Camões... vulto desconhecido

Quisera eu ter tamanha grandeza
para cantar em sublimado verso
o grão poeta da gente portuguesa;
mas será que tentar eu o mereço?


Sua obra de epopeia li, extasiada.
Camões! Merece-o a Pátria portuguesa,
que nunca conheceu como foi amada
por um poeta que vestia de tristeza?!


Não foi compreendido: poeta ou guerreiro.
Foi ele entre os Príncipes o primeiro.
Foi ele entre os Homens o mais nobre.


Cantou, n’ Os Lusíadas a Pátria amada;
E a Pátria, injusta, não bebeu nada
naquela alma rica em corpo pobre.

                Vieira de Leiria,1959

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