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Aos cinco dias do mês de Março de dois mil e dois, realizou-se
na sala trinta e
cinco, pelas dezassete horas e trinta minutos, uma reunião do
departamento de Línguas Românicas e Clássicas, com a seguinte ordem de
trabalhos:
- reflexão sobre a
reorganização curricular;
- apresentação
pelos diferentes grupos de trabalho dos resultados obtidos.
O coordenador iniciou a reunião realçando o empenho de
todos os elementos na realização
das diferentes tarefas sobre o assunto agendado. Referiu que hoje não será
realizada a leitura da acta da
reunião anterior, mas no próximo plenário.
Quanto às informações sobre o intercâmbio com a escola
de Paris, a subcoordenadora, Ana Paula Medeiros, agradece ao Conselho
Executivo, à escola e a todos os colegas que colaboraram nesta
actividade, em especial a Manuela Seiça Neves, Luzia Blard, Helena Silva
e Dora Sardo, bem como aos colegas que estiveram presentes, Alice Pinho e
José Caseiro. Informou ainda que a Semana Clássica da Escola Secundária
Homem Cristo irá decorrer este mês.
Quanto à visita a Itália, esta actividade ficou bastante
condicionada pelo número de pessoas inscritas, uma vez que estava pensada para
um mínimo de cinquenta pessoas.
Quanto às informações do Conselho Pedagógico, o colega
Abílio referiu que, no que
respeita ao alargamento da rede escolar do próximo ano, será alargada
a uma turma de Línguas e Literaturas; caso haja duas turmas, a
segunda será atribuída à Escola Jaime Magalhães Lima.
Os presentes foram igualmente informados que, no dia 15 de
Março, decorrerá uma palestra sobre o Consumismo, organizada
pelo departamento de Ciências Sociais e Humanas, tendo como público
alvo os 9º e 10º anos. No dia 13 de Abril, a Associação de Pais desta
Escola vai desenvolver um colóquio subordinado ao tema “A Escola, o
aluno e a Família" terminando com um convívio gastronómico.
Nos dias 25 e 26 de Março, paralelamente às reuniões de
avaliação, decorrerão sessões de divulgação sobre os cursos a
ministrar no próximo ano lectivo, com alunos das escolas
dos arredores e também com os nossos alunos. Caberá a cada
departamento desenvolver as actividades a dinamizar.
Quanto ao Concurso
Triângulo Jota, destina-se aos alunos do 7º ao 12º ano,
que deverão conhecer os diferentes livros para poderem concorrer. Basta
haver um só aluno para a escola
ser considerada como concorrente e poder receber os 50 livros de oferta.
Quanto aos coadjuvantes dos exames nacionais, o
departamento foi informado que já estão assegurados.
Passando à ordem de trabalhos, o grupo
de docentes do Ensino Básico considerou que os professores
escolhidos para as áreas curriculares não disciplinares devem pertencer
a áreas complementares (um de Letras e outro de Ciências). Quanto aos
pares pedagógicos, no Estudo Acompanhado, devem intervir em salas específicas
com recursos adequados (gramáticas, computadores, dicionários, etc.). A
Formação Cívica pode ser leccionada numa sala normal e, para a Área de
Projecto, deverá haver um armário para os alunos guardarem o material.
No que respeita à planificação das actividades a
realizar com cada turma, pensou-se em atribuir 0,5 bloco a inserir no horário de todos os professores de cada turma para
reuniões de planificação e actividades interdisciplinares.
Em relação ao segundo ponto das formações
transdisciplinares, podem ser promovidas de acordo com os programas e do
Projecto Curricular de Escola; o Conselho de Turma escolhe a disciplina, a forma e o modo mais adequado para a
sua concretização. Quanto à metodologia, ter-se-á em conta o
equipamento da sala e de acordo com as novas tecnologias. A Educação
Sexual será implementada na aula de Formação Cívica e nas restantes
disciplinas, de acordo com o Projecto Curricular de Turma.
Em relação ao terceiro ponto, o meio bloco deverá ser
dado à Língua Portuguesa, no 7º ano e, no 8º ano, deverá ser atribuído
a uma língua estrangeira I. No 9º ano, deve ser decidido pelo conselho
de turma do 8º ano em função das necessidades detectadas no fim do ano
lectivo anterior (ex.
insucesso ou reforço).
Quanto ao quarto ponto, entendeu-se que a carga horária
das línguas estrangeiras I, para o 8º ano, deverá ser de um bloco,
enquanto na Língua Estrangeira II deverá ser de um bloco e meio, o mesmo acontecendo no 9º
ano.
Em relação ao sexto ponto, as áreas a privilegiar no
projecto curricular deverão ser a Língua Portuguesa e a educação para
a cidadania (Prevenção da toxicodependência, Educação Sexual, Educação
de Valores).
Quanto aos elementos que
deverão fazer parte integrante do projecto curricular de turma e o modo
como deverão gerir a sua diversificação ou uniformização, entendeu-se
que deverá haver uma sincronização dos programas das diferentes
disciplinas e deverá haver uma definição dos critérios de avaliação
transdisciplinares bem como do tema da Área de Projecto e sua implementação,
acompanhamento e implementação. A planificação do Projecto Curricular
de Turma deve ser feito após um período inicial de observação e detecção
dos interesses e necessidades da turma.
