Escola Secundária José Estêvão, n.º 28, Abril de 2002

 

2002

Plano de Actividades apresentado pelo Conselho

Executivo à Assembleia de Escola

 

1. O que é importante

Importante mesmo é preparar a escola para as mudanças que a revisão curricular é. Importante mesmo é que a escola procure e encontre as forças necessárias para realizar eleições para novos órgãos de direcção e gestão que sejam capazes de efectuar as mudanças, sem complicações desnecessárias.


1.1 A revisão da escola

No próximo ano, a escola tem de dar livre curso ao pensamento que se possa transformar em acção. Toda a escola deve estar virada para encontrar as suas grandes definições:

* Escolher as áreas de estudo, tanto do básico como do secundário, e preparar a execução do que for decidido;

* Preparar a organização escolar para as novas durações das aulas, para as novas formas de avaliação, para as novas disciplinas e áreas de trabalho.

O Conselho Executivo propõe-se defender a acção da escola no conjunto das escolas da cidade, em complementaridade de serviços de educação e ensino com as restantes escolas. Durante o ano lectivo anterior, os diferentes colectivos discutiram a questão e essa discussão influencia o discurso oficial da escola. Os termos para participar em negociações do conjunto das escolas podem ser os seguintes:

No que ao ensino secundário respeita, parece-nos natural que a escola possa oferecer serviços de ensino nos cursos gerais correspondentes aos actuais:

* manter cursos gerais de ciências naturais, de ciência e tecnologia e de artes visuais;

* localizar numa escola da cidade / 36 / o curso geral de línguas e literaturas (podendo ser a José Estêvão):

* defender a localização na escola de um curso geral de ciências sociais e humanas.

De facto, a configuração da escola actual considera várias turmas do agrupamento científico-natural, uma turma do 2.º agrupamento que pode ser considerada de científico-tecnológico (com vista às engenharias e arquitectura) outras turmas do 2.º agrupamento genuinamente viradas para o que se considera artes visuais.

A turma do 4.º agrupamento (humanidades) só em parte pode corresponder a interesses de futuro que tenham a ver com línguas e literaturas e tem muito a ver com interesse nas ciências sociais e humanas. Considera-se que a pequena procura destes cursos está muito prejudicada pela dispersão em Aveiro e que a sua recuperação passa por criar um "nicho de qualidade" numa das escolas de Aveiro.

Relativamente aos cursos tecnológicos, defende-se a negociação levando em conta as indicações das organizações da comunidade, em particular do Centro de Emprego, mas também as condições em recursos humanos e de equipamento da escola. O estudo da situação permite-nos considerar como naturais da escola, se forem necessários, os cursos tecnológicos de informática, de desporto e de equipamento. Pode ainda considerar se a possibilidade de funcionamento de cursos como os de documentação ou outros que se revelem necessários, mesmo que para isso seja preciso reunir condições que ainda não estão disponíveis. Em toda esta discussão, pretende-se criar um ambiente de grande liberdade no que respeita à abertura de cursos, mas também no que respeita a fechá-los caso não se justifique o seu funcionamento ou os resultados revelem desajustamentos.

No que respeita ao ensino básico, propõe-se que a escola não tome iniciativas especiais. A escola continua a prestar os serviços de ensino básico que forem necessários á comunidade e forem decididos pelas instâncias competentes. Isto significa que a escola deve preparar-se para todas as decisões que a adequação á reorganização curricular do ensino básico e sua interligação com as novas realidades do ensino secundário exijam. As decisões da escola serão mais do tipo organizativo e de escolha de algumas  disciplinas      da competência da escola, ou de preparação para a leccionação de novas áreas e tratamento dos temas transversais.

O Conselho Executivo, em colaboração com o Conselho Pedagógico e especialmente com a Assembleia de Escola, vai facilitar ou mesmo promover iniciativas de esclarecimento, de modo a preparar a escola para as mudanças e a permitir o acompanhamento de todas as decisões que venham a ser tomadas. / 37 /

O Conselho Pedagógico está organizado por secções que estudam os grandes problemas da mudança.

 

1.2 As direcções das mudanças

Neste ano lectivo terminam os mandatos da maioria dos organismos dirigentes da escola. Em Março deste ano vão ser alertados para a necessidade de preparar eleições para o Conselho Executivo e para a Assembleia de Escola que irão dirigir a escola no triénio de 2002 a 2005. É necessário encontrar em clima de serenidade, mas de grande dinamismo, novos dirigentes. A organização escolar reúne todas as condições para fazer as transições de direcção e administração. O processo vai ser convocado com prazos muito alargados que permitam a preparação de todos os interessados em participar, apresentando candidaturas. O Conselho Executivo actual mais não fará que facilitar todas as participações, disponibilizando apoios e informações, realizará todas as suas funções até ao termo do seu mandato e preparará as condições para que as tarefas organizativas possam ser  efectuadas sem complicações de maior.

