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6.º Encontro
Nacional de Motas antigas
O tema da antiga indústria motociclística da região aveirense voltou
a ser o mote de mais um Encontro Nacional de Motos Antigas, mais
propriamente, a sexta edição daquele evento nos actuais moldes. O Clube
Aveirense de Automóveis Antigos continua assim apostado em reavivaras
actividades relacionadas com as motas antigas, não esquecendo que na
origem do Clube estiveram tanto automóveis como motos.
Foi a oportunidade para, no passado dia 27 de Junho, se juntar um
belo conjunto de máquinas de outros tempos que, se bem que não
excessivamente muito numeroso (cerca de 50 motos), foi muito rico em
termos de conteúdo, pois viram-se verdadeiras preciosidades. As marcas
presentes foram muito diversificadas (Norton, Ariel, BMW, MatcWess,
Velocette, Jawa, Kreidler, Vespa, Lambretta, Honda, NSU, Triumph, CZ,
BSA, etc.) e foi bom ver um conjunto apreciável de side-cars, com
predomínio das BMWs (destaque para uma bela R18 de 1941) mas também
Norton ES2 de 1948. As motorizadas estiveram representadas por um par de
belas Florett e as scooters pela Vespa e Lambretta. A máquina mais
antiga era uma Velocette de 1935.
Um facto a destacar no passeio: a participação, no seu side-car
BMW, do incansável Sr. António José Moreira, que recentemente tinha
celebrado o seu 80.º aniversário. Um exemplo de paixão pelas motas e
pelo convívio com os outros amantes das máquinas de duas rodas!
O percurso desenrolou-se por bonitas e calmas estradas secundárias,
privilegiando as paisagens verdejantes e depois de um fausto e agradável
lanche numa quinta em Alquerubim, visitaram-se dois testemunhos da
antiga indústria de motorizadas da região: a antiga fábrica SIS-Sachs,
perto da Malaposta, que hoje tem o seu local ocupado por um armazém de
material cerâmico, e a Fundador, em Sangalhos, com o velho edifício dos
anos 30 ainda teimosamente de pé, mas a transmitir todas as penúrias do
abandono. Em cada local, foram feitas pequenas dissertações pelos
presentes conhecedores de cada caso, contando histórias e curiosidades,
procurando-se assim transmitir a todos um pouco mais de conhecimento da
nossa história recente na indústria mecânica.
Depois do almoço, o grupo fez nova passeata desta vez até à Caves
Aliança, para uma interessante visita guiada ao Underground Museum,
constituído uma por uma bela colecção de peças de arte de variados
temas, dispostos ao longo das galerias subterrâneas daquelas Caves. No
final, no meio de flutes de espumante fresquinho, deu-se por
terminado mais um encontro, com a distribuição das habituais lembranças
e a promessa que para o ano haverá mais e melhor.
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