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Tristes Árvores, coitadas,
que descorada tristeza
nas suas pobres ramadas...
que sabem da natureza?
Não dão a sombra a quem passa,
sua sombra fresca e verde;
o claro manto da graça
na de altas casas se perde.
Lá longe, o campo… e bebendo
o chão pl'as fortes raízes,
vão suas irmãs crescendo,
– árvores livres, felizes.
Perdem a rusticidade,
sua fecunda beleza,
as árvores da cidade...
que sabem da natureza?
Podam-nas. Tesouras frias
aparam ramos espertos,
que são os braços abertos
da alma das romarias.
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