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Aos
catorze dias do mês de Janeiro do ano de dois mil e três,
reuniram-se, na sala trinta e cinco,
pelas dezasseis horas e trinta minutos, os professores do oitavo
Grupo A e B da Escola Secundária José Estêvão,
obedecendo a reunião à seguinte ordem de trabalhos:
Ponto um - Informações;
Ponto dois - Coordenação das Actividades por Cursos/Anos e
Disciplinas;
Ponto três - Reflexões sobre a Reforma do Ensino Secundário;
Ponto quatro - Outros assuntos.
Estiveram
presentes todos os professores à excepção de Amélia Coelho do SEUC.
A
leitura da acta da última reunião foi lida pela professora Fátima Nunes
e foi aprovada por maioria com duas abstenções.
A
professora-Directora do Departamento de Português,
Graça Rodrigues que, juntamente com as professoras Fátima Bóia e
Luzia Blard, representantes respectivamente das disciplinas de Latim e
Grego e Francês, presidiam às actividades, começou por propor à
consideração dos colegas o horário da biblioteca da escola a fim de que
esta pudesse estar aberta das nove às dezoito horas.
O
professor Jorge Gomes, coordenador da sala de estudo, pediu aos
circunstantes que contribuíssem, na medida das possibilidades de cada um,
no tomar conta da referida sala, abandonada a actos de vandalismo por se
encontrar entregue, na maior parte do tempo, apenas aos alunos. O material existente for
a desaparecendo e a professora Alice Pinho alvitrou que se arranjasse novo
material na sala de Grupo com livros de professores que já tivessem
suspendido a actividade docente e que, em simultâneo, se zelasse pelos
documentos existentes no gabinete. A professora Graça pensava reorganizá-lo
coadjuvada pela colega Luzia Blard que, por sua vez, falou na possível
eliminação de alguns dossiês mais antigos, sobretudo relacionados com
os estágios da disciplina de Francês, e outros, os quais acabaram há
anos a esta parte. O professor/director da biblioteca, Albano Rojão,
estava convicto que os documentos que tivessem mais de cinco anos poderiam
ser armazenados no sótão da escola.
A
professora Graça informou que a exposição organizada pelo Instituto
Superior Técnico -
Engenho e Obra -
estará patente ao público, em Lisboa, de oito de Janeiro a dois de Março,
na Cordoaria Nacional e os interessados deveriam organizar-se em grupos
pequenos.
Quanto
ao Projecto Curricular da Escola tinha-se chegado entretanto à conclusão
de haver professores disponíveis para a leccionação das Tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC). Recomendou a leitura de alguns pontos.
E artigos dos textos do documento
Reforma do Ensino Secundário para discussão reflectida sobre o
Estatuto Disciplinar do Aluno do Ensino Não Superior. A professora Alda
interveio para aludir ao agravamento das chamadas medidas disciplinares.
Num
segundo momento, generalizou-se a discussão à volta da recém-chegada
informação dos serviços do C. A. E. A.
sobre as provas globais no ano de dois mil e dois/dois mil e três:
não teriam lugar enquanto instrumento de aferição obrigatório e, por
conseguinte, não haveria para as mesmas interrupções lectivas, mas, se
as escolas o entendessem, poderiam
realizá-las. A professora Dulce Reis achou que se não haveria interrupção
obrigatória o sistema de realização resultaria complicado.
Os
professores Albano Rojão, Susana Santos e Manuela
Seiça Neves aceitavam a hipótese de realização de provas mas só
em termos individuais e não globais.
A
professora Luzia Blard alvitrou que em cada reunião de planificação se
insistisse em pontos considerados fundamentais e estes constituiriam a
base de mais uma prova-elemento para a avaliação, proposta esta que
mereceu subsequentes comentários à professora Dulce Reis: as provas
serviriam para rever o caso de alunos, como consolidação de base, em
anos intermédios. Apresentou, porém, as suas dúvidas sobre vários
aspectos como, por exemplo no que respeitava ao ritmo de aprendizagem dos
alunos. A professora Suzana Santos defendeu o teste de preparação
tipo-exame, ainda que mais individualizado, com o que concordou a
professora Manuela Seiça Neves. Por sua vez, a professora Fátima Nunes
concordou com a posição da colega Dulce Reis. Luzia Blard foi de opinião
que se deveria deixar o último mês para um teste do tipo consolidação
de conhecimentos.
A
professora Maria Manuel considerou que os últimos dias do ano lectivo
deveriam dar tempo, e não apressarem, a forma de leccionação dos conteúdos.
Pensava que fazer matrizes para várias disciplinas poderia
provocar a confusão a nível pedagógico-didáctico. A professora Dulce
Reis reiterou não concordar
com as provas globais por as achar uma sobrecarga de trabalho para os
professores, sobretudo para os que leccionassem vários níveis.
