Editorial

Há momentos que interrompem a rotina dos dias e nos obrigam a olhar para o essencial. A vida escolar, tantas vezes preenchida por horários, reuniões, avaliações e projetos, é também feita de pessoas, de afetos e de laços humanos que só percebemos plenamente quando somos confrontados com a fragilidade da vida.

Recentemente, a comunidade do Agrupamento de Escolas José Estêvão viveu um desses momentos difíceis, na sequência do acidente que envolveu o professor José Eduardo Ribeiro, adjunto da Direção. O choque inicial deu rapidamente lugar à preocupação, à esperança e a uma enorme onda de solidariedade que uniu alunos, professores, funcionários, famílias e amigos.

Hoje, o Zé, como é carinhosamente tratado, encontra-se em franca recuperação e agraciou-nos com a sua breve presença na escola, pela qual somos gratos. Mais do que uma notícia feliz, esta recuperação lembra-nos o que tantas vezes esquecemos no ritmo acelerado do quotidiano: a vida é preciosa, frágil e profundamente extraordinária.

A nossa escola é um espaço de aprendizagem, mas também de humanidade. Nestes dias, aprendemos todos uma lição importante: nenhum cargo, nenhuma função e nenhuma tarefa é mais importante do que as pessoas. E quando alguém da nossa comunidade sofre, todos sentimos esse impacto. Por isso, esta recuperação é também sentida como uma vitória coletiva – uma vitória da esperança sobre o medo, da união sobre a adversidade.

Que este momento nos inspire a valorizar mais os pequenos gestos, as palavras de apoio, o tempo partilhado e a presença uns dos outros. Porque, no fundo, o verdadeiro milagre da vida talvez esteja exatamente aí: na capacidade de continuarmos juntos, mesmo nos momentos mais difíceis.

A comunidade educativa do Agrupamento de Escolas José Estêvão continua a acompanhar, com carinho e confiança, a recuperação do professor José Eduardo Ribeiro, desejando-lhe um regresso sereno, saudável e cheio de esperança.

Paula Antunes
Responsável pelo Jornal Escolar


Humanismo e proximidade – o coração do AEJE


Hoje em dia, vivemos num mundo muito rápido, onde nos sentimos muitas vezes afastados uns dos outros, mesmo estando ligados pelas tecnologias. É por isso que a escola tem um papel importante: não só o de ensinar matérias, mas também ajudar a formar pessoas mais humanas, mais solidárias e mais atentas aos outros.

É este o projeto educativo do AEJE que valoriza uma escola onde cada pessoa conta, onde há respeito, diálogo e entreajuda. Aprender não é só estudar para atingir resultados académicos, é também aprender a conviver, a ouvir e a compreender o outro. Esta proximidade encontra-se nas pequenas coisas do quotidiano escolar: um professor que apoia, um colega que ajuda, um funcionário que acolhe com um sorriso. São estes gestos que tornam a escola um lugar especial, mais seguro e mais humano, afastando o individualismo e o isolamento, cada vez mais comuns nos nossos dias. É importante lembrar que crescemos melhor quando estamos juntos. Por isso, o AEJE continua a apostar em projetos, atividades e formas de trabalho que aproximam as pessoas e reforçam o sentido de comunidade, porque juntos tornamo-nos mais humanos.

Educar com humanismo e proximidade é preparar os alunos para a vida em sociedade como cidadãos capazes de fazer a diferença. Estas são algumas das marcas que nos distinguem enquanto agrupamento.

Jorge Arada, SubdiretorFernando Delgado, Adjunto da DireçãoFátima Almeida, Adjunta da Direção
 

 

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