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Onde achar esse pouso ambicionado,
essa doce mansão, que ansiosa aspira
minh'alma – Prometeu
acorrentado –
fitando o céu, translúcida safira?
Onde achar esse páramo sonhado,
distante, bem distante da mentira,
deste drama da vida, este enredado
drama triste em que o mundo nos admira?
Clamo, peço, interrogo e a própria ciência
um alívio não tem, uma esperança,
para a dor dessa negra contingência!...
Esquece, oh, alma inquieta, e enfim descansa;
esquece essa fatal reminiscência
– esse pouso, esse céu, essa lembrança!
Rio de Janeiro – 1906
Domingos Magarinos
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