No que respeita ao Ensino Secundário, o 1º grupo
subdividiu a sua apresentação em quatro partes:
- Competências básicas para o
10º ano;
- Actividades iniciais;
- Papel dos serviços de
Psicologia e Orientação.
- Planificação de trabalho em
conselho de turma.
A colega Fátima Bóia, porta-voz do grupo, referiu
que o aluno, no 10º ano, deve ter como competências básicas
saber:
- comunicar, oralmente e por
escrito, com clareza e correcção, utilizando adequadamente as várias
linguagens do saber (cultural, científico e tecnológico);
- descodificar enunciados
escritos, em especial os de função informativa;
- seleccionar os conteúdos
essenciais de uma mensagem;
- utilizar operações mentais,
de acordo com o seu nível etário, de modo a estruturar pensamento próprio;
- dispor de mecanismos básicos
de trabalho e autodisciplina;
- conhecer marcas temporais
significativas da cultura universal;
- usar línguas estrangeiras para
comunicar no quotidiano e para pesquisa pessoal;
- problematizar situações,
adoptar estratégias adequadas com vista à tomada de decisões;
- colaborar em trabalhos de
grupo;
- relacionar o corpo com o espaço
numa perspectiva promotora de saúde.
No que respeita às actividades iniciais
de detecção, deverá realizar-se uma diagnose oral e escrita, a
partir de meios diversificados que relevem o nível de competências
transversais/específicas. Quanto às actividades de registo, o docente
terá em conta fichas de registo de dados observados que mostrem o
percurso do aluno e o grau de evolução respectivo; o visionamento de
filmes/vídeos ou outros, bem como visitas de estudo. Quanto às
actividades de recuperação, o docente deverá ter em conta estratégias
de remediação, de forma recorrente; ou um encaminhamento para um
acompanhamento mais individualizado
em aulas de apoio ou salas de estudo, se não se conseguir superar
dificuldades.
No que respeita ao papel
dos serviços de Psicologia e Orientação, estes deverão:
- colaborar em situações patológicas,
no caso de dificuldades graves de aprendizagem;
- intervir a nível de
aconselhamento psicológico e de reorientação vocacional, no percurso
formativo dos alunos;
- apoiar e esclarecer o Conselho
de Turma acerca das fases do desenvolvimento dos jovens e respectivas
implicações, privilegiando o contacto directo com directores de turma ou
contactos através de outras situações.
Quanto ao último ponto, planificação de trabalho em
conselho de turma, é útil que haja uma articulação coordenada dos vários
conselhos (Pedagógico, de Directores de Turma e de Departamento) desde o
início do ano lectivo, de molde a conseguir uma uniformização de
linguagem, de critérios e de atitudes que constituam uma base-comum de
orientação para o primeiro conselho de turma.
Globalmente e corroborando tudo o que foi dito até aqui,
o segundo grupo entendeu que a disciplina de Língua Portuguesa deveria
ter uma carga lectiva superior, uma vez que valorizar a Língua Portuguesa
é pensar que esta é um instrumento de expressão em todas as línguas
e/ou disciplinas.
Quanto ao terceiro grupo, o porta-voz,
José Caseiro, apresentou as seguintes conclusões:
- Sobre a questão n.º 1 do
documento apresentado, concluiu-se que o decreto regulamentar responde ao
questionado.
- Os professores que orientem a
área de projecto devem ser de ciclo, desde que se satisfaçam as condições de estabilidade dos corpos docentes e discentes.
- O conteúdo desta resposta está
na alínea anterior.
Sobre a questão n.º 2, concluiu-se que deve ser dada
formação adequada aos
professores, sendo acrescida aos professores que já se encontrem na
carreira há mais tempo. Seria desejável que a escola tivesse equipamento
apropriado, instalações (sala de línguas, centro de recursos,
mediateca, etc.).
Sobre a figura do director de curso, concluiu-se
que:
- deve ser um professor do quadro
com formação específica nesta área e ter capacidade de liderança;
- uma vez que a sua escolha é da
competência do Conselho Executivo, deve também ser considerada a auto-proposta;
- cabem ao director de curso os
papéis de acompanhante e orientador do curso que supervisiona, apoiando a
escolha das saídas profissionais dos alunos. Deste modo libertaria o
Gabinete de Psicologia e Orientação para outras tarefas;
- deve ser participante de todos
os organismos escolares, excepto da gestão.
Quanto ao último grupo, teve alguma dificuldade em
relacionar estes aspectos com o ensino nocturno; no entanto considerou
importante privilegiar a área humanística, através de contributos das
artes, valorizando a parte artística e linguística.
Antes da conclusão da reunião, o colega Abílio alertou
os colegas para o problema da auto-avaliação e, com a aproximação do
final do segundo período, gostaria que surgisse material sobre o assunto.
Nada mais havendo a tratar, deu-se por encerrada esta sessão
da qual lavrei e secretariei esta acta.
O Presidente
Abílio Tarrinha
A Secretária
Graça Maria Pinto Gaspar da Conceição Rodrigues
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