David Paiva Martins, Aradas. Um olhar sobre a segunda metade do século XX. 1ª ed., Aradas, Junta de Freguesia de Aradas, 2011, págs. 164 e 165.

ODE A ARADAS

 

Ó Aradas, Ó Aradas,
Linda freguesia d'Aveiro!


Saudosos campos do Crasto,

De milheirais verdejantes.
A Universidade d' Aveiro

Enche-os hoje d'estudantes.


Malhada onde a água da Ria,

Com montes de sal espelhados,

Se chama Eirô; onde havia

Moliço e junco empilhados.


Ai Aradas, ai Aradas,
Linda freguesia d'Aveiro.


Buragal, Barrega, Mourinho,

Vales verdes d'encantar.

Carocho, Canseira, Arregaça,

Frescas fontes a cantar.


De S. Pedro o esteiro,
Amarona e Carregueiro,
Pedra Moira e oleiro,
São coisas de recordar.


As azenhas acabaram.
Resta uma no Baixeiro.
As condições de vida mudaram,

Só nos ficou um moleiro.


Ai Aradas, bela Aradas,
Linda freguesia d'Aveiro.


Quatro lugares, quatro flores:

Verdemilho com suas hortas,

Bonsucesso das lavadeiras,
Quinta do Picado na lavoura,

Aradas das tecedeiras.

Quatro lugares, ó cantores!

A terra dos meus amores.


Ó Aradas, bela Aradas,

Linda freguesia d'Aveiro!
 

Aradas, 30 de Agosto de 2011

 

 
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