Acesso à hierarquia superior.

Eduardo Manuel Maia Figueiredo


Poema para Judas *

 

Por 30 dinheiros Me vendeste,
e foi assim que te perdeste.
Pelo seu dinheiro tu lutaste,
e assim Me conquistaste...

E eis, Judas que, como eu,
te demites do teu trabalho!
Dás aos outros o rebotalho:
TU MESMO, TAL COMO EU...

E eis que aflito, teu Patrão,
Te dá hipóteses, fala em solução!
E teus colegas, "amigos", que o são,
"homens do Mundo", p'ra mudar,
te dão a mão...NO SERRALHO:
"não tentes mudar o Mundo!..."

Não mudes tu O TRABALHO!
Deixa os outros com a ilusão,
De que o Mundo tu não mudas,
Oh Meu Amigo, que és Judas!

1 de Março de 1993 - 20h48

 

* - Este poema tem 8 sentidos, que nunca explicarei. A música chama-se "ABISMO”.

  Página anterior  Página inicial  Página seguinte