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Perdida que foi a
estrela polar
E com ela, leme, vela, e direcção
Ninguém arrisca agora navegar
Nas convulsas ondas de solidão.
O vento louco que sopra a uivar
Semeia tristeza, morte, destruição
Fazendo toda a esperança naufragar
Nestas enchentes de contradição.
E entre a lucidez e certa alucinação
Vendo devastação, água, mau viver,
Eu balbucio uma profana oração
Rogando aos detentores do poder
Que aticem a chama da compaixão,
E não o tremeluzir deste invernecer.
Fevereiro de 2026 |