Abril de Ontem

 

O medo rugia como um vulcão
Que das furnas do terror subia
Alma danada deste povo que vivia
Injustiças numa dolorosa turvação

Chegou a primavera, a estação
De um abril que no silêncio ardia
Em fogosa chama que alimentaria
O Movimento oculto, em formação.

Desse passado, apenas a lembrança
Do tormentoso engenho da repressão
E do lento estraçalhar da esperança.

A luz da liberdade deslaçou a prisão,
Soergueu a democracia na confiança
E preveniu esta vitória, da usurpação.

                              Abril de 2026

 

 

27-04-2026