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Vivemos singular
conjuntura astral
Num misto de espanto e desolação
Porque há próceres da confrontação
Mancomunados, em delírio abismal.
Ora num amor cego, ora ódio visceral;
A bipolar moléstia alimenta a discrição
Da conjura e maquiavélica apropriação
À revelia do direito e da ordem mundial.
Perante isto, a humanidade em pasmo
Sentindo no pêlo o apocalipse a corroer
O amor, as amizades e o entusiasmo;
Convoca todo o humor para esquecer
O iracundo narcisista, com sarcasmo
E sonha alvoradas com outro amanhecer.
Abril de 2026 |