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Quem arriscar uma saída
do conforto
Para contemplar o voo dos pirilampos
Ziguezagueando pelo escuro da noite
Cortando as trevas como meteoritos
E desaparecendo dentro do silêncio,
Poderá concentrar-se em meditação
Sobre pirilampos de cariz tecnológico
Rondando as moribundas esperanças
Orvalhadas por perturbadoras auroras
Já na esteira da maquiavélica dádiva
A elevar-se dos cafundós onde se forjam
Algoritmos sem luz, cegos, e sem alma
Apostados em nos lançar a todos, na pira
Onde arde o desumano fogo no absoluto.
Setembro de 2026 |