Rolando Melo, Autopsicografia e outros poemas

Autopsicografia

O poeta é um palhaço
Neste circo que é a vida
Jamais percebe o seu passo
Na merda que vai ser lida.
E os que se atrevem na senda
Da negra presença escrita
Não pensam; nem uma lenda
Teria em si tanta fita.
E assim perante a tristeza
Cruel de escrever poemas
Sentem-se todos à mesa
Que o prato é Caio Mecenas.


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