A. S. de Sousa Baptista, Senhores do Marnel, Vol. XIX, pp. 248-255.

SENHORES DO MARNEL

II

É sobretudo entre Douro e Minho que se vão procurar os troncos mestres da nobreza portuguesa, isto é, daquelas famílias que com D. Afonso Henriques fizeram a independência de Portugal e dilataram o seu território empurrando os mouros para o Sul. Não poderão fazer-nos acusação justa de mero bairrismo, se pretendermos fixar também alguns desses troncos, e dos mais importantes, no nosso distrito de Aveiro, pois, embora tal pretensão favoreça o nosso sentimento regionalista, não deixa, contudo, de processar-se nos domínios da verdade histórica, e é precisamente nesta virtude que assenta a sua justificação.

Quando depois da queda de Coimbra em 987, o traidor Froila Gonçalves, governando em nome dos árabes, tomou conta da região entre Douro e Mondego, muitos dos ricos homens, que nela viviam, abandonaram suas terras e foram viver para entre Douro e Minho. Foi um destes Egas Erotis, grande senhor de terras dentre Douro e Vouga. Fugiu para entre Douro e Lima, onde adquiriu propriedades por compra e outros meios legítimos. Vivia ali sua irmã Adosinda Erotis, casada com Froila Osoredir, pessoas gradas das melhores famílias da região. A este seu cunhado Froila Osoredir comprou a vila de Viaris, pela qual deu um cavalo, um vaso de prata, uma manta e um servo comprado aos mouros. Esta compra trouxe sérias desavenças entre os filhos de Egas Erotis e seus primos, filhos de sua tia Adosinda. Por largos anos discutiram a propriedade daquela vila, até que foi finalmente atribuída ao filho de Egas Erotis, Gonçalo, pelo imperador Fernando em 1053. Reconquistada a terra dentre Douro e Vouga, logo nas duas primeiras décadas do século XI, Egas Erotis voltou aos seus antigos domínios daquem Douro, onde morreu. / 249 /

Egas Erotis, por alcunha o IaIa, era casado com Eldonça Fromarigues e deste casamento vieram-lhe os filhos Gonçalo Viegas, Fromarigo Viegas, Pelágio Viegas e Mumadona Viegas.

Quando Afonso V conquistou Monte-Mor em 1015 ou 1016, Egas Erotis era já falecido, mas seu filho Gonçalo Viegas, confirmado pelo rei em todos os bens que herdara do pai e nos que adquiriu, foi ainda por ele elevado a conde governador de Coimbra, em sucessão a Mendo Luz, no princípio com a capital em Monte-Mor e, depois de novamente perdida esta praça, em qualquer ponto entre Douro e Cértima. E governou largos anos esta província, talvez até à conquista de Coimbra em 1064, pelo imperador Fernando.

Fromarigo Viegas, casado com uma Adosinda, foi pelo mesmo tempo governador de Lafões, como inculca o doc. de 1030, a pág. 164 do D. C., e foi pai do Suário Fromarigues e Gelvira Fromarigues, de que havemos de falar adiante.

Gonçalo Viegas foi casado com D. Flâmula, neta de D. Crescinio e foram seus filhos Pelágio Gonçalves e Fernando Gonçalves. Onde viveu o velho Gonçalo Viegas, onde viveu seu pai Egas Erotis? Dizem os documentos que este, depois que as terras a Sul do Douro caíram de novo em poder dos cristãos, sob a espora de Afonso V, voltara aos seus domínios dentre Douro e Vouga.