A
professora Graça aclarou alguns pontos que salientou da discussão acesa
que se produzia e Luzia Blard insistiu na realização de testes em
disciplinas específicas, e/ou terminais com matrizes previamente
estudadas por departamento. Aqui interveio a professora Fátima Bóia
declarando preferir a terminologia «teste globalizante» a definir por níveis,
como alvitrara a professora Suzana. Acrescentou
desconhecer ainda o calendário de exames e quando fecharia a escola para
preparação de serviços diversos, e que o denominado teste globalizante
só poderia ter, portanto, o horário normal de um tempo lectivo. A
professora Alcina Reis perdeu-se em considerandos sobre o que chamou
hipocrisia geral, justificando que sempre os professores se haviam
queixado de que as globais representavam um acréscimo excessivo de
trabalho. Bastava, portanto, que
os alunos fossem alertados para que o último teste seria mais
globalizante ao nível dos conteúdos para se resolver satisfatoriamente o
problema. A professora Manuela Seiça Neves defendeu a posição
anteriormente assumida: - a subscrição do teste globalizante final, -
considerando não haver hipocrisia alguma, tanto na sua como na óptica de
outros colegas. Alcina Reis achava, porém, mais correcto que os alunos
começassem por fazer a preparação para um modelo de prova de exame,
pois, a longo prazo tal lhes daria maior traquejo para o mesmo. A
professora Luzia Blard considerou que o importante era que os docentes se
comprometessem a trabalhar determinados conteúdos, os fundamentais, pois
tal seria positivo em termos de articulação de trabalho e que não
haveria mal algum que esse
teste fosse mais um elemento de avaliação. A professora Luísa Monteiro
confessou recear que se não aferissem competências em vez de conteúdos.
Dulce Reis afirmou que era afinal isso
que já se ia fazendo.
A
professora Paula Tribuzzi afirmou que, ao nível das línguas
estrangeiras, as provas já eram naturalmente globalizantes. Porém, em
literatura, o mesmo não seria já tão linear.
A
professora Fátima Bóia interveio para alertar que haveria que reflectir
que a nota final é global dado a avaliação ser contínua e pela qual
nos regíamos ainda. Aqui foi
posta à consideração dos presentes pela professora Graça uma proposta
a votar, em alternativa, sobre se a prova/teste - globalizante, com a
matriz respectiva, se definiria , ou não, em reunião posterior. O
resultado da votação foi o seguinte: vinte e dois votos a favor, cinco
contra e ainda quatro abstenções, votação que teve de ser anulada por
errónea compreensão do conteúdo da mesma pela assembleia. Por fim, foi
decidido que se faria uma nova votação numa posterior reunião para
resolver o assunto.
Luzia
Blard, representante da
disciplina de Francês, aconselhou
os colegas a fazerem as reuniões de coordenação do início do período
por níveis. Nestas deveria
haver troca de experiências, de materiais e não só e que se
aproveitasse também para fazer uma reflexão sobre o tão debatido
teste-globalizante. Recomendou ainda que cada professor pusesse a sua
documentação, ao nível de testes, em dia.
O
professor Abílio alvitrou que as reuniões com grupos do mesmo nível e,
com maior número de docentes, fossem privilegiadas quanto à marcação.
Assim sendo, ficou combinado o seguinte calendário:
-
Português B: décimos anos pelas catorze e trinta do dia vinte e um de
Janeiro;
-
décimos primeiros anos, no mesmo dia, pelas dezasseis e trinta e os décimos
segundos pelas quinze e trinta.
- Por
proposta de Luzia Blard, os professores de Francês reunir-se-iam pelas
dezasseis e trinta horas do mesmo dia e coordenariam com os colegas a
realização satisfatória das respectivas tarefas.
Os
colegas de Francês do SEUC teriam que marcar uma reunião para prepararem
um menu de exames não presenciais.
O
professor Henrique de Oliveira chamou
a atenção para o facto de que, num exame de noventa minutos, não
é possível testar macro-unidades e que pensar em tal é utópico, no que
foi corroborado pelo professor Abílio.
A
professora Paula foi de opinião de que se a lei o permite, haveria que
cumprir-se. Luzia Blard reafirmou a sua posição de intermediária entre
o Conselho Executivo e os Professores do SEUC. O colega do Executivo,
João Paulo, insistira em que se cumprisse e teria de cumprir-se,
pelo menos ao nível de reunião.
Passou-se
finalmente ao ponto dois -
Actividades programadas para o ano lectivo de dois mil e dois/dois mil e
três.
O
Intercâmbio Escolar e a geminação com o Lycée de Saint-Germain-en-Laye
não parecia apresentar as condições essenciais para ser viável.
