JORNAL
N.º 10

MAIO 1993  Ano V


ESCOLA SECUNDÁRIA HOMEM CRISTO - AVEIRO
COLABORA NO ENRIQUECIMENTO DO TEU JORNAL

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PALETA DE CORES

Na turma B do 8º Ano, os nossos colegas fizeram uma experiência interessante no mundo da poesia e das cores. De entre o grande número de textos que chegaram às nossas mãos, seleccionámos apenas quatro, com grande pena nossa, já que era impossível apresentá-los todos. E a escolha foi difícil, porque todos eram interessantes.

Eu quero escrever coisas amarelas

Eu quero escrever coisas amarelas
amarelas
como o sol quando brilha
amarelas
como as areias límpidas do deserto
amarelas
como os cabelos loiros
daquela rapariga que pedia esmola na rua
amarelas
como um canário que canta na sua gaiola
amarelas
como a gema dos ovos que a galinha põe
amarelas
como os peixes que nadam suavemente
nas águas límpidas
do mar por entre rochas e búzios
Eu quero escrever coisas amarelas. 
Sílvia Goreti Alves Lopes da Silva, n.º 25

   Não quero escrever coisas cinzentas    

Não quero escrever coisas cinzentas
cinzentas como as cinzas do meu passado
cinzentas
como a mágoa que corre na minha alma
cinzentas
como os meus cabelos envelhecidos
pelo tempo que me vai comendo as entranhas
cinzentas
da saudade de quando eu era catraia
cinzentas
como o vento que desmancha o meu amor
Não quero escrever coisas cinzentas
Rita Madalena, n.º 20 (13-2-1993)

Eu quero escrever coisas amarelas

Eu quero escrever coisas amarelas
Amarelas
Como os raios do Sol
Amarelas
Como a fome, e a sede que a seca provocou
Amarelas
Como os cabelos loiros duma menina
que brinca com bonecas de pano
Amarelas
como o pássaro que me assustou
naquele lugar verde
Amarelas
Como os desertos em que o sol bate.
Eu quero escrever coisas amarelas.
Carla Silva, 8º B 12/2/1993

Poema às Cores

Azul
Eu quero escrever coisas azuis
Azuis como a manhã que acaba de nascer
e o mar nas rochas a bater. 

Verde
Eu quero escrever coisas verdes
Verdes como a floresta a desabrochar
e o rio a caminhar.

Branco
Eu quero escrever coisas brancas
Brancas como o dia de nuvens preenchido
e a noite de estrelas colorido.

Castanho
Eu quero escrever coisas castanhas
Castanhas como as árvores a cantar
e a terra a verdejar.

Preto
Eu quero escrever coisas pretas
Pretas como a noite a cair
e o gato a fugir.
 

Amarelo
Eu quero escrever coisas amarelas
Amarelas como o ouro a brilhar
e a liberdade a reinar.

Vermelho
Eu quero escrever coisas vermelhas
Vermelhas como o sangue que percorre as nossas
                                               veias
e as pequenas chaminés das casas das nossas
                                               aldeias.

Rosa
Eu quero escrever coisas rosas
Rosas como a rosa que está escondida no jardim
e deste poema que chega ao fim.

Alunos do 8º D (1992/93)

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