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Boletim n.º 20-21 - Ano XI - 1993

Zé Portugal

João Evangelista Campos

 

Há, ainda, muita gente que conheceu o Zé Portugal, alfaiate-costureiro (como ele, a si próprio se reclamava), que teve a sua oficina na Rua de Coimbra. Mais tarde, para a Avenida Central (hoje do Dr. Lourenço Peixinho) transferiu a sua oficina e anexou-lhe um estabelecimento de camisa ria que, ainda hoje, existe e é explorado por suas filhas.

Era um profissional muito competente e especializado na confecção de fardas e fatos de cerimónia.

É minha convicção de que parte das pessoas que o hajam conhecido não saibam que ele tinha a sua veia poética, e era um aveirense dos de quatro costados.

Depois de eu já ter publicado no "Litoral" algumas das ACHEGAS PARA A HISTORIOGRAFIA AVEIRENSE, o Zé Portugal, para me demonstrar o interesse que tinha pelo que se passava na nossa cidade, ofereceu-me alguns dos seus trabalhos poéticos, feitos anteriormente à publicação das minhas ACHEGAS, oferta que recebi com muito interesse e guardei com muito carinho, aguardando oportunidade de, deles, dar conhecimento público.

Por gentileza dos responsáveis pelo Boletim Municipal de Aveiro e do Assessor Cultural da C.MA, tenho, agora, possibilidade de dar a conhecer ao público, que se interessa pela história da nossa terra, as referidas poesias; e faço-o com muito prazer, e julgo prestar, desta forma, homenagem a um cidadão que, modesto embora, soube aliar à sua veia poética o amor à sua terra.

Nas quadras Da Gente do meu Bairro, o Zé Portugal aprecia e elogia as qualidades da gente simples da Beira-Mar; no poema Recordando – Revivendo, conta costumes e factos passados na nossa cidade; e no Do meu mundo, descreve, com muito conhecimento, o trabalho árduo dos salineiros.

Afastando-se dos assuntos referentes a Aveiro, mostra-nos em Aos bem instalados na vida os seus bons sentimentos e a sua alma bem formada.

Seguem-se os versos: [na pág. seguinte]

 

 

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