de Vila Lobos e de sua mulher Maria da Luz Saraiva; sem geração.
Fernando Vieira Guedes, segue adiante.


Nuno Vieira Guedes, capitão de infantaria. Viveu em Viana do Castelo na freguesia de Nossa Senhora de Monserrate
/ 169 / e lá casou com D. Brites Maria de Bastos, filha de Vicente de Bastos, tenente da fortaleza de Viana, e de sua mulher Maria da Costa Pereira. Filhos:

Francisco Vieira Guedes, baptizado na freguesia de Monserrate a 3-10-1673, sem geração.
D. Maria Guedes de Vasconcelos, que foi a herdeira, e que casou com seu tio Belchior Correia de Vasconcelos, natural de Aveiro, de quem adiante se dirá
D. Josefa Teresa de Vasconcelos, que morreu sem geração.

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Miguel Vieira Guedes, filho de Diogo Vieira Guedes e de Ana Ribeiro, nasceu em Aveiro e foi baptizado na freguesia de Vera Cruz a 15-2-1608; foi juiz das cizas e dízimos dos pescados, em Aveiro, por alvará de 20-12-1649, e ali casou com Brites Soares de Vasconcelos. Filhos:

D. Ana de Belém, baptizada a 27-10-1635, freira de Jesus.
D. Maria Soares, baptizada a 6-3-1638; faleceu a 5-10-1658 e jaz em S. Domingos na sepultura de seus avós (S. Domingos ?).
Belchior Correia de Vasconcelos, segue.
D. Isabel, baptizada a 2-1-1645, freira em Jesus.
- D. Madalena, baptizada a 21-2-1650, idem.
D. Joana, baptizada a 11-5-1653, idem.
Manuel, baptizado a 6-3-1659.


- Belchior Correia de Vasconcelos viveu em Aveiro, onde foi baptizado a 13-12-1640. Casou a primeira vez a 2-10-1671 com D. Maria de Vila Lobos, filha de Domingos Dias de Vila Lobos e de sua mulher Maria da Luz Saraiva, de quem parece não teve geração; e casou a segunda vez em Viana do Castelo, por procuração passada a Pedro Vieira Guedes, com sua segunda sobrinha D. Maria Guedes de Vasconcelos, atrás nomeada, filha de Nuno Vieira Guedes, capitão de infantaria, e de sua mulher D. Brites Maria de Bastos. Tiveram uma filha, D. Brites do Menino Jesus, baptizada a 8-9-1691, que morreu sendo religiosa no convento de Jesus em Aveiro.

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Fernando Vieira Guedes, filho de Francisco Vieira Guedes e de D. Joana Velho, foi sargento-mor de infantaria na praça de Viana, e casou na mesma localidade então vila freguesia de Monserrate, com D. Isabel Maria Maciel, filha de Ventura Parente Braga e de sua mulher Margarida Maciel, da mesma freguesia de Monserrate. Filho:

António Vieira Guedes da Fonseca, cavaleiro da Ordem de Cristo e capitão da guarnição de Viana, onde / 170 / casou com D. Ana Maria Rosa Campelo, filha de Manuel Rodrigues Campelo e de Rosa Micaela Teresa, de Monserrate. Filhos:

Fernando António Vieira Guedes, segue.
António Vieira Guedes.
Francisco Vieira Guedes.
João Vieira Guedes.
D. Maria Rosa Vieira Guedes.
D. Rosa Josefa Vieira Guedes.

Fernando António Vieira Guedes, foi tenente-coronel do regimento de infantaria de Monção (isto em 1788) que guarnecia a praça de Viana e casado com D. Ana Josefa de Sá Gondim e «athe o prez.te não tem sucessão», escreveu o capitão-mor de Aveiro, Luís DA GAMA.

Acerca destes Vieiras Guedes encontro no Portugal Antigo e Moderno, de PINHO LEAL, voI. 10.º, pág. 359, esta referência entre outras a diversas casas nobres de Viana do Castelo ali citadas:

«Vieiras Guedes. Vivia esta família na rua dos Manjovos e tornou-se distinta nas armas. No tempo da guerra de Carlos III era seu chefe Fernando Vieira Guedes, sargento-mor de infantaria paga, que foi ajudante de sala dos generais conde de Alva e marquês de Angeja. Seu filho, António Vieira Guedes, seguiu também as armas, foi cavaleiro de Cristo, e faleceu em 1776, sendo coronel de infantaria. Foi casado com D. Ana Rosa Campelo, de quem entre outros filhos teve a Fernando António Vieira Guedes, que, seguindo também as armas, foi como seu pai coronel de infantaria e faleceu em 1792, tendo sido casado com sua prima D. Ana Josefa de Sá Gondim. Hoje em Viana não tem representação esta família.»

FRANCISCO DE MOURA COUTINHO
(Publicação póstuma)


NOTA DO COMPILADOR

Com estas três ligeiras noticias se dá por finda, a publicação da primeira série das «Genealogias do Distrito de Aveiro», que, mercê da generosa hospitalidade oferecida pelo Arquivo, saíram do anonimato e se salvaram de uma possível perda.

Não se garante ou promete a sua continuação, que fica dependente de várias circunstâncias embora se tencione fazer as possíveis diligências nesse sentido.

À Excelentíssima Direcção do Arquivo do Distrito de Aveiro, que tão generosamente tomou a iniciativa da publicação e pacientemente tem feito a revisão das provas, os protestos da minha perene gratidão.

FILIPE GASTÃO DE MOURA COUTINHO

 

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