Não se podia avançar pois havia apenas oito alunos inscritos,
faltavam cinco pois se precisavam de mais para, pelo menos, e ao todo,
serem treze, ou, no mínimo, dez. Havia apenas uma semana para se
encontrarem alunos suficientes que se deslocassem a França. Pediu Luzia
Blard que fossem motivados os alunos, caso contrário esta actividade não
teria futuro. Quanto ao Prémio Literário José Estêvão, a professora
Lurdes Rosa informou estarem a ser enviadas cartas para as entidades que
costumavam subsidiar o prémio. Pediu a opinião dos colegas sobre o dever
manter-se ou não o regulamento do ano anterior. A professora Paula opinou
que a produção de trabalhos ligados
à temática aveirense deveria manter-se, opinião baseada no facto de ter
participado como membro do júri de outros concursos, portanto, fruto da
sua experiência. A professora Fátima Bóia, porém, considerou que os
temas sobre Aveiro tinham sido já considerados como esgotados. Mas a
professora Paula achou escassa a participação. Alice Pinho afirmou que a participação
vinha de há anos a esta parte a definhar em número de participantes e
também na qualidade dos trabalhos. Lurdes Rosa informou que se retirou à
Universidade a possibilidade de concorrer para não penalizar o Ensino
Secundário. Paula Tribuzzi insistiu que o tema livre parecia deixar os concorrentes desorientados. O professor
Henrique Oliveira foi de opinião que se mantivessem as duas modalidades,
no que obteve a concordância de outros colegas. A professora Lurdes Rosa
achou que deveria haver votação quanto ao deixar as alternativas: tema
sobre Aveiro, Área-Escola ou tema livre. Ultrapassado este assunto sem
outras novidades de monta, falou-se nas actividades específicas do Latim;
todavia, a professora Fátima Bóia considerou ser matéria extemporânea.
Antes
da conclusão deste ponto, foi lembrado o Segundo Encontro Nacional da
Associação de Professores de Português a realizar na Universidade de
Aveiro.
Finalmente
entrou-se no assunto da Reforma Educativa do Ensino Secundário. A
professora Graça Rodrigues informou que na gaveta dos documentos do Grupo
se encontram os programas de Língua Portuguesa e Francesa. Ao focar-se o
tema revisão, a professora Luzia Blard comentou que, no que respeita ao
Francês, o programa é exactamente igual, quer para a Iniciação, quer
para a continuidade. Graça Rodrigues ponderou que parecia ter-se dado
mais peso à Língua Portuguesa, e que nos cursos de Línguas e
Literaturas Modernas o aluno não tem a possibilidade de optar e poderá
nunca ter contacto com a Literatura antes de iniciar os estudos
superiores, o que lhe parece um contra-senso. Enquanto a língua
estrangeira é trienal, a portuguesa é bienal . E porque não o contrário?
- perguntava. E o facto
surge-lhe como uma espécie de aberração. Houve colegas que concordaram
com a sua posição, assim como com a exigência de se verificarem
unidades lectivas de duass vezes noventa minutos. A este respeito, Abílio Tarrinha
informou que no próximo ano lectivo não haverá homologação de
Literatura Portuguesa. A professora Susana Santos acrescentou que a escola
apresentou uma grelha de ofertas e que este Projecto Curricular não
entrará em vigor no próximo mês de Setembro para os alunos que
frequentam o décimo ano. Abílio Tarrinha reconhece desconhecer o texto
em que surgem todos estes detalhes informativos: - afinal todo este
panorama dirá respeito ao ano de dois mil e quatro.
Concluindo,
o professor Abílio considerou muito gostosamente que se fez «burrada»
no que diz respeito à negligência da inclusão da Literatura Portuguesa
no curso a que esta deveria respeitar.
Aqui, a professora Fátima
Bóia informou que qualquer pessoa, a nível individual, poderá fazer
seguir para o Ministério as suas propostas até ao dia vinte e um de
Janeiro. Alvitrou que uma comissão se debruçasse sobre o assunto e
arquitectasse uma proposta que
corresponda à opinião da escola /departamentos sobre as hipóteses
apontadas nos documentos que contemplam a Reforma do Ensino Secundário. Quanto à disciplina de
Latim. disse já ter falado com os colegas e que foram tomadas posições
sobre o assunto. No que respeita à disponibilidade de haver um parecer a
apresentar no Conselho Pedagógico da próxima segunda-feira, e segundo
proposta da professora Graça Rodrigues, os colegas Susana Santos, Maria
Manuel, Fátima Bóia, ela própria, Graça,
Luzia Blard, José
Caseiro e Dulcínea, reuniriam
em data e hora a combinar, o mais tardar até sexta-feira, pelas onze
horas e trinta minutos, para reflectirem, opinarem e redigirem o referido
parecer, que se destina a ser apresentado em reunião inter-escolas pelo
Presidente do Conselho Executivo em Viseu e também no Pedagógico.
O
professor Henrique de Oliveira pediu aos colegas material para apoio a
sair na Internet, na parte relativa à Pedagogia do site «Aveiro e
Cultura». Indicou o endereço completo e aconselhou, uma vez dentro das páginas,
a adicioná-la aos «Favoritos», para um acesso mais fácil e rápido ao
conjunto de páginas, que constitui um projecto colectivo da escola aberto
a toda a comunidade.
Nada
mais havendo a tratar, lavrou-se a presente acta que, depois de lida e
posta à votação, será assinada pela presidente da reunião e
directoras de Departamento, e por mim, que a secretariei e elaborei.
O
Presidente do
Graça Rodrigues
Os Representantes das disciplinas de Latim-Grego e Francês,
respectivamente
Maria de Fátima Bóia
Luzia Blard.
A
Secretária
Maria Helena Marques da Silva
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