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"Patrimónios" – n.º 9, Dezembro 2011, Ano XXXI, 2ª série, 240 páginas


EDITORIAL

Comemorando o 10.º ano de vida desta revista, cá estamos, uma vez mais, a trazer a público mais um conjunto de artigos inéditos, tendo em conta a necessária valorização do Património Natural e Cultural da Região de Aveiro.

Há semelhança do número anterior, tivemos o grato prazer de contar com um conjunto de investigadores que connosco quiseram partilhar os resultados dos seus trabalhos, incluindo também alguns artigos provenientes de comunicações apresentadas nas "Jornadas de História Local – Património Documental Aveiro 2011", que decorreram na Biblioteca Municipal de Aveiro no dia 25 de Novembro de 2011. Essas comunicações, que inicialmente eram para ser editadas pela autarquia aveirense em volume próprio de Actas, são agora publicadas nesta nossa revista, ainda que com algum tempo de atraso, para que não se percam irremediavelmente. A esses autores, alguns dos quais colaboradores habituais da Patrimónios, aqui expressamos publicamente o nosso agradecimento.

Com estes contributos, foi possível trazer agora a público o nono número da "Patrimónios". A ADERAV conseguiu, uma vez mais, organizar esta publicação através de um equilibrado, interessante e diversificado conjunto de artigos que versam temáticas relacionadas com o Património Natural e Cultural da Região de Aveiro, nomeadamente nas áreas de: arquivística, arte sacra, biografia, correspondência, pintura, património florístico, património e arqueologia industrial, religião, entre outras.

Assim, esperamos ter cumprido, uma vez mais, os objectivos traçados a quando do lançamento deste projecto há dez anos atrás. Não fora um período de menor actividade da Associação, em que a periodicidade da Patrimónios foi quebrada, e estaríamos já a apresentar o décimo número. Também de forma a não quebrar, uma vez mais, a referida periodicidade, este número sairá com data de Dezembro de 2011, sendo a sua edição do primeiro trimestre de 2012.

Se nos primeiros anos de vida da "Patrimónios", chegámos a pensar que o Património estaria cada vez mais a salvo, tendo em conta a gradual sensibilização das populações para a necessidade da sua salvaguarda, uma década depois, parece estarmos a assistir a um retrocesso, tal é o número de situações quase impensáveis há alguns anos, em que o Património "clama" pela nossa intervenção.

O Património edificado parece estar a ser o alvo principal dessa "onda de interesses". A demolição de construções que há muito estão referenciadas como de interesse público, por um lado, e a construção de infra-estruturas que descaracterizam a paisagem, por outro, fazem-nos ter uma noção clara de que a razão de ser de uma Associação de Defesa do Património é cada vez mais premente. Por tudo isso, cá estamos uma vez mais.

Delfim Bismarck Ferreira


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