Se podermos fixar esses domínios que já lhe vinham de antepassados, temos uma pista para, com grandes probabilidades de acerto, buscarmos a zona de residência desta família. Ora os bens que Egas Erotis recebeu de seus ascendentes e que com outros que adquiriu transmitiu aos seus herdeiros, estendiam-se desde Sever até à Bairrada, sendo o maior número no concelho de Águeda. Dividiam-se estes bens em salinas e herdades-Vilas. Eram as salinas situadas em Aveiro, em Sá e em Eixo. (Eu penso que a este tempo ainda o leito do Vouga era bastante fundo para por ele subirem as marés até muito acima de Eixo. Só desta maneira se explicam as salinas «in Exso», a que se refere o doc. da pág. 230 do D. C. e as de Alquerubim mencionadas a pág. 262). Depois vinham as vilas de Loure, Lamas, Cristelo, Arrábel-Valongo, Fermentões, Pedaçães, Serém, Jafafe, Segadães, Fermentelos, Paradela-Recardães e um casal em Águeda – o casal de Lausato, de que nasceu a vila actual – parte de Bolfiar, Cederim e Paradela do Vouga.

Além destas, havia outras ao Sul do Douro e até além deste rio, mas estas foram adquiridas em grande parte pelos herdeiros de Egas Erotis, sendo poucas as que pertenceram a este. Pode dizer-se que a grande massa de propriedade da família estava situada na zona protegida pelo Castro Marnel que a esse tempo tinha ainda erguidas as suas muralhas, / 250 / com grande poder defensivo. Era a civitas Marneli, citcunscrição administrativa e militar, a cuja defesa presidia o monte fortificado do Marnel (Doc. Med., pág. 250).

O imperador Fernando foi, sob algum aspecto, no século XI, o que D. João II foi no século XV. Rei habilíssimo, conseguiu transmudar a antipatia com que foi recebido, ao subir ao trono, por virtude da sua qualidade de sangue real navarro, em forte movimento de apoio e cooperação. Foi grande a transformação social. Sem perseguir os velhos condes, governadores de províncias com tal independência, que o poder do rei foi em muitas conjunturas quase nominal, Fernando cautelosa e prudentemente dividiu estas províncias em pequenas circunscrições, se é que não aproveitou as já existentes, e pôs à sua frente mordomos e juízes seus, escolhidos entre as famílias gradas dessas mesmas províncias, descendentes dos antigos povoadores ou vindas daquela burguesia que começava a crescer em volta dos mosteiros e dos lugares fortificados. O imperador conheceu, logo de início, o sentimento nacionalista da gente de aquém Minho; alcançou-o na sua natureza e na sua extensão. Apercebeu-se de que se não tratava propriamente de um anseio de liberdade política completa com quebra dos laços de obediência e respeito aos reis de Leão: pretendiam apenas uma vida própria, separada das das outras províncias, em que os mordomos, juízes, alcaides e todas as outras autoridades que representavam o poder real fossem escolhidos dentre os seus, não viessem de outras províncias, sobretudo da Galiza. O sentimento de independência de Portugal afirmou-se sempre muito mais intensamente contra esta província do que contra as outras.

Fernando, longe de contrariar este sentimento, foi ao seu encontro, ajudou-o e esta foi a grande razão do seu triunfo. São muitos os mandantes, mordomos, juízes, do Minho à Bairrada e todos eles pertencentes a famílias portuguesas, que não faziam parte da nobreza. Simples Milites. Só havia três infanções pelo mesmo imperador nomeados.

As duas grandes famílias da alta nobreza dominantes em Portugal, a de Mumadona e Gonçalo Muniz, iam perdendo pouco a pouco o seu prestígio. O Conde Mendo Nunes, representante daquela, foi respeitado por Fernando, mas ele não era mais o que fora seu avô, o Conde Gonçalo Mendes, o protector de Guimarães que sempre viveu em suas terras e entre os seus homens. Mendo Nunes, falecido em 1053, vivia na corte e vinha de quando a quando visitar o seu condado – «ad multis vero dievos surrexit dux Menindus Nunnes in terram Portugalense» – diz o doc. de fls. 234 do D. C. O filho deste conde, o Conde Nuno Mendes, morto no Cávado em luta contra o rei, tem vida apagada e foi o último conde desta família. / 251 /

Podia mencionar aqui as ricas famílias portuguesas então dominantes se o permitissem os propósitos do Arquivo de Aveiro, sensatamente limitados ao distrito. Também essa menção alongaria este artigo e roubaria espaço a matérias de mais interesse. Volto, pois, ao velho Gonçalo Viegas.

