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ACTIVIDADES
DESENVOLVIDAS
2007/2008
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Selecção de Excertos − 3/7 |
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Moliceiro desenhado com o empedrado em
calçada portuguesa - Aveiro, 2008. |
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“Quem souber andar a pé pela cidade e passear em torno de alguns lugares
inscritos no centro urbano, vai de certo encontrar painéis cerâmicos
vidrados e coloridos, mexidos pelas texturas irregulares pelos reflexos
cruzados. São painéis de Zé Augusto. São os que revestem faixas da
cidade e que nos conduzem o olhar. São alçados de fontanários que tornam
ainda mais fresca a água que brota das bicas (...) as mãos que ele
modela têm os dedos aos sulcos como montinhos de sal e as palmas da mão
são longas, planas e recortadas como os esteiros na ria.
Estas mãos que o ceramista modela no barro agreste da região têm a mesma
cor destas nossas terras feitas de lama e de mar. Feitas de areia e de
junco.”
Maria da
Luz Nolasco
Professora, Ex-Vereadora da Cultura da Câmara
Municipal de Aveiro,
Ex-Directora do Museu de Aveiro,
Actual Directora do Teatro Aveirense |
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“Nós, os de Aveiro, mesmo no céu, havemos de ter alguma saudade do fresco
panorama do sal, da alva sementeira das praias, da faina dos marnotos tisnados,
da graça ligeira das salineiras.”

Salinas de Aveiro - 2008
“Assim plasmado de Aveiro, com os beiços a saber a salgado, a pingar gotas da
ria por todo o corpo, por toda a alma, (...) eu sou uma nesga, embora minúscula,
desta deliciosa aguarela de Aveiro; eu sou um pedaço da nossa terra (...)”

Novo Estádio Mário Duarte - 2008
“Os nossos clubes
Eu aplaudo (…) aos clubes da minha terra (…) o «Beira-Mar», o «Mário Duarte», os
«Galitos», os outros todos cuja lista sairia com certeza incompleta da minha
pena; e, se nada mais lhes posso dar, dou-lhes ao menos, com mãos ardentes, as
minhas palmas de espectadores. (…) Viva o Beira-Mar! Vivam os Clubes de Aveiro,
(…)”
“A Ria de Aveiro
Olha-se para um lado: água, muita água, brisas, espumas, velas, barcos, moinhos,
areia e sol!
Olha-se para outro lado: tabuleiros de cristal, montinhos brancos expostos ao
tempo, marinhas, marnotos e salineiras, a planície, a imensidade, e, no fundo,
no extremo horizonte, a sombra quase imperceptível, a divina moldura dos
pinheirais!
Olha-se para trás: a cidade (…) é a cidade, é Aveiro!”
João Evangelista de Lima Vidal (1874-1958)
Bispo de Aveiro
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Passeando no Canal Central - 2008
“Aveiro é uma cidadezinha linda, cantante, arejada, que desabrocha como uma
fresca flor aquática, como um enorme nenúfar banco, de entre as águas que por
todos os lados a cingem, a atravessam em canais, a banham, a reflectem, a
espelham, lhe erguem um hino claro, tremente, entusiástico, apaixonado. É a Flor
das Águas, a Flor do Mar – e a água é a alma suprema, activa da paisagem.
Cercam-na vastas campinas verdes, cortadas de canais minúsculos, por onde
deslizam esbeltos saveiros; salinas que relampejam ao sol como cristais rútilos;
moinhos que gesticulam e batem asas sobre o vasto poder, todo ensopado de água;
rebanhos de vacas que pastam nos frescos lameiros; águas onde palpitam, em
maravilhosos jorros de luz, todos os reflexos, todas as imagens, ora ondeantes
como sombras, ora flamejantes como brasas, e, segundo a hora e a altura do sol,
umas vezes cor de turquesa, outras cor de safira, outras cor de nácar, outras
cor de coral – e tudo isto dando-lhe um aspecto de leveza, de frescura, de
graça, de intimidade repousante e doce.
Domingos Guimarães |
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