Acta de 5 de Fevereiro de 2002


A
os cinco dias do mês de fevereiro do ano de dois mil e dois reuniu, reuniu-se em plenário, na sala 35 desta escola, o Departamento de Línguas e Literaturas Românicas e Clássicas, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto 1 - Informações
Ponto 2 - Dinâmica Global do Departamento
Ponto 3 - Avaliação
Ponto 4 – Reorganização curricular

 

Estiveram ausentes deste plenário os seguintes professores: Graça Rodrigues, Lídia Trindade, Lurdes Rosa, Maria Manuel Rocha e Susana Ruivo.

Iniciou-se o plenário com a leitura da acta da sessão anterior tendo sido aprovada com duas abstenções.

Cumprindo o ponto um da OT foram dadas as seguintes informações:

A sub-coordenadora de Francês lembrou que estava próxima a recepção aos alunos do Liceu Jean-Baptiste Poquelin com o qual temos um intercâmbio. Dentro das actividades integradas na recepção, consta um jantar a realizar na escola,  para o qual se apelou à participação dos professores;

A acção de formação sobre os novos programas de Língua Portuguesa mantém-se. A data provável de realização é 19 de Abril e é aberta a todos os professores de português do distrito. Será contactada a Universidade para cedência de  instalações. A acção de formação ocupará todo o dia e contará com a presença da coordenadora dos programas de Língua Portuguesa e de uma autora dos referidos programas;

O professor José Caseiro apresentou um novo projecto Comenius a submeter à Agência Nacional Sócrates, caso venha a formar uma equipa de participação. O projecto basear-se-á na “avaliação como apoio ao processo de ensino-aprendizagem” e terá a duração de três anos. Referiu ainda as vantagens que este tipo de projecto traz para a escola e professores e apontou as mais valias para a mobilidade de professores permitida por estes projectos.

A professora Alda Oliveira informou que os seus alunos do 9º B receberão os alunos do intercâmbio com uma escola búlgara, do dia 22 de Abril a 4 de Maio.

Foi apresentada ao grupo a colega Sofia Simões de Português-Francês do Pólo de S. Jacinto

Chamou-se a atenção dos professores deste departamento que leccionam 12º ano para o preenchimento da bolsa de correctores e da sua atempada inscrição até Março.

 

Sobre o ponto dois da ordem de trabalhos concluiu-se que:

a Semana das Clássicas está em marcha tendo as actividades sido agendadas para a primeira semana de Março.

A visita de estudo a Itália continua em organização, havendo de momento, 21 inscrições da escola além de outras pessoas também interessadas. A folha de inscrições passou novamente pelos presentes. Pediu-se uma decisão rápida aos ainda indecisos.

O trabalho sobre o regulamento do Prémio Literário José Estêvão está feito faltando apenas algumas alterações e sua aprovação no departamento. Ninguém se opôs às alterações ao regulamento do Prémio Literário de José Estêvão.

As homenagens, a cargo de Alice Pinho e Fátima Nunes, colheram o parecer favorável do departamento e centrar-se-ão, no plano da criação colectiva nas artes plásticas, , sobre a Associação Aveiro-Arte, que este ano comemora 30 anos; no plano da criação individual, sobre Cecília Sacramento, pelo conjunto da sua obra literária. Foi ainda aprovada a realização das homenagens para a semana de 20 a 25 de Maio, abrangendo o dia da Escola

 

O Ponto 3 da Ordem de Trabalhos ocupou-se da avaliação. Considerando que o tema era abrangente e envolvia uma reflexão aturada quer nos critérios quer nas formas de divulgação aos alunos e Encarregados de Educação, o coordenador do departamento propusera que o trabalho fosse feito em pequenos grupos dando continuidade ao que já tinha sido iniciado. Mas, uma vez que o trabalho feito era insuficiente, deverá ser completado, “com rigor e objectividade” (sic) para o Básico e Secundário, no Português, no Francês e no Latim. Dever-se-á pensar também no modo de divulgação destes critérios e conceber e operacionalizar grelhas ou fichas de auto-avaliação. O critérios a adoptar deverão ser bastante específicos. A linguagem a utilizar bem como os pesos percentuais a atribuir devem igualmente ser comuns. Outras formas de observação e avaliação devem também ser aferidas por todos.

A uma dúvida da colega Luzia Blard sobre o conhecimento dos programas, o coordenador informou que estava para breve uma acção de formação sobre os mesmos.

 

Na sequência das sessões de trabalho já realizadas, foi pedido aos professores que indicassem as equipas de elaboração das provas globais. No Português B, 11º ano, os nomes indicados foram Lurdes Rosa, Fátima Nunes e Helena Silva para a realização das provas; para a correcção, foram acrescentados a estes nomes Alice Pinho e Dulcínea Aires. No Português A, 11º ano, o serviço será assegurado por Alice Pinho e Dulcínea Aires. Todo o serviço de provas globais do Português A do 10º ano será assegurado por Fátima Bóia e Marisa Sá. Quanto ao Português B, deste mesmo ano, a distribuição de serviço é a seguinte: a elaboração da prova fica a cargo de Graça Rodrigues, Maria Manuel e Rosa Prata, sendo a correcção assegurada por todos os professores que leccionam este nível. Em todos os níveis, a matriz é realizada por todos os docentes que os asseguram.