Logo depois da conquista de Monte-Mor por Afonso V, deu este o governo da província ao seu general – Conde Mendus Luz. Aquela praça pouco tempo esteve em poder dos cristãos, porque os mouros reconquistaram o terreno perdido até ao Cértima, aproximadamente. Nesta altura, o Conde Mendus Luz passou a governar a Terra de Santa Maria, e Gonçalo Viegas governou a região entre esta e a nova linha divisória dos mouros. Entre esta linha e o Vouga, constituiu-se o velho Julgado de Vouga. Para o Norte deste rio ainda não pude descobrir até onde chegava o poder de Gonçalo Viegas, isto é, o limite Sul da Terra de Santa Maria. É certo que Gonçalo Viegas firma muitos documentos relativos a actos e contratos, no território da sua circunscrição ao Sul do Vouga.

Dissemos que a maior parte da riqueza fundiária de Gonçalo Viegas estava situada na – «Civitas Marneli». Esta propriedade tinha sido herdada de seu pai, Egas Erotis. Se este vivia nas suas terras antes de fugir à invasão de Almançor, se a elas voltou quando foram recuperadas quinze ou vinte anos depois, de supor é que tivesse no Marnel a sua habitação. E como governador de terra, que sofria com frequência as algaras Mouriscas, de necessidade era que vivesse sob protecção das muralhas que defendiam a mesma terra.

No MarneI, pois, deviam ser seus Paços. No princípio do século XV, ainda as muralhas do MarneI estavam de pé, ao menos as da Alcáçova pequena, no Cabeço que hoje chamamos da Mina. Mas também as da Alcáçova grande – no Cabeço Redondo, tinham ainda, aqui e ali, restos de panos, que defendiam o seu antigo contorno. Dentro destas subsistia ainda naquela data um local com o nome de Paço. E este nome conservou indubitavelmente a memória das casas onde viveu a autoridade mandante no local. Considerando estes factos, já facilmente compreendemos porque o Livro Velho de Linhagens e o Nobiliário do Conde D. Pedro chamavam ao nosso D. Gonçalo Viegas – D. Gonçalo Viegas do Marnel). (Livros de Linhagens, págs. 176 e 289). E também os documentos do mosteiro de Pedroso chamavam Fernando Gonçalves e Pelágio Gonçalves do Marnel, aos filhos de D. Gonçalo Viegas.

Vamos deixar o que dizem os livros de Linhagens sobre estes fidalgos do Marnel, para seguirmos documentos lidos como autênticos, publicados uns pelos D. C. e outros referidos na Beneditina Lusitana / 252 /

Fernando Gonçalves do MarneI casou com Ilduara Arias, filha de Arias Eitás (D. C., pág. 244) de que lhe vem a filha Elvira Fernandes. Esta Elvira Fernandes casou com D. Mem Viegas, filho de D. Egas Gomes de Sousa e neto de D. Gomes Echigues.

Gomes Echigues era um dos três infanções entre os quais o Imperador Fernando dividiu o governo de Portugal. Eram os outros, Godinho Viegas e Mendo Gonçalves, este, filho de Gonçalo Transtamires. Todos nados e criados em Portugal. Gomes Echigues serviu o Imperador Fernando, como seu filho Egas Gomes de Sousa serviu o rei Garcia, de 1066 a 1071, e seu irmão Afonso VI; no governo das terras que lhe estavam confiadas sucedeu-lhe o filho D. Mem Viegas, que governou durante toda a vida de D. Teresa. O seu casamento com Elvira Fernandes do Marnel ligou assim as duas famílias Senhores do Marnel e a dos Sousas dentre Tâmega e Sousa. D. Gonçalo de Sousa, filho de Mem Viegas e Elvira Fernandes, mordomo de Afonso Henriques, casado com uma sobrinha do rei – Urraca Sanches, filha de sua irmã Teresa Afonso, foi o homem de maior nobreza do nosso rei e talvez o que maior serviço lhe prestou. E foi a dentro de Portugal independente o tronco da poderosa família que marcou, através dos séculos, posição dominante na orientação dos seus destinos. Glória para o distrito de Aveiro, maior ainda para o velho Castro do Marnel, ter visto nascer e viver dentro das suas muralhas aquela fidalguia que, com D. Teresa e Afonso Henriques, fez e sustentou a independência de Portugal.

