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VIAGEM DE MOLICEIRO NO DIA

MUNDIAL DA LÍNGUA PORTUGUESA

No dia 5 de maio, a manhã abriu‑se luminosa sobre os canais de Aveiro e foi nesse cenário de água calma, céu limpo e cores vivas que os alunos de PLNM da Escola Secundária José Estêvão (ESJE) e da Escola Básica de São Bernardo (EBSB) se encontraram para uma Viagem de Moliceiro, promovida pelo Mediador Linguístico e Cultural do AEJE e integrada nas comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Durante cerca de 45 minutos, o moliceiro tornou-se espaço de descoberta e de encontro. Ao longo do percurso, um guia notável conduziu a viagem com conhecimento, proximidade e muito humor, partilhando histórias da cidade, episódios do quotidiano aveirense, referências à vida nos canais, às tradições, aos costumes e à memória coletiva. Cada explicação abria novas perguntas, cada episódio despertava sorrisos, curiosidade e atenção genuína.

Dia Mundial da Língua Portuguesa
 Passeio de moliceiro com alunos PLNM

Os alunos, vindos de diferentes países, línguas e percursos de vida, acompanharam o relato com interesse evidente e alegria partilhada. O passeio fez‑se conversa, escuta e aprendizagem viva: a língua portuguesa surgiu ali não apenas como objeto de estudo, mas como língua em uso, língua que aproxima, que explica o mundo e cria pertença.

Houve olhares atentos, comentários espontâneos, risos abertos — sinais claros de que aquele tempo foi plenamente vivido.

Este momento contou com a colaboração preciosa dos professores e técnicos acompanhantes, cujo envolvimento atento, disponibilidade e espírito de equipa foram essenciais para o sucesso da atividade. A todos, um agradecimento sincero pela forma cuidada e generosa como acompanharam os alunos, tornando possível uma experiência tranquila, segura e profundamente significativa.

Mais do que um simples passeio, esta Viagem de Moliceiro foi um gesto simbólico e concreto de integração, um tempo de partilha cultural e humana, onde a Língua Portuguesa se afirmou como lugar comum de comunicação, acolhimento e humanidade — celebrada não em discursos, mas na experiência viva de estar juntos.

Prof. José Paulo Santos

Mediador Linguístico e Cultural do AEJE

 

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