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A velhice é lume e não
arde
Rio sem água na nascente,
É dia esquecido no poente
Com sonhos do sol da tarde.
De nada vale fazer alarde
Sobre a insegurança presente
Na velhice saudosa, carente;
Que Deus abençoe e guarde!
O reumatismo, o jardim
A tremura, cartas na mão
Asma, surdez, o chinfrim;
Trunfo é copas? Palavrão.
O ás batido e, chega o fim.
Logo após outros virão.
Manuel M Barreiro
Cavaleiro de Outros Torneios
Maio de 2026 |