Voltemos agora ao irmão de Fernando Gonçalves: ao Pelágio Gonçalves.

Este filho de Gonçalo Viegas acompanhou o pai e o irmão no governo de suas terras durante os reinados de Afonso V, morto em 1027, de Bermudo III e Fernando. Eles confirmam em numerosos documentos desta época relativos a elas. O reinado de Bermudo foi perturbado por várias incursões dos mouros e também pelas arrancadas feitas pelos cristãos sobre territórios do domínio mourisco. Montemor-o-Velho que fora conquistado por Afonso V em 1015 ou 1016, perdera-se, pouco depois, para ser reconquistado por Gonçalo Transtamires em 1034 e em seguida de novo perdido. Em 1045 fizeram os mouros grande incursão em Terra de Santa Maria, sendo derrotados em Cesar pelo rei Bermuda. – Esta data, que nos é dada pela Chronica Gothorum, deve estar errada, porque em 1045 já não vivia Bermudo, falecido em 1035. – É possível que a era MLXXXIll tenha um X a mais.

Em 1047, Pelágio Gonçalves com sua mulher Goto Soares, comprou uma herdade em Pedroso. O documento é / 253 / confirmado por seu irmão Fernando Gonçalves e por seu tio Fromarigo Viegas, por alcunha O Saci, (D. C.. pág. 218). Em 1049, num documento em que o imperador Fernando confirma certos privilégios ao mosteiro de Guimarães, o velho Gonçalo Viegas do Marnel confirma ao lado de muitos outros senhores de Portugal, (D. C., pág. 227). Em 1050 Gonçalo Viegas e sua mulher Flâmula fazem inventário de seus bens (D. C., pág. 230). Em 1055 o imperador Fernando põe termo definitivo à questão entre os filhos de Egas Erotis e os de sua irmã Adosinda sobre a propriedade de Viariz, a requerimento de Gonçalo Viegas.

Esta família foi grande protectora do mosteiro da Vacariça. A mulher de Pelágio Gonçalves – Goto Soares, seu cunhado Recemundus Mamelis, fizeram-lhes avultadas doações.

Infere-se assim da documentação que foi grande o prestígio desta família durante o reinado de Fernando. Depois, porém, que este conquistou Coimbra em 1064 e confiou o governo de todo o território entre o Douro e Mondego, de Lamego até ao mar, a Sisenando, tudo se modificou. Os largos poderes confiados a este homem tinham forçosamente de chocar-se com os da velha família do MarneI e com os das famílias dominantes na Terra de Santa Maria. Sisenando depois de expulsar os mouros de toda a terra que lhe foi confiada, permitiu que fosse apresada pelos cristãos e desta maneira se operou um movimento de presúria entre o Douro e Mondego, semelhante ao que, dois séculos antes, se processou entre Minho e Douro, por ordem do rei Afonso III. Os documentos guardaram informações abundantes deste movimento.

Sisenando parece ter ultra passado os limites da propriedade dos árabes, pois contestou os direitos de alguns senhores de terras, mesmo na parte que já a antes da tomada de Coimbra estava sob o domínio cristão. É assim que Pelágio Gonçalves faz em 1077 inventário de seus bens, depois de ter reclamado alguns de Sisenando, conforme lhe tinham sido reconhecidos pelo imperador Fernando, por intermédio dos mordomos que este tinha então governando a Terra de Santa Maria, Diogo Tructesindes e seu filho Mendo Dias. E Pelágio Gonçalves esclarece o assunto dizendo que Sisenando era «suo inimico». (D. C.. pág. 334).

