Aida Viegas, Pensar Alto (Poesia), Aveiro, 1992, p. 50.

Hino à Natureza

O sol a brilhar, o peixe a nadar,
O mar de mansinho, a areia a beijar. 
Que beleza a natureza!

Um par que namora à luz do luar, 
O nascer da aurora, aves a cantar. 
Que beleza a natureza!

A criança que salta, alegre a sorrir
E, aquela flor que acaba de abrir,
Os frutos maduros, a chuva a cair,
Trazem alegria, um belo porvir.

O vento que passa, além na floresta,
Enquanto os bichinhos se juntam em festa,
A árvore que dança, a neve que avança,
Tudo é alegria, é vida, é esperança.

E, há quem se atreva,
Se atreva a querer:
Matar a criança,
O mar poluir,
O sol tapar,
Esconder o luar
E, os bichos banir.

Não vêem que assim,
Não há mais porvir?
Nem aves, nem sol,
Nem flores,
Nem amores,
Não vão mais sorrir?
E a natureza,
Com sua beleza,
E o homem com ela,

Irão sucumbir?!


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