O Presépio das Amizades



Quando era criança
assustava-me ao ver imagens
– esculpidas ou pintadas –
tinham os olhos abertos
sem pestanejar,
fixos em mim, sisudos,
como a repreenderem-me,
sem um gesto amigo,
sem uma bênção,
como a do meu padrinho
que me fazia um mimo
e me chamava «homenzinho»!

Mas... pelo Natal,
quando ia à Igreja,
pela mão da minha avó,
ver o Presépio em movimento,
sentia um Mundo Novo,
um Mundo cheio de ternuras:
MARIA ajeitava o berço
onde dormi o seu MENINO;
e JOSÉ, com a mão afectuosa,
abençoava MARIA;
e os REIS MAGOS, em graciosas vénias,
ofereciam prendas ao Príncipe JESUS!
Eu pasmava ante aquele cenário
de uma FAMÍLIA FELIZ!
– Um NATAL cheio de GRAÇAS! –

Cresci. Sou hoje um velho;
mas o presépio da minha infância
– esse – perdura na memória
como LUZ DE ESPERANÇA
de um MUNDO MELHOR,
onde cresça a FRATERNIDADE
anunciada por esse Menino!

É Natal! E nem só recordo
o lindo presépio da minha infância!
recordo também o presépio vivo
das AMIZADES que encontrei na Vida.

AMIGO: UM NATAL COMO UM PRESÉPIO
são os votos fraternos do

Bartolomeu Conde

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