 

Quanto à produção e avaliação dos critérios de avaliação, a Alice Pinho, como porta-voz do grupo de trabalho de Português do 11º ano, apresentou a seguinte proposta: 70% para os testes escritos, 10% para a participação na aula, (oral e escrita), 10% para ao trabalho extra-aula, 10% para atitudes e valores. Deu ainda conhecimento da ficha de auto-avaliação produzida, da aferição de instrumentos de avaliação para este período e da reflexão feita sobre essa matéria (leccionação dos conteúdos programáticos, estrutura do teste, conteúdos, notações, correcção, etc.)

A colega Manuela Seiça Neves interveio alertando para uma possível mistura de avaliações. Referiu que os trabalhos de casa são formativos e devem ser apenas objecto de uma apreciação pois têm uma categoria diferente da avaliação sumativa. Na sequência desta intervenção foi lembrado por Dulcínea Aires a prática corrente de não se atribuir uma notação qualitativa ou quantitativa aos trabalhos de casa, sendo apenas feito comentários descritivos ao trabalho realizado que apontem para a reformulação do que houver a mudar.

A professora Fátima Bóia, pelo Português A do 10º ano, propôs uma reflexão conjunta do 10 e 11ºs anos, partindo de elementos de trabalho já obtidos em reuniões parcelares por níveis. Foi feita uma grelha de auto-avaliação que está a ser aplicada no 10º ano. Apresentou ainda a proposta de estrutura dos testes do terceiro período, a saber: comentário de texto literário, 10 valores, o texto argumentativo, 5 valores e resumo, com outros 5. Quanto a percentagens, propôs o seguinte: dois testes por período lectivo; 80% para testes escritos; 10% para competências orais e 10% para atitudes e valores. Sobre a auto-avaliação foi vista uma ficha, de fácil preenchimento pelos alunos. O professor Albano informou em nome dos professores de Português B do 10 ano que se tentou adaptar uma ficha de auto-avaliação já existente no departamento.

No 12º ano de Português B, os resultados da reflexão serão apresentados oportunamente e propõem-se os seguintes valores percentuais: 80% para os testes, 10% para a oralidade, 5% para atitudes e valores e 5% para assiduidade e outros critérios.

A colega Dulce Reis deu conta da grande dificuldade na gestão do programa pela sua extensão e as poucas aulas disponíveis, às quais teria de descontar os testes e outras, bem como as dificuldades que sentidas na aplicação de todos os items constantes da grelha e na sua quantificação.

O coordenador do departamento disse, então, que, apesar de se terem encontrado formas de materialização da avaliação e de se terem encontrado critérios e estratégias comuns por níveis/anos, haverá que ter na noção que tudo será transitório e que a revisão curricular vindoura poderá alterar todo este trabalho. Em sua opinião, este trabalho realizado foi “um ensaio” um “exercício de treino”, sendo necessário fazê-lo também em relação às outras disciplinas afectas ao departamento, com vista à aplicação homogénea de critérios seleccionados e aferidos. O critérios (continuou) devem estar subjacentes ao sistema de avaliação em curso, devendo estudar-se, a nível de escola, a sua comunicação aos alunos e encarregados de educação, no início do ano lectivo. A colega Susana interveio, lembrando que os critérios aprovados servem também para o ano que vem, uma vez que ainda haverá no 10º e 11ºs anos alunos do actual sistema. Só no 10º ano da nova revisão curricular é que deverão ser aplicados.

 

No ponto 4 da OT, revisão curricular, o coordenador informou que, até 13 de Março, deverão ser apresentados em Conselho Pedagógico as grelhas preenchidas, depois de devidamente discutidas e analisadas através de um roteiro. Propôs que a discussão fosse feita por ciclos, básico e secundário. O grupo do básico será composto por Alda Oliveira, Graça Figueiredo, Dora Sardo, Albano Rojão, Ana P. Medeiros e professores estagiários. O secundário dividir-se-ia em várias equipas, a anunciar proximamente. Foi proposto que a 19 de Fevereiro se fizessem sessões de trabalho mais informal por equipas e que a 26 de Fevereiro houvesse uma jornada de reflexão sobre esta problemática, com vista à produção de materiais pedidos. A proposta foi aceite.

E nada mais havendo a tratar, encerrou-se a presente reunião, que vai ser assinada pelo Coordenado e por mim, que a secretariei.

 

O Coordenador

Abílio Tarrinha

 

O Secretário

Caseiro

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