 

2. Os 50 anos do edifício

Em 2002, o actual edifício da escola faz 50 anos. As comemorações serão organizadas em colaboração com as outras instituições, em particular com a Associação de Antigos Alunos e com as novas Associações de Pais e de Estudantes. O Conselho Executivo promoverá e apoiará, em colaboração com a Assembleia de Escola, iniciativas comemorativas da efeméride que irão desde conferências sobre a educação e o ensino até festas com antigos alunos que terão lugar no dia 25 de Maio Procurámos que fossem realizadas obras que fossem inauguradas nesse dia 25 de Maio. Até agora, as obras nem sequer foram iniciadas e o Conselho Executivo continuará a insistir na concretização das obras de reparação e manutenção, em especial, na reorganização dos espaços para a administração escolar, instalações sanitárias dos funcionários docentes e não docentes, nos pavimentos e na construção de um auditório.

Tão rapidamente quanto possível, publicar-se-á o “Aliás” 28, com referência às comemorações dos 150 anos do Liceu de Aveiro. E far-se-á uma nova publicação referida aos 50 anos do edifício e às mudanças previstas.

 

3. As tarefas ordinárias

Para além da preparação da escola para as mudanças que se avizinham, o Conselho Executivo vai organizar a execução das tarefas necessárias.

Até Março, com audição do Conselho Pedagógico, vão ser formadas as comissões de professores e funcionários que vão organizar os processos das provas globais, dos / 38 / exames nacionais e a nível de escola, das matriculas e da constituição das turmas e preparação das distribuições de serviço para apoiar a feitura dos horários do próximo ano lectivo. O Conselho Executivo irá apoiar a realização, também a nível da logística, das visitas de estudo.

E é claro que o Conselho Executivo continuará a ser o facilitador das iniciativas dos Departamentos Curriculares, das Direcções de Turma, de grupos de professores e de estudantes, mas também das Associações de Estudantes e de Pais. E procurará fortalecer a participação de todos os elementos da comunidade educativa na vida da escola, bem como a intervenção da autarquia e das instituições que colaboram com o sistema escolar. O Conselho Executivo irá incentivar e promover relações protocolares com empresas e associações empresariais, outras escolas dos ensinos básico e secundário e com a universidade. Em particular, interessa fortalecer relações que permitam os estágios dos estudantes dos cursos tecnológicos, por um lado, e a realização dos estágios das licenciaturas em ensino da Universidade, por outro. Lamentando que não se tenham regulamentado os contratos de autonomia dentro dos prazos previstos, vamos realizar os acordos e protocolos necessários apesar da fragilidade que essa indefinição lhes trará.

O Conselho Executivo irá manter, até aos limites do possível, as suas acções de apoio ao ensino recorrente de adultos e a colaboração com as Juntas de Freguesia e com o Comando da Área Militar de S. Jacinto. Num primeiro momento, continuará a fazer esforços para restabelecer uma imagem de direito e de pessoa de bem do Ministério da Educação no cumprimento da obrigação para com os estudantes do ensino básico recorrente que foram abandonados.


4. Associações

O Conselho Executivo apoia a acção do Centro de Formação José Pereira Tavares, dentro da Associação das Escolas do Concelho de Aveiro.

Como Presidente do Conselho Pedagógico, o Presidente do Conselho Executivo continuará a integrar a Comissão Pedagógica do Centro e apoiará a participação da escola e dos seus professores e funcionários na realização de acções de formação. A escola apoia ao nível de recursos humanos o Centro de Recursos, apoiou e apoia a instalação e manutenção de uma sala do Centro de Recursos na escola para ser utilizada por professores e funcionários de todas as escolas e jardins-de-infância de Aveiro. Continuaremos a defender estas formas activas de ligação ao conjunto das instituições e ao conjunto dos professores e funcionários do Ministério da Educação, sem excepções. Esta instalação tem servido também para as acções de / 39 / formação promovidas por departamentos do Ministério quando se pretende responder a necessidades nacionais de formação que não podem ser supridas pelas intenções locais.

Apoiaremos a realização de acções para os professores e funcionários das escolas. O Conselho Executivo continuará a apoiar as publicações do Centro de Formação.

Para participar em parcerias, com vista a projectos relativos à utilização das tecnologias de informação e particularmente a participação no programa do Aveiro Digital, o Conselho Executivo espera da Assembleia de Escola apoio para a participação na constituição de associação, com personalidade jurídica, em que se integrem as escolas de Aveiro, as Associações de Pais e outras ou os professores individualmente considerados. A associação visará em primeira instância criar condições para o prosseguimento de projectos como o CASCO, TICTAC, ou do tipo do PROF2000 para além do quadro actual do financiamento pelo fundo social europeu.

Aveiro, 3 de Dezembro de 2001.

O Conselho Executivo.
 

 

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