O período que decorre da morte do rei Fernando em 1065 e a ocupação do trono de todos os seus estados por seu filho Afonso VI, isto é, aquele período em que reinou em Galiza e Portugal o rei Garcia, é muito obscuro. Não encontro os senhores do MarneI ao lado do rei Garcia, e não estando também com Sisenando amigo e partidário de Afonso VI, persuado-me de que viveram um pouco afastados / 254 / das convulsões políticas e em franco declínio de poder pessoal.

Com a subida ao trono de Afonso VI, a hábil política centralizadora de seu pai com o respeito dos particulares sentimentos de cada província, sofreu rude golpe. As províncias viram-se governadas por homens que lhe eram estranhos, alguns nascidos além fronteiras de Espanha. E foi a compressão do secular sentimento de vida separada, de governo da terra por gente nascida e criada nela, embora dentro do maior respeito pelo rei comum, que transformou esse sentimento em ânsia de liberdade completa, de independência política, administrativa e religiosa. Já foi, porventura, uma reacção desse sentimento que forçou Afonso VI a separar os governos da Galiza e Portugal, que antes tentara ter sob o governo único do Conde Raimundo; foi-o seguramente contra Teresa, quando esta tentou com seu marido ou amante Conde de Trava, colocar os portugueses na dependência e obediência dos galegos. Durante este longo período que abrange as últimas três décadas do século XI e três primeiras do século XII, os descendentes de Gonçalo Pelágio multiplicam-se como proprietários, sem outra categoria de nobreza que não fosse a de simples milites e sem outro prestígio que não fosse o que lhe vinha da condição material de sua fortuna. Do Marnel, cujas muralhas continuaram de pé, não eram mais senhores (D. M., 250). As famílias em que o decorrer de dois séculos se subdividiu a do primeiro fidalgo do Marnel Egas Erotis, eram numerosas entre Douro e Mondego, e mesmo para além Douro. Por hoje só falarei em mais uma – de Fromarigo Viegas, filho de Egas Erotis.

Fromarigo, casado com Adosinda, foi, como disse, governador de Alafões ou parte desta região em tempo de Afonso V e talvez mesmo de Fernando. Suário Fromarigues e Gelvira Fromarigues foram dois de seus filhos. Esta professou, aquele casou com Elvira Nunes. Não foi o fundador de Grijó, mas foi o seu grande protector, o que o transformou num grande mosteiro, e foi à volta deste que a sua família se desenvolveu. Vida longa, serviu o imperador Fernando, seu filho Afonso VI e ainda D. Teresa. Aparece-nos confirmado em vários documentos destes reis. Foi um dos mais ricos senhores de Santa Maria.

Fromarigo teve numerosa descendência. Conto-lhe dez filhos – Nuno – Sueiro – Paio – Pedro – Ero – Maior – Adosinda – Ermesinde – Todo – Salvador. Estes são os Soares, antepassados dos mesmos Soares que ainda hoje povoam a Terra de Santa Maria.

Suário Fromarigues morreu em 1110 com numerosos companheiros que sob seu comando iam a Santarém. Deram neles os mouros de surpresa quando descansavam. A Crónica / 255 / dos Godos perpetuou a memória destes portugueses heróis da reconquista. Era MC.XLVIII. Factum est magnum infortunium super christianos qui ibant ad Sanctarem in loco qui dicitur Vatalandi ... lbique mortuus fuit Suarius Fromarigis pater Domni Nuno Suariz, qui erat dux super eos.

É com profundo respeito e fundado orgulho que olho os desmantelados restos de muralhas que ainda teimam em afrontar o tempo no alto do Monte MarneI; TAMBÉM ALI NASCEU PORTUGAL.

AUGUSTO SOARES DE SOUSA BAPTISTA

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